2023/05/25

Educação e Monarquia: D. João IV (1604 - 1656)

D. João IV (1604 – 1656), “o Restaurador”, era o filho de D. Teodósio II de Bragança e de D. Ana de Velasco e Girón. D. João pertencia à Casa Real de Bragança que tinha grande prestígio em Portugal e que beneficiou da degradação do governo de Filipe III e do aumento de impostos. Casou com D. Luísa de Gusmão em 1633. Foi ele o rei escolhido para terminar com o domínio filipino em Portugal.

O monarca conseguiu o apoio da maior parte da população, o que lhe permitiu fazer face aos confrontos militares com Espanha na Guerra da Restauração. No entanto, houve uma enorme divisão no que respeita à nobreza, que chegou a intentar contra a vida do próprio rei. Houve assim a necessidade de um processo diplomático nas cortes europeias para obter o reconhecimento da independência e justificar que D. João era, na verdade, o legítimo herdeiro da coroa.


(Imagem de D. João IV retirada da Internet)

Em 1641 iniciaram-se os confrontos. A primeira grande vitória portuguesa deu-se na Batalha do Montijo em 1644, seguida de um fracasso espanhol no cerco de Elvas. Espanha encontrava-se envolvida na Guerra dos Trinta Anos, pelo que só a partir de 1659 se pode dedicar à anulação da independência portuguesa. Isto permitiu à coroa portuguesa fortalecer e consolidar a sua posição militar e financeira. Durante o período que se seguiu houve diversos conflitos nas colónias portuguesas, nomeadamente com os Países Baixos que pretendiam manter os territórios conquistados no Brasil.

A principal preocupação deste monarca foi, obviamente a guerra com Espanha e a afirmação do país nas cortes europeias. Apesar disso, ao nível interno foram tomadas medidas importantes: a criação de um Conselho de Guerra (1640); a reforma do Conselho da Fazenda (1642); a criação da Junta dos Três Estados (1643); do Conselho Ultramarino (1643); e da Companhia da Junta de Comércio (1649).

Em 1653 foram convocadas Cortes em Lisboa, onde se aclamou D. Afonso VI como futuro rei de Portugal e onde foi pedido apoio militar e financeiro. O monarca veio a falecer em 1656, tendo confiado a regência à rainha.

Ao nível cultural, poder-se-á afirmar que D. João IV recebeu uma educação cuidada com boa preparação ao nível das Letras Clássicas e da Teologia. A música fazia parte dos seus gostos pessoais, tendo lições com o mestre inglês, Robert Tornar. Foi um compositor de destaque (atribui-se-lhe a autoria da peça Adeste Fidelis) e possuía a maior biblioteca musical da Europa, destruída pelo terramoto.

No que respeita à educação, enfatizou-se a democratização do acesso ao ensino. De acordo com João Amós Coménio, todas as crianças, independentemente do nível social ou género, deviam ser enviadas para as escolas.

Ao nível do ensino das artes foi criada a Aula de Fortificações e Arquitetura Militar na Ribeira das Naus, em 1647. O mestre que incentivou a sua criação foi Luís Serrão Pimentel (1613 – 1678), engenheiro militar. No que respeita à escultura, esta restringiu-se sobretudo ao trabalho em madeira, em relevo, para a elaboração de retábulos. O prestígio das oficinas de pintura de Espanha fez com que muitos artistas aperfeiçoassem a sua arte neste país.

 

MJS

 

2023/05/22

Educação e Monarquia: Filipe III (1605 - 1665)

 

D. Filipe III (1605-1665), “o Grande”, era filho de Filipe II de Portugal e de D. Margarida de Áustria, tendo subido ao trono em 1621.

Durante o seu reinado, os países europeus procuraram acabar com a hegemonia espanhola. Desta forma, os ataques dos holandeses às colónias portuguesas intensificaram-se durante este período, com a conquista da Baía em 1624 e de Pernambuco em 1630.

O governo foi entregue ao Duque de Olivares que esteve no poder durante 25 anos. A política do Duque primou pela tirania causando revoltas na Catalunha e em Portugal. Tentando evitar o descontentamento sentido, a Duquesa de Mântua e Miguel de Vasconcelos ficaram à frente do governo. Apesar disso, em dezembro de 1640, a população revolta-se e a 15 de dezembro D. João é coroado rei de Portugal. Os conflitos entre Portugal e Espanha perduraram até 1668.


(Imagem de Filipe III retirada da Internet)

A segunda metade do reinado de Filipe III contou com um exercício pessoal do poder.

Ao nível cultural, Filipe III foi um patrono das artes, quer da pintura, quer do teatro, favorecendo o trabalho de inúmeros dramaturgos. Apoiou pintores, como Velázquez, Eugénio Cajés, Vicente Carducho, Gonzalez e Nardi e adquiriu inúmeras obras no estrangeiro.

Ao nível arquitetónico, mandou edificar um novo palácio, o Bom Retiro, cuja construção se iniciou em 1630. O projeto, da autoria de Alonso Carbonell, ficou concluído em 1640 e tornou-se um polo agregador de artistas e escritores.


MJS

 

2023/05/18

As Bibliotecas e a História - Alexandria, a Biblioteca Desaparecida (Parte I)

«Para grande parte da humanidade, especialmente no Ocidente, a Biblioteca de Alexandria tem sido o mito fundador da biblioteca, o edifício ao qual conferimos muita da nossa erudição de biblioteca. Universal, compendiosa e cataclismicamente incendiada pelos Romanos ou, dependendo de como o Ocidente se sente, pelos Árabes ou pelos judeus.»

(Martin Latham, p. 102, 2023)


Aspeto provável de Alexandria
Fonte: segredosdomundo.r7.com


A Biblioteca de Alexandria (em grego clássico: Βιβλιοθήκη τῆς Ἀλεξάνδρειας; em latim: Bibliotheca Alexandrina; em árabe: مكتبة الإسكندرية), fundada no século III a.C., na cidade com o mesmo nome, fazia parte do império macedónio. Construído num curto período de onze anos, o império macedónio contribuiu com a difusão da cultura grega no Oriente. Alexandre, “o Grande”, ou “Magno”, fundou uma grande quantidade de cidades e promoveu a fusão da cultura grega com a dos povos conquistados, dando origem ao Império da Macedónia.  Ao perfazer trinta anos, Alexandre havia criado um dos maiores impérios do mundo antigo, que se estendia da Grécia até ao Egito e ao noroeste da Índia.

 

O mais importante epicentro do saber

Com cerca de meio milhão de habitantes, por volta de 200 a.C., a cidade de Alexandria assistiu à construção de um dos maiores centros de cultura, jamais existentes, na história humana. A ideia de construir uma megabiblioteca, foi do primeiro rei grego Ptolomeu I, que governou a zona geográfica do Egito, logo após a morte de Alexandre. Dada a sua importância, a inauguração da biblioteca de Alexandria tem sido apelidada de início da História Moderna; isto porque, mais do que uma biblioteca, foi o mais importante epicentro do saber e pesquisa que o mundo antigo conheceu. Esta antiga biblioteca ensinou algumas das mais brilhantes mentes humanas que alguma vez existiram. Podemos mesmo afirmar que as sementes da nossa presente cultura ocidental foram semeadas na antiga Alexandria.

A sua construção resultou de um processo cultural de integração de valores distintos dos mundos grego, persa e egípcio. Adquirir um exemplar de um manuscrito de cada um dos povos da Terra para integrar o seu acervo, constituía um dos seus grandes propósitos. O método mais comum para adquirir “livros” passava pela compra dos mesmos, sendo que havia vários mercados e feiras onde se podiam adquirir. Deste modo, Alexandria concentrou em si a maior e mais importante coleção de “livros” da antiguidade. O objetivo de Ptolomeu era possuir todas as obras escritas existentes, não só do mundo grego, mas do restante mundo, também.

 

«Embora não exista informação a esse respeito, atrevo-me a imaginar que a ideia de criar uma biblioteca universal tenha nascido na mente de Alexandre. O plano tem as dimensões da sua ambição, leva a marca da sua sede de totalidade. “Considero a Terra”, proclamou Alexandre num dos primeiros decretos que promulgou, “como minha”. Reunir todos os livros existentes é outra forma – simbólica, mental, pacífica – de possuir o mundo.»

(Irene Vallejo, p. 38, 2020)

 

Papel único no campo intelectual

Atualmente, por definição, biblioteca é um lugar onde se guardam livros e outras publicações, no entanto, a biblioteca de Alexandria contava com um instituto de pesquisa, laboratórios, zoológico, jardim botânico, observatório astronómico e inúmeros locais de descanso e de debate. No campo filosófico a Escola de Alexandria pretendia rivalizar com a Escola de Atenas, na difusão do neoplatonismo e do aristotelismo.

«A Biblioteca abriu-se à medida da amplitude do mundo. Incluiu as obras mais importantes de outras línguas traduzidas para grego. Um tratadista bizantino escreveu sobre aquele tempo: “Recrutaram-se de cada povo sábios, os quais, para além de dominarem a sua própria língua, conheciam lindamente o grego; foram confiados a cada grupo os seus respetivos textos, e assim, de todos, se preparou uma tradução.»

(Irene Vallejo, p. 39, 2020)

Os reis do Egito apoiavam a biblioteca, enviando emissários para as mais variadas regiões com o propósito de adquirirem manuscritos em todos os idiomas. Os papiros que chegavam com os comerciantes ao porto de Alexandria, eram copiados e devolvidos aos donos. Contudo, os inúmeros manuscritos antigos não eram apenas guardados na biblioteca de Alexandria, eles eram usados como material de pesquisa e referência por todos os novos eruditos e os “livros” mais importantes eram copiados por escribas locais e trocados por mais “livros” de outros locais do mundo antigo. Com o passar do tempo a coleção aumentou exponencialmente, sendo possível calcular um total de 400, 500 mil “livros”, no total.


JMG

 

REFERÊNCIA E SUGESTÕES:

(BIBLIOGRAFIA, WEBGRAFIA e ILUSTRAÇÕES)


BARBIER, Frédéric (2018). De Alexandria às bibliotecas virtuais. São Paulo: edusp.


BATTLES, Matthew (2003). A conturbada história das bibliotecas. São Paulo: Planeta do Brasil.


CASSON, Lionel (2018). Bibliotecas no mundo antigo. São Paulo: Vestígio.


FLOWER, Derek Adie (2002). Biblioteca de Alexandria – as histórias da maior biblioteca da antiguidade. São Paulo: Nova Alexandria.


JEVENOIS, Pablo de (2009). Biblioteca de Alexandria – o enigma revelado. Lisboa: Ésquilo.


LATHAM, Martin (2023). Crónicas de um livreiro. Lisboa: Edições 70.


MANGUEL, Alberto (1999). Uma história da leitura. Lisboa: Editorial Presença.


SEGREDOS DO MUNDO (2021). Biblioteca de Alexandria – O que é, história, incêndio e a nova versão. [em linha]. [Consult. 13.04.2023]. Disponível: https://segredosdomundo.r7.com/biblioteca-de-alexandria/


VALLEJO, Irene (2020). O infinito num junco. Lisboa: Bertrand Editora.


WIKIPÉDIA (2020). Bibliotheca Alexandrina. [em linha]. [Consult. 12.04.2023]. Disponível: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bibliotheca_Alexandrina


2023/05/15

Peça do mês de maio/2023

 


Embutideira

 

Embutideira utilizada em contexto das práticas pedagógicas do Curso Tecnológico de Artes e Ofícios. Trata-se de um cubo, utilizado frequentemente em trabalhos de ourivesaria, em que cada face apresenta vários semicírculos embutidos que permitem dar formas aos metais.

Está inventariado com o número ME/402679/179 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária do Restelo.


MJS

2023/05/11

Recursos Bibliográficos usados na elaboração do Analítico Liceu Emídio Garcia, Bragança (Parte 2)


(Imagem da fachada do Liceu Emídio Garcia, Bragança, retirada da internet)

 

O controlo bibliográfico, inicialmente efetuado pelas bibliotecas através dos seus catálogos bibliográficos, foi, efetivamente, um instrumento de gestão de informação, quer a nível uniformização de recolha de dados, quer a nível de divulgação internacional.

 

As publicações dos antigos liceus são, por assim dizer, um manual extracurricular que, a seu modo, rege formas de conduta individuais e sociais. Assim, ao valorizar a história da educação e sua reconstrução a partir de acervos bibliográficos, evidencia, por assim dizer, a importância da preservação da memória cultural para a formação de identidade social - as publicações escolares são elementos vivos da história da educação.

 

Publicações do Liceu Emídio Garcia (Bragança):


    - Alvorada. Bragança: Liceu Nacional de Bragança, 1952-1954.

    - Rataplan. Bragança: Liceu Nacional de Bragança, 1962-1971.

 

 

Bibliografia utilizada para a elaboração da investigação:

 

ALVES, Francisco Manuel (1982). Memórias arqueológico-históricas do Distrito de Bragança. Bragança: Tipografia Académica, T. 10 (1982).

Reedição do Museu Abade de Baçal.

 

ANUÁRIO DO LICEU NACIONAL DE BRAGANÇA. Bragança: Tipografia Adriano Rodrigues, as. 1910-1911.

 

ANUÁRIO DO LICEU NACIONSAL DE BRAGANÇA. Porto: Tipografia Viúva de José da Silva Mendonça, as. 1907/08, 1908/09.

 

BOLETIM DA DIRECÇÃO-GERAL DA INSTRUCÇÃO PÚBLICA. Lisboa: Imprensa Nacional, a. 1905.

 

CARVALHO, João (1997). Bragança. Editorial Presença.

 

CARVALHO, Eduardo (1995). Bragançanismo: tentativas históricas e literárias. Bragança: A voz do Nordeste.

 

LIVROS DE ACTAS DA JUNTA GERAL DE DISTRITO. Bragança: Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Bragança, Núcleo do Governo Civil, as. 1839-1843.

 

LIVRO DE ACTAS DAS SESSÕES DA JUNTA GERAL DE DISTRITO. Bragança: Biblioteca Publica e Arquivo Distrital de Bragança, Núcleo do Governo Civil, as. 1843-53.

 

FOLHAS DOS PROFESSORES.  Bragança: Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Bragança, Núcleo do Governo Civil, as. 1853-54.

 

JACOB, João (1997). Bragança. Lisboa: Editorial Presença.

 

RELATÓRIO DO LICEU, ANO LECTIVO DE 1859/60. Lisboa: Instituto dos Arquivos Nacionais Torre do Tombo, Arquivos das Secretarias de Estado (deposit.), as. 1859-60.

 

RELATÓRIO DO LICEU NACIONAL DE BRAGANÇA. Lisboa: Arquivo Geral do Ministério da Educação Nacional (deposit.), as.1935/36; 1940/41; 1954/55; 1957/58.

 

RATAPLAN. Bragança: Liceu Nacional de Bragança, n.º 7 (dez. 1963); n.º 8-9 (maio 1964); n.º 11 (mar. 1965); n.º 20 (mar. 1969).



 P. M. 

 

 

Baptista, Maria Isabel Alves (2003). Liceu Emídio Garcia (Braga). In: Liceus de Portugal: histórias, arquivos, memórias. Lisboa: Edições Asa, pp. 151-159 


2023/05/08

Resumo do Artigo Liceu Emídio Garcia, Bragança de Maria Isabel Alves Baptista (Parte 1)

(Imagem da fachada do Liceu Emídio Garcia, Bragança, retirada da internet)

Isabel Baptista, em Liceus de Portugal, apresenta algumas datas históricas referentes ao Liceu Emídio Garcia (Bragança), nomeadamente as da sua criação e início de funcionamento: 1836 (Decreto-lei de 17 de novembro); 1844 (Decreto-lei de 20 de setembro); 1853 (Portaria de 19 de maio). O início de funcionamento foi no ano letivo de 1853/54.

 

No que diz respeito às suas designações, o liceu de Bragança não teve mudanças significativas, a saber:


        Nome de origem: Liceu Nacional de Bragança;

        - A partir de 1911: Liceu Central de Emídio Garcia;

       A partir de 1828: Liceu Nacional de Bragança.

 

Na sua origem o referido liceu era de frequência masculina, só a partir do final do séc. XIX é que passa a ser misto. No que diz respeito às seções, temos a considerar em 1968 o desdobramento (8 turmas) para a o Edifício da Junta Distrital; em 1971 no Liceu de Mirandela e em 1974 assinala-se as seções liceal de Mogadouro e a seção Liceal de Mirandela do Douro.

 

A sua localização foi, primeiramente, em instalações provisórias, a partir de 1853 ocupa a ala nascente do Convento de S. Bento (conjuntamente com o Governo Civil, Tribunal, Alfândega, etc.), mais tarde, em 1867 o liceu passa a instalar-se no Antigo Hospital Militar. A partir de 1911 para além de continuar no Antigo Hospital Militar (chamado o Liceu de Baixo), ocupa também o Antigo Colégio dos Jesuítas (chamado o Liceu de Cima). A partir de 1927 fica apenas circunscrito ao Antigo Colégio dos Jesuítas e, posteriormente, em 1968 no Alto da Boavista.

 

Reitores do Liceu:

 

    - Eusébio Dias Poças Falcão -  1845-1849

    - Caetano Pinto de Oliveira Soares - 1849-1855;

    - Miguel Carlos de Novais e Sá - 1855-1861;

    - Albino Augusto Garcia de Lima - 1861-1868;

    - Cónego José Maria Lopo - 1868;

    - Augusto Garcia de Lima - 1868-1869;

    - José Manuel Pereira Lopes - 1869-1875;

    - João António Pires Vilar - 1975-1878;

    - Pe. José António Franco - 1878-1879;

    - João António Pires Vilar - 1878-1881;

    - Leopoldo Augusto Ramires 1881;

    - João Henrique Pinheiro - 1881-1886;

    - João António Pires Vilar - 1886-1896;

    - António Alberto Charula Pessenha - 1896-1897;

    - Pe. Francismo Manuel de Morais - 1897-1898;

    - António José da Rocha - 1898-1899;

    - João António Pires Vilar - 1899;

    - António Augusto Gonçalves - 1900;

    - José Marcelino de Sá Vargas - 1900-19004;

    - António Olímpio Cagigal - 1904-1906;

    - Abílio Augusto Madureira Beça - 1906;

    - Adrião Martins Amado - 1906-1910;

    - Francisco Manuel Vaz - 1910;

    - José Joaquim Pinto - 1910;

    - Adrião Martins Amado - 1910-1928;

    - António Augusto Pires Quintela - 1928-1945;

    - Eurico Pires de Morais Carrapatoso - 1945-1955;

    - Mário Abílio Costa - 1955-1959;

    - Manuel Lopes Silva - 1959-1962;

    - Domingo dos santos Rijo - 1962-1967;

    - Francisco Alvares Pires - 1967-1969;

    - Justino de Carvalho de Vasconcelos - 1970-1972;

    - Acácio Augusto Pereira da Cruz - 1972-1974.

 

A investigação de Maria Isabel Alves Baptista[1] refere-se exaustivamente aos reitores que fizeram parte da escola até 1974, por sua vez, a Divisão de Serviços da Documentação e de Arquivo da Secretaria-Geral da Educação e Ciência apresenta-nos um fundo arquivístico de alguns desses mesmos reitores; cuja organização das séries documentais inventariadas segue a estrutura adotada pela Portaria de Gestão de Documentos n.º 1310/2005, de 21 de dezembro:

 

Âmbito Cronológico:

 

Cotas:

PT/MESG/AAC/IEL/002/0002/00008

1935-[s.m.]-[s.d.] / 1936-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0002/00008B

---

PT/MESG/AAC/IEL/002/0002/00008A

---

PT/MESG/AAC/IEL/002/0054/00495

1957-[s.m.]-[s.d.] / 1958-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0058/00533

1959-[s.m.]-[s.d.] / 1960-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0065/00611

1946-[s.m.]-[s.d.] / 1947-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0064/0592A

1932-[s.m.]-[s.d.] / 1933-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0049/00409

1954-[s.m.]-[s.d.] / 1955-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0064/00592

1933-[s.m.]-[s.d.] / 1934-[s.m.]-[s.d.]

PT/MESG/AAC/IEL/002/0018/00116

1940-[s.m.]-[s.d.] / 1941-[s.m.]-[s.d.]

 

 

Associações do Liceu de Bragança:

    - Academia do Liceu de Bragança (s. d.). (associação de estudantes com caracter informal);

    - Solidárias da Mocidade Portuguesa (s. d.);

    - Grupo Beneficente (fundado pelo Reitor Manuel Pereira) - 1926/27.


P. M. 

 


 

Baptista, Maria Isabel Alves (2003). Liceu Emídio Garcia (Braga). In: Liceus de Portugal: histórias, arquivos, memórias. Lisboa: Edições Asa, pp. 142-1951

 

 



[1] Professora coordenadora na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança, exercendo funções do Departamento de Supervisão da Prática Pedagógica de Educadores de Infância e Professores do Ensino Básico - 1.º Ciclo.

 

2023/05/04

Exposição virtual: " A Lâmpada no Museu Virtual da Educação"

 A lâmpada é um objeto de vidro, com um formato alongado ou de bolbo que produz luz artificial, por combustão, eletricamente ou por descarga. Ou seja, é um dispositivo que transforma energia elétrica em energia luminosa.

A iluminação que tem por base a corrente elétrica divide-se em 3 tipos de dispositivos: lâmpada de incandescência, lâmpada de descarga e lâmpada de arco. A lâmpada de incandescência consiste numa ampola de vidro hermética, no interior da qual se encontra um filamento e que se encontra cheia de um gás inerte que se torna incandescente por ação da corrente elétrica. Atualmente já caíram em desuso na Europa.

Na lâmpada de descarga, também designada por fluorescente, existem elétrodos e a energia luminosa obtém-se a partir de uma descarga elétrica num gás. A lâmpada de arco funciona através de uma corrente elétrica que percorre o intervalo entre dois elétrodos de carbono, mantidos com uma diferença de potencial elevada.

Atualmente o tipo de lâmpadas mais utilizadas são as LED (Light Emitting Diodes), com maior durabilidade e menor consumo de eletricidade. Não emitem calor e preservam o ambiente.

Nesta exposição são apresentados alguns modelos de lâmpadas com utilização diferente da produção de luz. É o caso da Lâmpada de Davy, criada para ser utilizada nas minas de carvão, apesar da presença de metano ou de outros gases inflamáveis, ou da lâmpada de arco voltaico. São instrumentos utilizados nas práticas pedagógicas de Física. As máquinas para testar lâmpadas também constam, utilizadas para experiências na área da Eletricidade, bem como a ligação de lâmpadas em série e em paralelo. 

A lâmpada é um objeto de vidro, com um formato alongado ou de bolbo que produz luz artificial, por combustão, eletricamente ou por descarga. Ou seja, é um dispositivo que transforma energia elétrica em energia luminosa.

A iluminação que tem por base a corrente elétrica divide-se em 3 tipos de dispositivos: lâmpada de incandescência, lâmpada de descarga e lâmpada de arco. A lâmpada de incandescência consiste numa ampola de vidro hermética, no interior da qual se encontra um filamento e que se encontra cheia de um gás inerte que se torna incandescente por ação da corrente elétrica. Atualmente já caíram em desuso na Europa.

Na lâmpada de descarga, também designada por fluorescente, existem elétrodos e a energia luminosa obtém-se a partir de uma descarga elétrica num gás. A lâmpada de arco funciona através de uma corrente elétrica que percorre o intervalo entre dois elétrodos de carbono, mantidos com uma diferença de potencial elevada.

Atualmente o tipo de lâmpadas mais utilizadas são as LED (Light Emitting Diodes), com maior durabilidade e menor consumo de eletricidade. Não emitem calor e preservam o ambiente.

Nesta exposição são apresentados alguns modelos de lâmpadas com utilização diferente da produção de luz. É o caso da Lâmpada de Davy, criada para ser utilizada nas minas de carvão, apesar da presença de metano ou de outros gases inflamáveis, ou da lâmpada de arco voltaico. São instrumentos utilizados nas práticas pedagógicas de Física. As máquinas para testar lâmpadas também constam, utilizadas para experiências na área da Eletricidade, bem como a ligação de lâmpadas em série e em paralelo.


Lâmpada monocromática

ME/152481/98

Escola Básica e Secundária de Canelas

Projetor que consiste numa lâmpada montada em caixa cilíndrica de metal com tubo que permite regular a altura e direção.


Lâmpada de Davy

ME/400117/24

Escola Secundária D. Pedro V

Lâmpada de Davy utilizada no Laboratório de Física para fins pedagógicos. A Lâmpada de Davy é uma lâmpada de segurança que contém uma vela no seu interior, ficando a dever-se a sua invenção a Sir Humphry Davy em 1815. Foi criada para ser utilizada nas minas de carvão, permitindo que fossem exploradas áreas a grande profundidade apesar da presença de metano ou de outros gases inflamáveis. Para explodir, o gás deve ser aquecido até à sua temperatura de ignição, pelo que se esse aquecimento for evitado, não é possível dar-se a combustão. Davy conseguiu evitar esse aquecimento ao rodear a chama da lâmpada de gaze metálica, o que permitiu espalhar o calor por uma vasta área de modo a que a temperatura da rede seja sempre inferior à temperatura do gás.


Lâmpada de arco voltaico

ME/400348/124

Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho

Lâmpada de arco, ou arco voltaico, assente em base de madeira, com dispositivo para descarga elétrica entre dois carvões, sobre espelho côncavo. O dispositivo que permite a descarga é constituído por dois contactos em latão, cada um dos quais ligados, pela parte inferior da base, a um dos dois tubos cilíndricos, também em latão, colocados paralela e verticalmente sobre a base. No tubo mais pequeno apresenta-se inserido um dos cilindros de carvão terminando em ponta. O mais alto contém um tubo mais fino, que, com um sistema de mola permite fazer subir ao descer uma haste horizontal a ele ligada por um parafuso e onde se insere o carvão superior. Podendo deslocar-se na haste maior, existe, ainda, um espelho côncavo, refletor.


Aparelho para testar lâmpadas

ME/400956/25

Escola Secundária Augusto Gomes

Instrumento utilizado em contexto das práticas pedagógicas nas aulas de Física. Trata-se de um suporte de lâmpadas constituído por uma base da qual se ergue um pino metálico, onde está inserida uma placa redonda com três cores, vários bornes para ligação de condutores elétricos e três lâmpadas. É utilizado para experiências na área da Eletricidade.


Aparelho com ligação de lâmpadas em série e em paralelo

ME/400956/27

Escola Secundária Augusto Gomes

Dispositivo de lâmpadas em série e em paralelo, instrumento utilizado no Laboratório de Física. Base retangular que suporta um painel vertical que suporta as lâmpadas.


Aparelho para testar lâmpadas

ME/402436/1424

Escola Secundária de Passos Manuel

Instrumento científico, utilizado nas aulas de Física. É constituído por uma caixa de metal com originais aplicações, aberta na parte da frente. Nesta zona encontram-se quatro lâmpadas avermelhadas e dois botões com interruptor, para testar o seu funcionamento.


MJS