A Escola Técnica Elementar
Paula Vicente, em Lisboa, iniciou atividade no ano letivo 1948/1949 e, com
escola feminina, desde início adoptou como patrono Paula Vicente. Esta artista portuguesa, nascida em 1519 e falecida em 1576, filha do
segundo casamento de Gil Vicente, notabilizou-se pelos seus dotes artísticos e de
erudição. Viveu uma vida de corte, onde lhe foi reconhecido artístico, sendo
considerada na época como uma das damas mais próximas e dedicadas da infanta D.
Maria, fazendo parte de um grupo de notáveis:
“Paula Vicente foi herdeira dos
talentos de seu pai, pois não só representava nas peças que ele compunha e
passava pela melhor atriz do seu tempo, mas é também fama que o ajudava em suas
composições. Essa distinta poetisa compôs um livro de comédias que se reputa
perdido, e foi, pelo seu talento e crédito de seu pai, dama da infanta D.
Maria, filha de el rei Manuel e da rainha D. Leonor. Gozou de estima da
infanta, assim como Luísa Sigea e outras damas instruídas do seu tempo, que
formavam no paço uma espécie de academia feminina” (Reis, 2018).
![]() |
Alto-relevo de Paula Vicente (1519-1576) na entrada do Piso 0 da EB 2+3 de Paula Vicente (Santiago, 2014, p. 23). |
“Pretendo, unicamente, chamar a
atenção para um paratexto da edição, a que normalmente se não dá muita atenção,
que é o alvará como ‘privilégio’ concedido por D. Catarina, então regente do
reino, no sentido de, durante dez anos, ficar proibido que outros que não Luis
Vicente e a irmã Paula vicente fizessem imprimir as obras do pai” (Osório,
2002, p. 213).
Também há escritos donde são
ressaltados dons da prática de escrita de Paula Vicente, é-lhe atribuída a obra intitulada: Arte
da língua inglesa e holandesa, para instrução dos seus naturais. Destacou-se, ainda, na representação impressão das peças de seu
pai, Gil Vivente. Dedicou-se
à música, tocava vários instrumentos, desempenhando as funções de tangedora na
câmara da rainha D. Catarina, mulher de D. João III.
P. M.
BIBLIOGRAFIA:
INFOPEDIA (s.d.). Paula Vicente [em linha]. Porto: Porto
Editora [Consult. 5 de junho de 2019]. Disponível: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$paula-vicente.
MARTINS, João Pedro Leclercq Macedo
(2012). Perceção, reprodução
e expressão de valores cromáticos: educação visual, 7.º ano de escolaridade [em linha]. Mestrado em Ensino de Artes Visuais, apresentado à Universidade de
Lisboa. [Consult. 4 de junho de 2019]. Disponível: http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/8355/1/ulfpie043336_tm.pdf
INSPECÇÃO-GERAL
DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA (2012). Avaliação
externa das escolas: Relatório Agrupamento de Escolas Belém – Restelo,
Lisboa [em linha]. Lisboa: Ministério
da Educação e Ciência [Consult. 4 de junho de 2019]. Disponível:http://www.ige.min-edu.pt/upload/AEE_2012_Lisboa/AEE_2012_Ag_Belem_Restelo_R.pdf
REIS, Francisco
Soteiro dos (ed. lit.) (2018). Curso de
literatura portuguesa e brasileira: autores portugueses. São Paulo: Paco
Editores.
OSÓRIO, Jorge A.
(2002). A compilação de 1562 e a “fase”
manuelina de Gil Vicente. in: Revista da Faculdade de Letras “Línguas e
Literatura”, N.º 19, (2002), p. 211-234.
SANTIAGO, Catarina Freire
Luís (2014). Uma aproximação à arte contemporânea no 9.º ano do ensino básico [em linha]. Relatório de
prática de ensino supervisionada, Mestrado em Ensino das Artes Visuais no 3.º
ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário [apresent.] à Universidade de
Lisboa [Consult. 5 de junho de 2019]. Disponível: http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/10798/1/ulfpie046495_tm.pdf