2020/02/14

Peça do mês de fevereiro de 2020


Jacaré

Preparação osteológica do esqueleto de um jacaré, sobre uma base de madeira, utilizado em contexto das práticas pedagógicas de Biologia. Trata-se de um esqueleto ósseo natural, de um aligatorídeo. A cabeça é grande e resistente, mais larga do que a dos crocodilos, e o crânio é relativamente pequeno, com focinho curto e largo, também quando comparado com o dos verdadeiros crocodilos. A parte superior da cabeça é quase plana e evidencia os orifícios nasais, frontais. A coluna vertebral é completa e todas as vértebras são procélicas, exceto o atlas e as últimas caudais, que são anficélicas. São visíveis dois pares de membros, relativamente curtos, dispostos lateralmente; os membros anteriores têm cinco dedos e os posteriores quatro. Apresentam abóbada palatina, duas arcadas zigomáticas e dentes cónicos implantados em alvéolos. Estes tetrápodes pertencem à família dos Aligatorideae.
Está inventariado com o número ME/401109/109 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Camões.

2020/02/05

Exposição : " Um Rei e Três Imperadores - Portugal, China e Macau no Tempo de D. João V"


Até ao dia 5 de abril poderá visitar a exposição temporária "Um rei e três imperadores -Portugal, China e Macau no Tempo de D. João V", na Galaria de Exposições Temporárias do Museu de S. Roque. De acordo com o site: "O reinado de D. João V (1706-1750) correspondeu aos reinados de três imperadores da dinastia Qing (Kangxi, Yonzheng e Qianlong) e foi um dos períodos mais intensos e relevantes do relacionamento entre Portugal e a Europa e a China. Esse período foi igualmente marcante para a história de Macau e para a sua qualidade de porto internacional de comércio e de porto entre dois impérios, o português e o chinês. A exposição Um Rei e Três Imperadores – Portugal, a China e Macau no tempo de D. João V, comissariada por Jorge Santos Alves, assinala os 40 anos do restabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a China, os 20 anos da transferência de poderes em Macau e os 450 anos da Santa Casa da Misericórdia de Macau." Pode consultar o programa aqui

2020/01/28

Ação de Formação: "Passaporte para a Indexação em Arquivos"


A BAD irá realizar a ação de formação "Passaporte para a Indexação em Arquivos" que decorrerá de 21 a 27 de fevereiro. Os objetivos desta formação é a compreensão da indexação por assuntos, técnicas de indexação e a utilização de uma linguagem documental para indexação em arquivo. Para se inscrever consulte a página web


2020/01/22

Exposição Virtual: "A Bússola no Museu Virtual da Educação"


A bússola é um instrumento científico utilizado na navegação para orientação relativamente à direção a seguir. Na sua maior parte as bússolas são constituídas por uma agulha magnetizada suspensa pelo seu centro de gravidade e colocada numa zona plana. Aponta sempre para o eixo norte-sul, alinhando-se de maneira precisa com o campo magnético da Terra. Para utilizar corretamente este aparelho é necessário o auxílio de um mapa cartográfico para que se possa corrigir a leitura, uma vez que os pólos magnéticos e geográficos não são coincidentes. Existem outros tipos de bússolas com funções mais amplas como é o caso da bússola de inclinação e declinação, topográfica, de Oersted, de tangentes ou de marear.



Bússola de marear
ME/ESMC/313
Escola Secundária Machado de Castro

O instrumento era usado para realizar experiências nas aulas de Física. É composto por uma agulha magnética na horizontal suspensa pelo centro de gravidade, e aponta sempre para o eixo norte-sul, pois segue a direcção do norte magnético da Terra. Fornece a uma direcção de referência conhecida, que é de grande ajuda na navegação, permitindo a identificação dos pontos cardeais (norte, sul, este e oeste). Uma bússola pode ser usada com um relógio e um sextante para fornecer uma capacidade de navegação bem precisa. Contudo, uma bússola a bordo de uma embarcação não é chamada de bússola, mas sim agulha de marear, ou simplesmente agulha.



Bússola de Oersted
ME/400129/41
Escola Secundária D. Sancho II

A bússola magnética de declinação e inclinação apresenta um anel graduado, dividido em quatro quadrantes de 90º cada, tendo ao centro uma agulha magnética móvel. Este tipo de bússola permite avaliar a intensidade e a direcção do campo magnético terrestre, em cada ponto do globo. Estando o anel na posição horizontal, o ângulo indicado pela agulha assinalará o valor da declinação magnética. Estando o anel na posição vertical, a leitura do ângulo que a agulha magnética faz com a barra (desvio vertical) indica a inclinação do campo magnético terrestre que é variável de lugar para lugar.



Bússola das tangentes de Kolbe
ME/400270/212
Escola Secundária Jácome Ratton

Instrumento utilizado para medir correntes eléctricas. A bússola de tangentes, tal como a bússola de senos, foi inicialmente desenvolvida, em 1837, pelo físico francês Claude Servais Mathias Pouillet (1790-1868), que mais tarde a utilizou como galvanómetro para verificar a lei de Ohm. O instrumento é formado por uma agulha magnética colocada no centro de um disco metálico graduado (bússola), que se encontra dentro de um enrolamento, de forma oval, em fio de cobre, com 26 espiras, dispostas verticalmente (bobina). O conjunto assenta numa base rectangular de ebonite onde existem, ainda, dois parafusos de contacto, com rosca em ebonite. Alinha-se o plano da bobina com o meridiano magnético e a agulha. Fazendo passar uma corrente pela bobina, esta cria um campo magnético, perpendicular ao seu plano, e directamente proporcional à intensidade da corrente, provocando um desvio na agulha. Deste modo, a intensidade da corrente, é calculada pela tangente do ângulo de deflexão da agulha magnética.


  
Bússola topográfica
ME/402321/473
Escola Secundária Nuno Álvares

O instrumento era usado para nas aulas de Física no contexto das práticas pedagógicas. A bússola topográfica é um aparelho que serve para medir ângulos verticais e horizontais (directamente) e distâncias (indirectamente). Atendendo que mede ângulos horizontais referentes ao norte magnético e não ao norte cartográfico, torna-se necessário conhecer o valor da declinação magnética cartográfica do local. Este tipo de bússola é constituído por caixa circular com um limbo interior graduado, possuindo no seu centro um fulcro que serve de apoio à agulha magnética. Esta pode ser imobilizada através de uma alavanca, ficando assim protegida de eventuais danos causados por movimentos bruscos.



 Bússola
ME/402047/32
Escola Secundária Latino Coelho

Instrumento utilizado para estudo e observação nas aulas de Física ou Geografia. Trata-se de uma bússola, constituída por um cilindro metálico e um mostrador em vidro com uma agulha magnética na horizontal ao centro. Este dispositivo magnético usa uma agulha para indicar a direção do norte. Esta bússola encontra-se embutida numa caixa de madeira.



Bússola de declinação
ME/401754/73
Escola Secundária com 3.º ciclo de Ferreira Dias

Instrumento utilizado em contexto pedagógico nas aulas de Física. A bússola magnética de declinação e inclinação apresenta um anel graduado, dividido em quatro quadrantes de 90.º cada, tendo ao centro uma agulha magnética móvel. Este tipo de bússola permite avaliar a intensidade e a direcção do campo magnético terrestre, em cada ponto do globo. Estando o anel na posição horizontal, o ângulo indicado pela agulha assinalará o valor da declinação magnética. Estando o anel na posição vertical, a leitura do ângulo que a agulha magnética faz com a barra (desvio vertical) indica a inclinação do campo magnético terrestre que é variável de lugar para lugar.

2020/01/15

Peça do mês de janeiro de 2020

Inversor de Bartin

O inversor ou comutador de Bartin é um aparelho que serve para comutar correntes. É constituído por dois bornes, apresenta um disco de ebonite, munida de uma manete que se move à volta dum eixo vertical. Este disco tem na parte superior duas peças de latão em forma de ferradura e outra uma barra de ebonite. Existem peças metálicas ligadas aos bornes, que fazem a comutação da corrente.

Está inventariado com o número ME/401857/230 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Gil Vicente.

2020/01/08

Mostra - "Sophia: instantes de poesia"


Até ao dia 1 de fevereiro de 2020 estará patente ao público, na Biblioteca Nacional, a mostra  "Sophia: instantes de poesia". Destina-se a assinalar o centenário do nascimento da autora, incluindo as suas primeiras edições e documentação do acervo da BN. para mais informações consulte o site.

2019/12/20

Paula Vicente - Patrona da Escola Técnica Elementar

Paula Vicente (1519-1576)

A Escola Técnica Elementar Paula Vicente, em Lisboa, iniciou atividade no ano letivo 1948/1949 e, com escola feminina, desde início adoptou como patrono Paula Vicente. Esta artista portuguesa, nascida em 1519 e falecida em 1576, filha do segundo casamento de Gil Vicente, notabilizou-se pelos seus dotes artísticos e de erudição. Viveu uma vida de corte, onde lhe foi reconhecido artístico, sendo considerada na época como uma das damas mais próximas e dedicadas da infanta D. Maria, fazendo parte de um grupo de notáveis:


“Paula Vicente foi herdeira dos talentos de seu pai, pois não só representava nas peças que ele compunha e passava pela melhor atriz do seu tempo, mas é também fama que o ajudava em suas composições. Essa distinta poetisa compôs um livro de comédias que se reputa perdido, e foi, pelo seu talento e crédito de seu pai, dama da infanta D. Maria, filha de el rei Manuel e da rainha D. Leonor. Gozou de estima da infanta, assim como Luísa Sigea e outras damas instruídas do seu tempo, que formavam no paço uma espécie de academia feminina” (Reis, 2018).

Alto-relevo de Paula Vicente na entrada do Piso 0 da EB 2+3 de Paula Vicente (Santiago, 2014, p. 23).
Após enviuvar, Gil Vicente voltou a casar. Da segunda esposa, Melícia Rodrigues, teve três filhos: Paula Vicente, Luís Vicente e Valéria Borges. Paula Vicente destacou-se na Corte portuguesa e junto da infanta Maria (1521-1577), a filha de Manuel I e Leonor de Habsburgo. Com o apoio de Paula Vicente, junto da rainha Catarina de Habsburgo (regente do reino), Luís Vicente preparou a publicação das obras de seu pai em 1561, um quarto de século após a morte do autor, e terá acompanhado a impressão da Copilaçam de todalas obras de Gil Vicente de 1562.

“Pretendo, unicamente, chamar a atenção para um paratexto da edição, a que normalmente se não dá muita atenção, que é o alvará como ‘privilégio’ concedido por D. Catarina, então regente do reino, no sentido de, durante dez anos, ficar proibido que outros que não Luis Vicente e a irmã Paula vicente fizessem imprimir as obras do pai” (Osório, 2002, p. 213).

Também há escritos donde são ressaltados dons da prática de escrita de Paula Vicente, é-lhe atribuída a obra intitulada: Arte da língua inglesa e holandesa, para instrução dos seus naturais. Destacou-se, ainda, na representação impressão das peças de seu pai, Gil Vivente. Dedicou-se à música, tocava vários instrumentos, desempenhando as funções de tangedora na câmara da rainha D. Catarina, mulher de D. João III.


P. M. 


BIBLIOGRAFIA:


INFOPEDIA (s.d.). Paula Vicente [em linha]. Porto: Porto Editora [Consult. 5 de junho de 2019]. Disponível: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$paula-vicente.

MARTINS, João Pedro Leclercq Macedo (2012). Perceção, reprodução e expressão de valores cromáticos: educação visual, 7.º ano de escolaridade [em linha]. Mestrado em Ensino de Artes Visuais, apresentado à Universidade de Lisboa. [Consult. 4 de junho de 2019]. Disponível: http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/8355/1/ulfpie043336_tm.pdf


INSPECÇÃO-GERAL DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA (2012). Avaliação externa das escolas: Relatório Agrupamento de Escolas Belém – Restelo, Lisboa [em linha]. Lisboa: Ministério da Educação e Ciência [Consult. 4 de junho de 2019]. Disponível:http://www.ige.min-edu.pt/upload/AEE_2012_Lisboa/AEE_2012_Ag_Belem_Restelo_R.pdf


REIS, Francisco Soteiro dos (ed. lit.) (2018). Curso de literatura portuguesa e brasileira: autores portugueses. São Paulo: Paco Editores.


OSÓRIO, Jorge A. (2002). A compilação de 1562 e a “fase” manuelina de Gil Vicente. in: Revista da Faculdade de Letras “Línguas e Literatura”, N.º 19, (2002), p. 211-234.

SANTIAGO, Catarina Freire Luís (2014). Uma aproximação à arte contemporânea no 9.º ano do ensino básico [em linha]. Relatório de prática de ensino supervisionada, Mestrado em Ensino das Artes Visuais no 3.º ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário [apresent.] à Universidade de Lisboa [Consult. 5 de junho de 2019]. Disponível: http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/10798/1/ulfpie046495_tm.pdf