2014/12/30
Exposições de Giambattista Bodoni
2014/12/23
O Laboratório de Química no Museu Virtual da Educação: o espaço
Um laboratório é um espaço equipado com
diversos instrumentos para a realização de experiências e pesquisas
científicas, de acordo com a área da ciência a que se destina. Deve obedecer a
regras básicas de segurança, como é o caso do controlo de condições ambientais.
São vários os laboratórios de química
existentes em escolas do ensino secundário que ainda mantêm as suas
caraterísticas originais, bem como alguns dos objetos de uso diário. Desta
forma, iremos apresentar algumas imagens de antigos laboratórios e de peças
ainda existentes, disponibilizadas através do Museu Virtual da Educação.
Para que se compreenda a história do
ensino da química, faremos uma brevíssima contextualização histórica. Um dos
marcos mais relevantes em Portugal foi a reforma na Universidade de Coimbra,
levada a cabo pelo Marquês de Pombal em 1772. No entanto, anteriormente já
tinham sido feitos vários estudos, ligados sobretudo à necessidade de defesa do
território, ao nível da matemática, da astronomia ou da balística.
Após a expulsão da Companhia de Jesus,
toda a estrutura da Universidade foi alterada, na tentativa de a aproximar ao
desenvolvimento científico europeu. Foi criada a Faculdade de Matemática e de
Filosofia Natural que incluía a química, a física e a história natural. Como
tal, impunha-se a existência de um Gabinete de Física Experimental, equipado
com instrumentos didáticos e um “Laboratório Chímico”.
Nesse sentido, Portugal acolheu vários
professores estrangeiros, como é o caso de Domingos Vandelli (1735-1816),
químico e naturalista, originário de Pádua. Implementou o ensino da química e
da botânica, sendo o responsável pelo Jardim Botânico da Universidade, e mais
tarde pelo Jardim Botânico do Palácio da Ajuda, em Lisboa.
Figura 2 |
Também várias obras versando sobre esta
temática começaram a ser publicadas em Portugal, após a chegada de um sobrinho
do famoso químico francês Nicolas Lémer, João Vigier (1662-1723).
Em 1779 foi criada a Academia Real das
ciências pela rainha D. Maria I, tendo como membros fundadores o Duque de
Lafões, Domingos Vandelli, o Abade Correia da Serra e o Padre Teodoro de
Almeida. Através da Academia houve um enorme intercâmbio cultural com a Europa.
Figura 4 |
A introdução do ensino da química nos
currículos do ensino liceal levou ao apetrechamento de várias escolas com
laboratórios e material didático para a realização de experiências.
É o caso das típicas bancadas de laboratório, com tampo plano e retangular, em madeira e com ardósias para proteger uma tina. No tampo, junto à aresta posterior, estão embutidos quatro bicos de gás. Na ilharga direita, encontra-se aparafusado um lavatório em porcelana, com torneira metálica. Na parte posterior da bancada, existe uma abertura para encaixar a cadeira rotativa do professor. Do lado direito da abertura existe um armário com duas portas e à sua direita, um conjunto de quatro gavetas com puxadores metálicos.
Existem igualmente modelos mais simples com
tampo em ardósia, plano e retangular. Ao centro, possui um suporte em madeira
com apoio metálico para sete tubos de ensaio. Ao meio, tem uma tina retangular
com duas torneiras em latão
Tem um corpo central revestido por
painéis de madeira retangulares para despejos e três gavetas, horizontais,
junto ao tampo, com malhetes em rabo-de-andorinha. As gavetas têm puxadores retangulares
em madeira e espelho metálico para a chave.
Para outro tipo de experiências são
utilizadas as ”hotte”, ou seja, uma cabine onde se geram gases em concentrações
perigosas para a saúde dos utilizadores. Fechada por todos os lados, com uma
moldura de vidro e bancada, possui um sistema de ventilação, que permite
através da janela, manipular os objetos. Tem um tampo plano e retangular, em
pedra e em baixo possui três gavetas e três portas, com puxadores de madeira retangulares.
MJS
Bibliografia:
Museu Virtual da Educação (2014) [em
linha].
http://edumuseu.sg.min-edu.pt/
[Consulta: 19 de agosto de 2014]
Museu da Física da Escola Secundária
Alexandre Herculano (2014) [em linha].
http://mfisica.nonio.uminho.pt/
[Consulta: 19 de agosto de 2014]
Baú da Física e Química. Instrumentos
antigos de Física e Química de escolas secundárias em Portugal (2014) [em
linha]
http://baudafisica.web.ua.pt/Default.aspx
[Consulta: 19 de agosto de 2014]
2014/12/17
Peça do mês de dezembro
Jogo didático
A palavra jogo é de origem latina e significa brinquedo/ passatempo sujeito
a regras específicas. Os jogos didáticos/ educativos, para além da óbvia
função lúdica, estimulam a aprendizagem. Interagindo com os participantes, o
jogo pretende a resolução de problemas, desenvolvendo o raciocínio, a lógica
e as capacidades cognitivas. Mobilizando esquemas mentais, favorecem não só o
desenvolvimento cognitivo, mas também o social ou mesmo as capacidades
motoras.
Este brinquedo foi fabricado pela conhecida empresa portuguesa com sede
no Porto, a Majora – Mário J. Oliveira e Irmão. Fundada em 1939, concebeu
cerca de 300 brinquedos e jogos infantis e juvenis e produziu mais de 1
milhão de brinquedos por ano. Foi encerrada em 2013.
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2014/12/10
"Diário da Grande Guerra - Testemunhos Portugueses"
2014/12/03
Exposição "Do manuscrito ao espetáculo: a coleção de teatro de António José de Oliveira"
2014/11/05
Tardes no Thália - 11 de Novembro
2014/10/29
Instrumentos de Medida no Museu Virtual da Educação- II
O
tempo é uma grandeza física que se pode medir. Implica a existência de um
mecanismo físico que repita de maneira uniforme e simétrica um determinado
evento. Isto quer dizer que para medir o tempo é necessário possuir um aparelho
que produza eventos repetitivos regularmente.
A medição exata do tempo é relativamente recente, embora o homem se tenha baseado em fatos regulares – fenómenos naturais – para estabelecer padrões de mensurabilidade temporal. As unidades de tempo que usamos são o dia, dividido em horas, estas em minutos, e estes em segundos.
O relógio é o aparelho mais comum para a
medição e indicação das horas, tendo surgido devido à necessidade de medir
intervalos de tempo mais curtos do que os intervalos naturais, como o dia, a
noite, os meses ou os anos. A sua evolução fez-se lentamente e existem
vários tipos de relógios: relógio de sol, relógio de água, relógio de areia,
relógio de bolso, relógio de pulso, entre outros.
A par
destes instrumentos, pode referir o metrónomo, um aparelho que serve para medir
o tempo musical. Inventado em 1812 por Dietrich Nikolaus Winkel, um relojoeiro
de Amesterdão, a patente acabaria por ser concedida em 1816 a Johann Mälzel
depois deste ter copiado algumas das ideias do seu precursor. O metrónomo
consiste num pêndulo oscilante capaz de produzir, através da força exercida por
um peso na sua haste, pulsações regulares de duração mais longa ou mais curta.
A cada oscilação corresponde um tempo do compasso musical. O metrónomo é
utilizado quer para manter um tempo regular ao longo de toda a composição
musical (ou numa das suas partes), quer para indicar o tempo em torno do qual
são efetuadas as variações.
O
dinamómetro permite igualmente fazer medições de peso, podendo o valor da força
ser medido através do deslocamento de um parafuso, fixo ao cilindro de menor diâmetro,
que desliza numa ranhura, existente no cilindro de maior diâmetro, onde se
encontra gravada uma escala.
Bibliografia:
Museu Virtual da Educação (2014) [em
linha].
http://edumuseu.sg.min-edu.pt/
[Consulta: 26 de junho de 2014]
Museu da Física da Escola Secundária
Alexandre Herculano (2014) [em linha].
http://mfisica.nonio.uminho.pt/
[Consulta: 26 de junho de 2014]
Baú da Física e Química. Instrumentos
antigos de Física e Química de escolas secundárias em Portugal (2014) [em
linha]
http://baudafisica.web.ua.pt/Default.aspx
[Consulta: 26 de junho de 2014]
MJS
2014/10/22
Instrumentos de medida no Museu Virtual da Educação - I
Um instrumento de medida é um dispositivo que possui um
sistema capaz de fornecer dados relativamente a quantidades e grandezas físicas
ou registar informações. Dependendo do tamanho do objeto a ser medido, são
necessários aparelhos ou métodos diferentes: comprimento, temperatura, volume
ou peso.
O ato de medir implica que o instrumento converta determinada
grandeza física num sinal, mecânico ou elétrico, e que seja possível que o
utilizador interprete esse sinal, quer através de um ponteiro ou de um visor,
quer através de uma indicação numérica.
No Museu Virtual da Educação encontram-se diferentes tipos de
objetos que permitem medir grandezas distintas. Nesta pequena abordagem,
divulgaremos alguns instrumentos que medem distâncias e ângulos. Os mais comuns
são a régua, o transferidor e a craveira.
A régua, é um instrumento utilizado em geometria, próprio para traçar segmentos de reta e medir distâncias pequenas. É composta por uma lâmina de madeira, plástico ou metal, contendo uma escala, geralmente centimétrica e milimétrica.
A craveira consiste numa régua graduada e dentada, sobre a
qual desliza um cursor (ou haste dentada) com uma abertura, no bordo da qual
está um nónio. A escala varia e deslizando o cursor ou haste dentada pode
medir-se com precisão espessuras, diâmetros internos e externos e alturas
interiores.
Por outro lado, existem instrumentos que medem distâncias
mais longas e calculam ângulos, permitindo uma orientação precisa. É o caso do
astrolábio e do sextante. O astrolábio, antigo instrumento naval, era utilizado
para medir a altura dos astros acima do horizonte. Também permitia a resolução de problemas geométricos, como calcular a altura de um edifício ou a profundidade de um poço. Era usado para determinar a posição dos
astros no céu e foi por muito tempo utilizado como instrumento para a navegação marítima com base na determinação da posição
das estrelas.
Mais tarde foi simplificado e substituído pelo sextante que media a distância angular na vertical entre um astro e a linha do horizonte para fins de cálculo da posição e para corrigir os eventuais erros da navegação estimada.
Também se pode referir o teodolito, instrumento de precisão
ótico que mensura ângulos verticais e horizontais, aplicado em diversos
setores como na navegação, na construção civil, na agricultura e na meteorologia.
Bibliografia:
Museu Virtual da Educação (2014) [em
linha].
http://edumuseu.sg.min-edu.pt/
[Consulta: 26 de junho de 2014]
Museu da Física da Escola Secundária
Alexandre Herculano (2014) [em linha].
http://mfisica.nonio.uminho.pt/
[Consulta: 26 de junho de 2014]
Baú da Física e Química. Instrumentos
antigos de Física e Química de escolas secundárias em Portugal (2014) [em
linha]
http://baudafisica.web.ua.pt/Default.aspx
[Consulta: 26 de junho de 2014]
MJS
2014/10/15
Peça do mês de outubro
2014/10/08
Tardes no Thalia
2014/10/01
Encontro Internacional de Arquivos - 2014
2014/09/24
Jornadas Europeias do Património - 2014
2014/09/17
Peça do mês de setembro
Divisão celular
O uso de modelos para o ensino da divisão celular permite facilitar a
apreensão de conceitos abstratos para os alunos, para que estes, através da
visualização, possam compreender o processo, expondo as suas dúvidas de forma
concreta. Para além disso, os modelos permitem melhorar a qualidade da
comunicação no processo de ensino-aprendizagem.
A divisão celular nos seres vivos é o processo através do qual uma célula
se divide em duas (mitose) e em quatro (meiose), contendo em si toda a
informação genética de uma espécie.
Através da mitose a “célula-mãe” distribui igualmente os cromossomas e os
constituintes citoplasmáticos por duas “células-filha”. Este processo inclui
várias fases: prófase, metáfase, anáfase e telófase. A meiose ocorre quando a
“célula-mãe” dá origem a quatro “células-filha” incluindo as fases já
referidas.
MJS
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2014/09/10
Conferência "Advocacy for Libraries" - 16 e 17 de setembro
2014/09/02
Regulamento do Instituto de António Aurélio da Costa Ferreira
Capítulo I – Do Instituto e suas funções (p. 130-131)Capítulo II – Dos alunos e sua admissão (p. 131-132)Capítulo III – Do pessoal (p. 132-133)Capítulo IV – Disposições gerais (p. 133-134)