A dieta
mediterrânica foi considerada património cultural da humanidade em 2010,
inicialmente incluindo Espanha, Itália, Grécia e Marrocos. Em 2013 estendeu-se
e Portugal, Chipre e Croácia. Não se limita apenas à alimentação, mas a um
conjunto de conhecimentos, práticas de confeção, tradições, rituais de partilha
de alimentos e símbolos, comuns aos países que circundam o mar Mediterrâneo.
Trata-se de um tipo de
alimentação saudável, sustentável, com baixo consumo de água e escassa
libertação de dióxido de carbono. Os produtos frescos, locais e sazonais são os
grandes responsáveis pela riqueza nutricional em consonância com as estações do
ano e os ritmos próprios da natureza: leguminosas, produtos hortícolas, fruta
fresca (citrinos, damascos, ameixas, romãs…) e frutos secos, azeite, cereais,
peixe, laticínios, vinho e moderado consumo de carne.
O momento da refeição é, assim, um momento de partilha, comunicação, reforço de laços familiares, de coesão de grupo ou de comunidade. O ato de comer torna-se, assim, um ato cultural de transmissão de valores. Em festas e comemorações, a dieta mediterrânica também está presente, unindo pessoas de várias gerações e estratos sociais.
Apesar das diversidades regionais,
há uma unidade na dieta mediterrânica que remonta à antiga Grécia. Os países do
Mediterrâneo partilham um clima e biodiversidade semelhante, uma história
baseada no desenvolvimento urbano e no comércio, o que que permitiu o
desenvolvimento de valores e de um estilo de vida que ainda hoje permanece.
A mulher desempenha aqui um
papel fundamental e aglutinador na salvaguarda de técnicas culinárias e na
preservação das tradições gastronómicas e sazonais. Transmitem os rituais
próprios de cada estação e de cada celebração às gerações vindouras.
Desta forma, a maneira como se
come está intimamente ligada a todos os aspetos da vida social, trabalho e
família. Apesar do consumo de alguns alimentos comuns, existem variantes da
dieta mediterrânica tendo em conta o espaço físico, a religião e os valores das
várias sociedades.
Para saber mais consulte o site da UNESCO.
MJS
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