2011/04/21

Exposição Virtual: "Dia do Planeta Terra - 2011"


O Dia do Planeta Terra foi criado em 1970, sobre a égide do senador norte-americano Gaylord Nelson. O que começou como um protesto contra a poluição ambiental crescente, colocou a temática da preservação ambiental na agenda política dos Estados Unidos. Celebrado a 22 de abril, este dia foi ganhando o apoio de diversas nações, sobretudo a partir de 1990, dando voz à reflexão sobre temáticas relacionadas com a vida na terra e com o posicionamento do homem face à natureza. 

Todas as ações levadas a cabo neste dia focam-se na consciencialização dos povos relativamente à preservação da Terra, à sua sustentabilidade e ao papel de cada ser humano no mundo. A poluição, o aquecimento global, a escassez dos recursos energéticos, as mudanças climáticas, o “lobby” petrolífero, o desaparecimento das espécies vegetais e animais são alguns dos problemas que enfrentamos. 

No património escolar a Terra e o seu estudo é fundamental para as disciplinas de Geografia/Geologia e Ciências Naturais. Os objetos apresentados nesta exposição permitem compreender a importância do planeta, da sua localização no espaço, do seu movimento, dos países que o constituem e da sua evolução geomorfológica. 

Através de mapas, globos e aparelhos para demonstração dos movimentos de translação e rotação, o aluno podia adquirir conceitos base acerca da localização do planeta no sistema solar e da sua divisão política e física. Por outro lado, através de modelos e imagens parietais era fornecido um enorme conjunto de informações a respeito da evolução morfológica da Terra e das diferentes formações geológicas, bem como dos diferentes habitats a que deram origem. Em suma, as coleções escolares permitem conhecer o planeta que habitamos e só desta forma se pode promover a consciência da sua importância em cada ser humano e da preservação do planeta para as gerações vindouras. 


Imagem parietal de habitat aquático

ME/401950/128

Escola Secundária Josefa de Óbidos

Imagem parietal representando o fundo do mar, com algas e animais marinhos

 

Formação geológica

ME/401330/116

Escola Secundária D. Luísa de Gusmão

Modelo tridimensional e em corte de uma formação geológica


Imagem parietal de formação geológica

ME/404433/94

Escola Secundária Padre António Vieira

Imagem parietal representando seis tipos de de formações geológicas terrestres


Aparelho para demonstração dos movimentos de translação e rotação

ME/403076/23

Escola Secundária de São pedro do Sul

Modelo tridimensional formado por um braço metálico onde estão acoplados vários globos representando a Terra, o Sol e a Lua, permitindo visualizar os movimentos de rotação e translação.


Formação geológica

ME/400385/48

Escola Secundária Poeta António Aleixo

Modelo tridimensional e em corte de uma formação geológica


Imagem parietal de habitat terrestre

ME/402436/677

Escola Secundária de Passos Manuel

Imagem parietal representando uma paisagem de bosque e ao fundo uma montanha


MJS



2011/03/30

Peça do mês de março/2011





Almofada de Bilros

 

Almofada utilizada em contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Lavores. A almofada de renda de bilros, denominada de rebolo, assenta sobre um suporte de madeira, ajustável, com conjunto de pequenas peças de madeira torneada, os bilros. A almofada consiste num cilindro de pano grosso, cheio de algodão.

O modelo pertence à Escola Secundária com 3.º Ciclo Clara de Resende, com o número de inventário ME/346779/13

A renda de bilros é realizada sobre uma almofada cilíndrica de grande espessura, o rebolo, tal como é possível observar na imagem. Elaborada em pano grosso, tem no seu interior palha ou algodão, e possui dimensões variáveis, dependendo do tipo de peça que se pretende realizar. A almofada é colocada num suporte de madeira ajustável que deve ser colocado à altura da artesã– a rendilheira.

Para realizar a peça, é colocado um cartão perfurado no rebolo – o pique – onde está o desenho, feito com pequenos furos, onde são espetados diversos alfinetes à medida que o trabalho vai sendo desenvolvido. Para dispor os fios, a rendilheira utiliza os bilros, uma pequena peça com forma de pera ou esfera, em madeira ou outro material, através de um movimento alternado e rotativo, com o auxílio dos alfinetes, em que os fios são cruzados sucessivamente. O número de bilros utilizados também pode variar, dependendo da complexidade do desenho executado. A temática presente nestes desenhos diz respeito aos elementos naturais estilizados, como a fauna e a flora locais.

A origem da renda de bilros não é consensual, mas as primeiras referências a esta arte, em Portugal, datam do reinado de D. Sebastião. Testemunha da arte popular, a renda de bilros é executada em várias regiões, com particular relevo para a zona litoral do país, nomeadamente Peniche e Vila do Conde, devido à sua originalidade, qualidade e perfeição.

A renda de bilros de Peniche pode ser dividida em duas categorias, as rendas eruditas (desenho e técnica) e as rendas populares (renda antiga). As rendas desta localidade destacam-se pela técnica de urdidura e pelo facto de não se distinguir o direito do avesso das peças executadas. Em meados do século XIX, pensa-se que existiriam cerca de mil rendilheiras e oito oficinas em Peniche. Numa tentativa de impulsionar a produção nacional foi criada em 1887 a Escola Industrial D. Maria Pia com uma secção de rendeira, permitindo o apuramento das técnicas utilizadas e aumentando a qualidade do trabalho produzido.

Em Vila do Conde existe atualmente uma escola que dá continuidade a esta arte e o “Museu das Rendas”, onde podem ser admirados os trabalhos realizados com esta técnica, conhecendo um pouco mais da história, das diferentes formas de execução e dos instrumentos utilizados.

 

MJS

 

Bibliografia e informação adicional:

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Renda_de_bilros

http://terrasdeportugal.wikidot.com/rendas-de-bilros-de-peniche

http://garatujando.blogs.sapo.pt/arquivo/621873.html

http://www.geira.pt/museus/atrio/index.asp?id=5

 

Para consultar a história da Escola Secundária/3 Clara de Resende:

 

http://www.clararesende.pt/Historial.html


2011/03/23

23 de Março: Dia Meteorológico Mundial


A exposição virtual "O clima para si" A meteorologia através do património museológico escolar  associa-se à celebração do "Dia Meteorológico Mundial" que tem lugar a 23 de Março.

2011/03/07

Exposição virtual: "As representações da mulher no património museológico escolar"

No âmbito da celebração do Dia Internacional da Mulher, a Secretaria-Geral apresenta uma exposição sobre esta temática, ilustrada através de diferentes representações da mulher, presentes no património museológico escolar português.

A proposta da celebração internacional deste dia partiu de Clara Zetkin (1857 – 1933), em 1910, na Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, tendo como fonte de inspiração diversos movimentos grevistas de operárias nos Estados Unidos da América que ocorreram em anos anteriores. Clara Zetkin foi uma defensora do sufrágio universal, do direito ao divórcio e da igualdade de oportunidades. Como Presidente do parlamento alemão em 1932, foi uma forte opositora ao regime nazi. Em 1975 a ONU instituiu a celebração do Ano Internacional da Mulher, realizando-se a 1ª Conferência mundial sobre as Mulheres e consagrando-se o dia 8 de março como Dia Internacional da Mulher. 

Eternizando este dia, e lembrando todas as mulheres de diferentes idades e condições sociais, apresentam-se diferentes representações artísticas da mulher, vista através de peças do património museológico escolar: desenhos a pastel de figuras femininas jovens ou idosas, mulheres no exercício das suas funções profissionais, painéis de azulejos, trabalhos em gesso e esculturas. Destacam-se os estudos e pinturas de Leopoldo Battistini, João Elói do Amaral e Lívio de Morais, as cerâmicas de Maria de Portugal, bem como a incontornável figura da República. 


Desenho

ME/402163/77

Escola Secundária Marquês de Pombal

Desenho representando uma jovem mulher



Pintura

ME/402163/45

Escola Secundária Marquês de Pombal

Pintura representando uma mulher mais idosa de lenço na cabeça



Pintura

ME/401092/188

Escola Secundária Campos Melo

Desenho geometrizante representando uma jovem mulher sentada a uma mesa



Busto

ME/400993/65

Escola Secundária Dr. Bernardino Machado

Busto de uma jovem mulher representando a República



Pintura

ME/ESAD/438

Escola Secundária Afonso Domingues

Pintura representando uma jovem mulher, semelhante a uma ninfa, segurando na mão uma paleta de cores e um pincel



Cerâmica

ME/404172/138

Escola Secundária Artística António Arroio

Prato de cerâmica pintada, representando o busto de uma mulher de cabelo verde azulado e rosto amarelo



MJS


2011/03/02

Exposição Virtual

"A Colecção Brendel na Escola Secundária de Camões"
A presente exposição é uma mostra de modelos anatómicos de plantas e flores.

2011/03/01

«MUITOS ANOS DE ESCOLAS.»


(Fotografia aérea do Liceu D. Filipa de Lencastre, Lisboa)


Na passada terça-feira, dia 22 de fevereiro, a Secretaria-Geral do Ministério da Educação organizou, na recém-intervencionada Escola Secundária D. Filipa de Lencastre, a apresentação pública do terceiro livro da série “Muitos anos de escolas”.

Trata-se de uma obra onde se descrevem e comentam os sucessivos modelos de construção das escolas primárias portuguesas desde os finais do século XIX até aos anos 80 do século XX, pacientemente recolhidos pelas autoras no âmbito do seu trabalho no Ministério da Educação.

Estres três volumes têm, assim, o mérito de revelar ao público o importante espólio arquivístico de que a Secretaria-Geral do ME dispõe. Um espólio que tem vindo a ser objeto, nos últimos anos, de um importante esforço de tratamento, incluindo descrição arquivística, instalação e acondicionamento, numa dinâmica que visa acima de tudo corresponder ás necessidades dos utilizadores do Centro de Documentação do ME, na sua maioria investigadores de doutoramento ou pós-doutoramento.

A sessão que assinalou o lançamento desta monografia teve como principais protagonistas a Doutora Maria de Lourdes Rodrigues e a arquiteta Teresa Heitor que fizeram duas intervenções traduzindo leituras complementares sobre a obra.

A arquiteta Teresa Heitor fez uma abordagem rigorosa e documentada à história dos equipamentos educativos ao longo do século XX, relacionando a evolução das conceções pedagógicas com as opções de projeto e as tipologias arquitetónicas e contextualizando a experiência portuguesa com a de outros países.

A Doutora Maria de Lourdes Rodrigues fez uma intervenção em que sobressaiu o olhar político, de decisor em matéria educativa, para quem o conhecimento concreto da realidade material das escolas é fundamental para orientar quaisquer tomadas de decisão relativamente ao funcionamento e gestão da rede escolar. De forma muito apelativa, Maria de Lourdes Rodrigues realçou os três ou quatro aspetos que se lhe impuseram como fundamentais na leitura manifestamente atenta que fez dos três volumes.

Na sequência das duas oradoras da tarde, o Secretário-Geral, Dr. João S. Batista, que conduziu a sessão, deu ainda a palavra às autoras do livro, Filomena Beja e Júlia Serra, para as naturais palavras de agradecimento.

No átrio da recém-construída sala polivalente da escola, foram expostos, para esta ocasião, três painéis com reproduções de peças desenhadas da autoria do arquiteto Jorge Segurado para o então Liceu de D. Filipa de Lencastre e, ainda, uma fotografia aérea da mesma época, onde se pode ver o edifício do liceu numa fase em que a expansão da cidade de Lisboa não contemplara ainda a urbanização da atual Praça de Londres e zonas envolventes. Um exercício de revisitação de memórias sobra a cidade que as fotografias do espólio do Ministério da Educação proporcionam…

Peça do mês de fevereiro/2011




Modelo anatómico de espécie vegetal

 

Modelo de flor do linho, utilizado para permitir a visualização da sua morfologia em contexto das práticas pedagógicas das aulas de Ciências Naturais. Trata-se de uma ampliação onde é apresentada a flor do linho (Linum), com grande pormenor. Assenta num suporte vertical preso a uma base redonda de madeira e é desmontável.

O modelo pertence à Escola Secundária de Camões, com o número de inventário ME/401109/56

Este modelo pertence à coleção Brendel, companhia produtora de modelos de botânica e zoologia, fundada em Breslau, Alemanha, por Robert Brendel (ca. 1860-1898). Transferida para Berlim em 1896 e posteriormente, em 1902, para Grunewald por Reinhold Brendel (c. 1861-1927) esta fábrica produziu modelos, muito aumentados e desmontáveis, em papier-maché, madeira, algodão, rattan, contas de vidro, penas ou gelatina. Ao nível científico, os Brendel contaram com alguns colaboradores e especialistas, como é o caso dos professores Cohn, Eduard Eidam, Alexander Tschirch (1856–1939), Leopold Kny (1841-1916), Carl Müller (1855-1907) ou Emerich Ratháy (1845-1900). Aliando beleza e rigor científico, estes modelos não tinham uma função meramente educativa, sendo verdadeiras obras de arte, muito ao estilo do conceito de ciência e de arte do século XIX, refletindo o entusiasmo pelo conhecimento e o apelo da perfeição artística.


MJS


Bibliografia e informação adicional:

http://members.ziggo.nl/here/neo.html

http://www.georgeglazer.com/decarts/instruments/skelhand.html


Para consultar história da Escola Secundária de Camões:

http://www.escamoes.pt/site/html/historia.htm