2023/10/30

Temas Centrais do EEE: o multilinguismo

 

(Imagem de uma sala de aula com várias crianças que fazem desenhos retirada do site do EEE)


A multiplicidade linguística na Europa é fundamental para definir a identidade de cada cidadão e da sua herança comum, fomentando a união na diversidade.

No entanto, as competências linguísticas são imprescindíveis para a mobilidade, cooperação e compreensão mútua além-fronteiras. Assim sendo, a União Europeia promove a aprendizagem de línguas através da política educativa comum:

- a nível individual, a aprendizagem de línguas cria oportunidades pessoais e profissionais,

- a nível social, promove a sensibilização cultural, a compreensão mútua e a coesão social,

- a nível empresarial, os trabalhadores com competências linguísticas e interculturais são um recurso vital, ajudando as empresas a ter êxito e a crescer nos mercados mundiais.

São vários os programas que promovem a diversidade linguística:

- Programa Erasmus+ que permite desenvolver diversas competências num país diferente,

- O projeto LISTIAC (Linguistically Sensitive Teaching in All Classrooms),

- O Projeto MultiMind, uma plataforma de investigação e formação no âmbito do multilinguismo.

Todos os anos, a Comissão publica o Monitor da Educação e da Formação que mostra a evolução dos sistemas de educação e formação dos Estados-Membros da União Europeia. A recolha de dados sobre o ensino e a aprendizagem são igualmente realizados em parceria com o Eurostat e a OCDE (Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económicos).

Através do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) é possível medir a capacidade dos alunos de 15 anos no que respeita à utilização de competências em leitura matemática e ciências.

A Comissão coopera igualmente com o Conselho da Europa e o seu Centro Europeu de Línguas Modernas que promove a inovação no ensino das línguas através do apoio da sala de aula multilingues e da iniciativa RELANG que estabelece equivalências entre exames e níveis de línguas.

O multilinguismo é uma das oito competências essenciais necessárias para a realização pessoal, estilos de vida saudáveis e sustentáveis, a empregabilidade, a cidadania ativa e a inclusão social, tal como foi sublinhado pelos Estados-Membros da UE na Recomendação do Conselho sobre as competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida.

No entanto, demasiados jovens europeus ainda acabam os estudos sem conhecimentos práticos de uma segunda língua.

inquérito da UE sobre competências linguísticas de 2011-12  (realizado em 14 Estados-Membros) revelou que

- 42% dos alunos de 15 anos testados tinham atingido o nível de «utilizador independente» (B1/B2 do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas) na primeira língua estrangeira

- 25% tinham atingido este nível numa segunda língua estrangeira

- 14% dos alunos não tinham sequer um conhecimento básico de uma língua estrangeira

Por estas razões, a UE definiu como prioridade fundamental o objetivo de melhorar o ensino e a aprendizagem de línguas desde cedo. Em 22 de maio de 2019, os ministros da Educação da UE adotaram a Recomendação do Conselho relativa a uma abordagem global do ensino e aprendizagem de línguas.

A importância da aprendizagem de línguas desde cedo é também salientada na Recomendação do Conselho relativa a sistemas de educação e acolhimento na primeira infância de elevada qualidade.   

No que respeita ao reforço das competências linguísticas, a estratégia a nível da UE para melhorar a aprendizagem de línguas é definida na Recomendação do Conselho relativa a uma abordagem global do ensino e aprendizagem de línguas. Na recomendação, os Estados-Membros acordaram em trabalhar no sentido de:

- fomentar a aprendizagem de línguas até ao final da escolaridade obrigatória, ajudando todos os jovens a adquirir competências em, pelo menos, outra língua europeia para além da(s) língua(s) da sua escolaridade

- incentivar a aquisição de uma (terceira) língua adicional a um nível que lhes permita interagir com um grau de fluência medido em função do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECR) do Conselho ou da Europa

- incentivar o desenvolvimento de abordagens abrangentes para melhorar o ensino e a aprendizagem das línguas a nível nacional, regional, local e escolar

- introduzir o conceito de sensibilização para as línguas no domínio da educação e da formação, que proporciona um quadro inclusivo para a aprendizagem de línguas, tendo em conta a variedade de competências linguísticas dos alunos

- assegurar que um maior número de professores de línguas beneficiam de oportunidades de aprendizagem e estudo no estrangeiro

- identificar e promover métodos de ensino inovadores, inclusivos e multilingues, utilizando ferramentas e plataformas a nível da UE, como o portal School Education Gateway e a plataforma eTwinning

documento de trabalho dos serviços da Comissão descreve o contexto científico e factual da recomendação.

Em toda a UE, os alunos migrantes trazem para a sala de aula as suas competências linguísticas e uma multiplicidade de novas línguas, com potenciais vantagens a nível individual, mas também a nível das escolas e da sociedade.

Embora os números variem consideravelmente de país para país – de 1 % na Polónia a 40 % no Luxemburgo – no conjunto da UE, quase 10 % dos alunos aprendem numa língua que não é a sua língua materna. 

Trata-se por isso de saber qual a melhor forma de aproveitar o potencial da diversidade linguística da UE. Os dados disponíveis mostram que os alunos migrantes têm geralmente piores resultados escolares nas competências de base. 

As escolas devem, portanto, adaptar os métodos de ensino de modo a atender de forma positiva aos contextos culturais e linguísticos dos alunos, criando as condições para que possam ter bons resultados escolares.

Os temas da diversidade linguística nas escolas, das salas de aula multilingues e da sensibilização para as línguas nas escolas são ainda mais integrados na nova iniciativa Percursos para o sucesso escolar.

Selo Europeu das Línguas

Dia Europeu das Línguas

Dia Europeu das Línguas comemora-se anualmente a 26 de setembro, constituindo uma oportunidade para:

- sensibilizar o público para a grande variedade de línguas existente na Europa

- promover a diversidade linguística e cultural

- incentivar pessoas de todas as idades a aprender línguas – conhecer várias línguas facilita os contactos interpessoais e a procura de emprego e contribui para o crescimento das empresas

O Dia Europeu das Línguas foi estabelecido pela Comissão Europeia e pelo Conselho da Europa, que representa 800 milhões de europeus de 47 países. A iniciativa conta com a participação de diversos institutos culturais e linguísticos, associações, universidades e, em especial, escolas. O Dia Europeu das Línguas foi criado em 2001 – o Ano Europeu das Línguas – e, desde então, tem sido comemorado anualmente.

No que respeita à diversidade linguística, sabemos que as línguas não só definem a identidade de uma pessoa como fazem parte de um património comum. Podem servir de ponte para chegar a outros povos e culturas, promovendo a compreensão mútua e o desenvolvimento de um sentimento comum de identidade europeia.

A adoção de políticas e iniciativas eficazes em matéria de multilinguismo pode reforçar as oportunidades dos cidadãos. As competências linguísticas podem também melhorar a empregabilidade dos indivíduos, facilitar o acesso a serviços e o exercício de direitos e contribuir para a solidariedade mediante o reforço do diálogo intercultural e da coesão social.

 

Fonte: https://education.ec.europa.eu/pt-pt


MJS


2023/10/26

Exposição Virtual: "Castiçais no Museu Virtual da Educação"

 

O castiçal é um utensílio que pode ser feito em diversos materiais e que serve como suporte para velas. Um castiçal que sirva para mais do que uma vela tem a designação de candelabro. Foi uma peça indispensável na iluminação noturna até ao surgimento da eletricidade. Geralmente é composto por três partes: a base (que pode ter diversos formatos), a haste e o aparador ou arandela. O seu fabrico rapidamente adequou-se ao estilo da época, desde o neoclássico ao barroco, passando a constituir um elemento decorativo.

As referências ao candelabro podem encontrar-se nos textos bíblicos. Deve ser uma peça de ouro puro e ter espaço para sete velas. O Livro do Êxodo descreve detalhadamente a sua elaboração, devendo possuir sete braços. O profeta Zacarias teve uma visão em que um anjo o elucida sobre a importância do candelabro, ladeado por dois ramos de oliveira que simbolizavam o azeite da unção que dá o poder espiritual e temporal aos homens. As setes velas representam os olhos de Deus que percorrem toda a terra. Este castiçal de sete braços tem o nome de menorah na cultura judaica. Para os cristãos, o candelabro está associado à cruz de Cristo. Os sete braços representavam os sete arcanjos superiores.

Nesta exposição, os castiçais foram elaborados pelos alunos em contexto das práticas pedagógicas de várias disciplinas como Artes ou Mecanotecnia. A maior parte foi elaborada em ferro forjado e constituem peças únicas produzidas nas escolas portuguesas.


Castiçal

ME/404172/173

Escola Secundária Artística António Arroio

Castiçal de formato cilíndrico executado por aluno. O revestimento é vidrado e tem flores e folhas pintadas a azul sobre um fundo branco.


Castiçal

ME/402679/157

Escola Secundária do Restelo

Castiçal elaborado em contexto das práticas pedagógicas do Curso Tecnológico de Artes e Ofícios, da autoria de um aluno. Trata-se de uma peça elaborada em ferro forjado, envernizado e pintado. A base é constituída por uma placa quadrada, com recortes na ponta e ligeiramente abaulada, que se liga ao fuste central através de um parafuso. Temos dois fustes que apresentam uma torção na ponta, com ligação à arandela, tentando obter um aspeto natural, de pé da flor. A arandela tem formato de flor, com pétalas abertas, da qual emerge o bocal, com pétalas recortadas.


Castiçal

ME/402643/54

Escola Rainha Santa Isabel

Castiçal feito por alunos nas aulas de metalo-mecânica, utilizando como material ferro forjado.


Castiçal

ME/401420/24

Escola Secundária Dr. Azevedo Neves

Castiçal elaborado no âmbito das aulas de Artes Decorativas, no ano letivo de 2004/05, disciplina lecionada pela Professora Isabel Faria responsável pelo desenvolvimento de um importante núcleo desta disciplina. Trata-se de uma peça elaborada em ferro forjado, envernizado. A base é constituída por três apoios em formato de "S" que se ligam ao fuste central, constituído por duas colunas torsas agrupadas, com ligação simples à arandela. Esta tem um formato de flor, com pétalas abertas, da qual emerge o bocal, em forma de botão de flor, com pétalas recortadas. Inclui uma vela vermelha.


Castiçal

ME/400348/73

Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho

Castiçal (conjunto de seis) em ferro forjado, envernizado. Base constituída por três peixes virados para o exterior, apresentando-se com a boca aberta, apoiados sobre o ventre e com as caudas erguidas ao longo do fuste, a que estão ligadas pelas barbatanas. Fuste constituído por três colunas torsas agrupadas, com ligação simples à arandela que é circular e lisa. Bocal cilíndrico, liso.


Castiçal

ME/400270/902

Escola Secundária Jácome Ratton

Suporte para velas formado por uma base redonda, de onde se eleva uma haste em forma de cone invertido, no topo da qual existe um cilindro oco. Peça construída na oficina de mecanotecnia pelos alunos no âmbito da formação em serralharia.


MJS




2023/10/23

Temas Centrais do EEE: valores comuns, refugiados e migrantes, educação para o crescimento e para o emprego

 

(Imagem de três crianças que fazem juntas uma construção retirada do site do EEE)


A União Europeia procura reforçar a coesão social, erradicar a xenofobia, a radicalização e nacionalismo fraturante, defendendo: “A dignidade humana, a liberdade, a democracia, a igualdade, o Estado de direito e o respeito pelos direitos humanos, incluindo os direitos das pessoas pertencentes a minorias, são valores partilhados pelos Estados-Membros da UE. Formam o tecido da nossa União, que liga países, comunidades e pessoas”.

Assim, a integração dos refugiados e dos migrantes nos sistemas de educação e formação é fundamental pelas dificuldades de adaptação a um novo tipo de aprendizagem. Existem orientações e boas práticas que permitem orientar os profissionais de ensino a dar resposta a estas necessidades.

Os profissionais do ensino e da formação podem beneficiar de orientações e do intercâmbio de boas práticas para conseguirem dar resposta às necessidades de aprendizagem dos estudantes em salas de aula cada vez mais diversificadas e multilingues.

A União Europeia adotou um Plano de Ação sobre a Integração e a Inclusão (2021 – 2027) que visa promover a inclusão através do envolvimento de toda a sociedade, através do financiamento, de orientações e de parcerias.

As atividades de aprendizagem mútua entre os estados europeus facilitam a colaboração entre responsáveis políticos. Existem vários programas a que os países podem recorrer para a integração de migrantes:

- Apoio através do Erasmus+ que integra migrantes em todos os setores da educação,

- Apoio em linha para promover a integração,

- SIRIUS, a rede para a educação dos migrantes

- Plataforma Digital Europeia para a Educação Escolar destinada a profissionais para partilha de informações, materiais e serviços.

- Plataforma eTwinning que liga as escolas através de ferramentas TIC, permitindo à comunidade escolar trocar experiências e oferecerem assistência,

- Apoio Linguístico em Linha do Erasmus+, dando oportunidade aos migrantes de aprender a língua local, facilitando a sua integração,

- Cursos em Linha Abertos a Todos (MOOC- Massive Open Online Courses),

No que respeita à educação para o crescimento e o emprego, a União Europeia defende que uma “educação eficaz permite alinhar as competências da mão de obra pelas necessidades da economia europeia.” Há necessidade de uma mão de obra qualificada que assegure uma maior produtividade e inovação.

Apesar deste esforço, os dados apontam para um desfasamento entre as competências adquiridas pelo ensino e as competências do mercado de trabalho: 20% da população ativa tem um nível baixo de competências no domínio da literacia e numeracia, o que fragiliza o desenvolvimento económico.

Como tal, apesar de cada país ser responsável pelo seu sistema de ensino, a União Europeia apoia a modernização dos sistemas de educação nacionais. São efetuadas análises à situação de cada país com o objetivo de definir uma política de ensino e formação que acompanhem os novos desafios e identifiquem áreas em que seja necessário efetuar um investimento.

 

Fonte: https://education.ec.europa.eu/pt-pt


MJS


2023/10/19

Peça do mês de outubro/2023



Válvula retificadora

Válvula retificadora utilizada em contexto das práticas pedagógicas de Física. Este tipo de válvulas é, geralmente, utilizado em grandes aparelhos de raios X. Normalmente a retificação é feita por 4 válvulas iguais montadas em ponte de Graetz de modo que a ampola de raios X receba tensão contínua.

A peça está inventariada com o número ME/404433/240 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Padre António Vieira.


MJS

2023/10/16

Temas Centrais do EEE: educação inclusiva

 

(Imagem de um professor auxiliando uma aluna que se encontra a estudar retirada do site EEE)

Em dezembro de 2017 foi aprovado o Pilar Europeu dos Direitos Sociais “que salienta a importância das dimensões social, educativa e cultural das políticas europeias para construir um futuro europeu comum.” O primeiro principio deste Pilar refere: “Todas as pessoas têm direito a uma educação inclusiva e de qualidade, a formação e aprendizagem ao longo da vida, a fim de manter e adquirir competências que lhes permitam participar plenamente na sociedade e gerir com êxito as transições no mercado de trabalho”.

Uma educação inclusiva e de qualidade desde a infância é fundamental para criar os alicerces da coesão social, da mobilidade social e de uma sociedade equitativa. Os domínios prioritários no domínio da educação e da formação são a educação inclusiva, a igualdade, a equidade, a não discriminação e a promoção das competências cívicas.

A Estratégia Europa 2020 e o Quadro Estratégico EF 2020 definiram duas metas a atingir até 2020:

- reduzir para menos de 10% a taxa de abandono do ensino escolar ou de atividades de formação entre os jovens dos 18 aos 24 anos,

- aumentar para, pelo menos, 40% a percentagem de pessoas com idades entre os 30 e os 34 anos que concluíram uma formação de nível superior.

Foram tomadas várias iniciativas políticas para promover a educação inclusiva:

Recomendação do Conselho sobre as competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida,

Recomendação do Conselho relativa à promoção de valores comuns, da educação inclusiva e da dimensão europeia do ensino.

Em maio de 2018, a Comissão duplicou o orçamento destinado ao Programa Erasmus+, permitindo a milhões de “jovens europeus de todos os meios sociais estudar, receber formação ou fazer um período de aprendizagem no estrangeiro, incluindo também um quadro europeu de inclusão e estratégias nacionais de inclusão.”

O progresso dos países da União Europeia no domínio da educação inclusiva são monitorizados através do processo do Semestre Europeu e do Monitor da Educação e da Formação. A Comissão tem igualmente levado a cabo uma vasta gama de ações neste domínio, entre as quais se destacam:

- a criação de um grupo de trabalho sobre a promoção de valores comuns e a educação inclusiva, que produziu um compêndio conciso de boas práticas neste domínio, acessível em linha através da plataforma Yammer,

- uma iniciativa que recorre a modelos de referência positivos para promover a inclusão social e prevenir a exclusão e a radicalização violenta entre os jovens,

- o desenvolvimento de um conjunto de ferramentas para animadores de juventude que trabalham com jovens em risco de marginalização,

- a criação do Prémio Europeu para a Inclusão Social através do Desporto.

Atualmente encontram-se em implementação os seguintes projetos:

- alargamento do conjunto europeu de ferramentas para as escolas, uma plataforma em linha dirigida às escolas e aos professores que disponibiliza exemplos de boas práticas e recursos para a introdução de abordagens colaborativas nas escolas com o objetivo de reforçar a inclusividade e garantir a igualdade de oportunidades,

- alargamento da plataforma em linha eTwinning, que visa ligar professores e salas de aula de toda a Europa e apoiar cursos de formação de professores na área da educação para a cidadania,

- disponibilização de incentivos às instituições de ensino superior para atribuírem créditos às atividades de voluntariado e elaborarem programas curriculares que combinem conteúdos académicos e participação cívica,

- implantação do Corpo Europeu de Solidariedade, uma iniciativa da UE dirigida aos jovens que lhes dá a oportunidade de fazer voluntariado ou trabalhar em projetos, no seu próprio país ou no estrangeiro, em benefício das comunidade e regiões

- implantação da iniciativa de intercâmbio virtual Erasmus+, que permite aos jovens europeus e do sul do Mediterrâneo participar em experiências interculturais em linha significativas no âmbito da sua educação formal ou não formal.


Fonte: https://education.ec.europa.eu/pt-pt


MJS


2023/10/12

Temas Centrais do EEE: melhorar a qualidade e a equidade na educação e na formação


(Imagem de um homem numa cadeira de rodas, a colocar livros numa prateleira retirada do site do EEE)


Todos os cidadãos da União Europeia têm direito à educação, à formação e à aprendizagem inclusiva e de qualidade, com a promoção de valores comuns. A promoção da dimensão europeia do ensino é fundamental pata a coesão da sociedade europeia.

O que se verifica é que as experiências educativas refletem o meio social dos cidadãos, ou seja, alunos de meios desfavorecidos ou em contexto rural, tendem a ter um aproveitamento insuficiente.

A disparidade de género, o sexismo e o assédio prejudicam gravemente a experiência educativa, afetando sobretudo elementos do género feminino. Esta diferenciação de género é ainda visível em algumas áreas de estudo como a engenharia, indústria transformadora e construção (26% de estudantes do sexo feminino), bem como as tecnologias da informação e da comunicação (18% de estudantes do sexo feminino).

Tendo em vista esta situação, a União Europeia procura combater desigualdades sociais, económicas, culturais, étnicas ou raciais, em prol do sucesso escolar. Só a educação e a formação de qualidade permitem dotar os cidadãos de competências básicas e digitais necessárias à prosperidade social.

Em 2018 a “percentagem de estudantes que não eram capazes de realizar tarefas básicas de matemática, ciências e leitura foi de 22,5% em leitura, 22,9% em matemática e 22,3% em ciências (PISA 2018, OCDE).” Para que se possa efetuar uma mudança nestes resultados são necessários educadores qualificados e um investimento eficaz e sustentável na educação e formação.

A União Europeia está a resolver este tipo de problemas através de várias ações:

- implementar a iniciativa Percursos para o Sucesso Escolar,

- promover o multilinguismo e os valores comuns,

- assegurar investimentos de qualidade na educação,

- reforçar as Ações Jean Monnet,

- desenvolver uma abordagem europeia das micro credenciais,

- tornar o Programa Erasmus+ e o Corpo Europeu de Solidariedade mais inclusivos,

- promover a mobilidade de jovens voluntários em atividades de solidariedade transfronteiras,

- aplicar o quadro europeu de qualidade para criar sistemas de educação e de acolhimento na primeira infância de alta qualidade,

- apoiar a criação de centros de excelência profissional.

Existem ainda programas específicos, como:

Estratégia para a Igualdade de Género (2020-2025),

Plano de Ação da UE Contra o Racismo,

Quadro estratégico da UE para a Igualdade, a Inclusão e a Participação dos Ciganos,

Estratégia para a Igualdade de Tratamento das Pessoas LGBTIQ,

Estratégia sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2021-2030),

Mecanismo de Recuperação e Resiliência,

Fundos Europeus Estruturais e de Investimento.


Fonte: https://education.ec.europa.eu/pt-pt


MJS


2023/10/09

Grupos de Trabalho do Espaço Europeu da Educação

 

(Imagem de vários alunos sentados numa mesa de estudo retirada do site do EEE)

Os grupos de trabalho são compostos por funcionários das administrações nacionais nomeados pelos Estados-Membros da União Europeia e por outros países participantes. Vários representantes de organizações de partes interessadas e de parceiros sociais são igualmente nomeados para os grupos, que são coordenados pela Comissão Europeia. Estes grupos de trabalho foram inicialmente criados no âmbito do programa de trabalho Educação e Formação para 2010. Os novos grupos de trabalho apoiarão os Estados-Membros e a Comissão na concretização do Espaço Europeu da Educação, em sintonia com o Plano de Ação para a Educação Digital, a Agenda de Competências para a Europa e outras iniciativas emblemáticas da UE em matéria de educação, formação e competências.


Os grupos de trabalho centram-se em temas de interesse comum, a saber:

 

1. Educação e acolhimento na primeira infância: “apoio aos Estados-Membros na aplicação da Recomendação do Conselho, de 2019, relativa a sistemas de educação e acolhimento na primeira infância de elevada qualidade e do seu principal componente, o Quadro de Qualidade da UE para a Educação e Acolhimento na Primeira Infância. O grupo favorecerá sobretudo a aprendizagem entre pares com base na medição, no acompanhamento e na avaliação da qualidade e dará seguimento aos resultados do grupo de trabalho EF 2020, que se centrou na inclusão, na profissionalização do pessoal e na gestão da pandemia de COVID-19 no setor da educação e acolhimento na primeira infância”.


2. Escolas: “tem como objetivo promover a obtenção de melhores resultados nas competências básicas e a conclusão bem-sucedida de percursos de educação e formação por parte de todos os aprendentes; promover a educação para a transição ecológica; e reforçar a aptidão e a motivação na profissão docente”.

Inclui Percursos para o Sucesso Escolar que “apoia a aplicação e o seguimento da próxima recomendação do Conselho sobre percursos para o sucesso escolar, promovendo a aprendizagem mútua e o intercâmbio de boas práticas, nomeadamente sobre questões relacionadas com o bem-estar na escola”.

Também faz parte deste grupo a Educação para a Sustentabilidade Ambiental que “faz o acompanhamento da Recomendação do Conselho sobre a educação para a sustentabilidade ambiental e promoverá a aprendizagem mútua e o intercâmbio de ideias sobre possíveis formas de a educação apoiar a transição para uma Europa mais verde e mais sustentável, incluindo o desenvolvimento de competências em matéria de sustentabilidade”.


3. Ensino Superior: “apoia as reformas dos Estados-Membros e de outros países participantes que queiram maximizar o potencial dos seus sistemas de ensino superior. O apoio às reformas incluirá a promoção da transformação do setor do ensino superior, bem como a preparação dos licenciados para a evolução das sociedades e dos mercados de trabalho. Tal implica também contribuir para a construção de uma Europa mais forte, reforçando a capacidade de inovação da Europa no âmbito dos esforços para criar o Espaço Europeu da Educação até 2025, em consonância com a Estratégia Europeia para as Universidades. Para o efeito, o grupo de trabalho promoverá a aprendizagem mútua em matéria de reforma das políticas nos sistemas de ensino nacionais e debaterá as iniciativas estratégicas europeias em matéria de ensino superior a nível técnico. O grupo de trabalho incentivará sinergias entre as missões de educação, de investigação e de inovação das instituições de ensino superior, no contexto do Espaço Europeu da Educação e do Espaço Europeu da Investigação, assegurando simultaneamente a coerência com o Espaço Europeu do Ensino Superior”.

 

4. Ensino e formação profissionais e transição ecológica: tem como objetivo “permitir intercâmbios técnicos que ajudarão os Estados-Membros a aplicar os princípios e objetivos da Recomendação do Conselho sobre o ensino e a formação profissionais (EFP) em prol da competitividade sustentável, da justiça social e da resiliência, e da Declaração de Osnabrück sobre o ensino e a formação profissionais como facilitador da recuperação e da transição justa para a economia digital e a economia verde, com especial relevância para a transição ecológica”.

 

5. Educação de adultos: criar oportunidades para todos: o seu objetivo é “permitir intercâmbios e contributos que apoiarão os Estados-Membros na execução das ações da Agenda de Competências para a Europa de 2020: requalificação e melhoria das competências dos adultos, capacitando-os para uma aprendizagem contínua ao longo da vida. O grupo de trabalho apoiará igualmente o reforço das capacidades com vista à aplicação da Recomendação do Conselho de 2016 sobre percursos de melhoria de competências: novas oportunidades para adultos das recomendações do Conselho de 2022 relativas às contas individuais de aprendizagem e às micro credenciais. Os trabalhos estão também em conformidade com o Plano de Ação sobre o Pilar Europeu dos Direitos Sociais. O grupo de trabalho centrar-se-á nas estratégias nacionais em matéria de competências, nas competências para a vida e no financiamento da educação de adultos. O grupo adotará ainda uma abordagem holística da educação de adultos que abranja toda a população adulta e todos os tipos de competências, a fim de permitir que os adultos prosperem na sua vida pessoal e profissional”.

 

6. Educação digital: aprendizagem, formação e avaliação: o seu objetivo é “apoiar os Estados-Membros na execução de reformas políticas em consonância com o Plano de Ação para a Educação Digital 2021-2027. Centrar-se-á, em especial, na promoção de uma educação digital inclusiva e de elevada qualidade na UE, tendo simultaneamente em conta a transformação digital, as implicações e os ensinamentos retirados da pandemia de COVID-19.

 

7. Igualdade e valores na educação e na formação: o objetivo “centra-se em reformas estruturais destinadas a promover a igualdade na educação e na formação. Tem por base os valores da UE (incluindo a luta contra a radicalização, a educação e a formação para a cidadania, a dimensão europeia da educação, a desinformação e a inclusão dos refugiados e migrantes na educação e formação). O grupo de trabalho analisa igualmente os domínios pertinentes relacionados com a igualdade, tendo em conta a dupla abordagem da educação inclusiva para todos e da atenção a grupos específicos da população. Paralelamente à utilização de abordagens centradas em grupos (como a igualdade de género, a luta contra o racismo, a igualdade dos ciganos, as pessoas oriundas da imigração, as pessoas LGBTQI e as pessoas com deficiência), o grupo de trabalho analisa ainda as questões transversais que apresentam benefícios para a sociedade e que são de grande importância para todos os grupos discriminados e desfavorecidos (nomeadamente a luta contra a segregação na educação e a gestão da diversidade).”

 

Fonte: https://education.ec.europa.eu/pt-pt


MJS