2019/12/10

Exposição: "Presépios no Museu Virtual da Educação""

O Presépio é uma referência cristã que remete para o nascimento de Jesus Cristo. Trata-se de uma representação escultórica que terá sido feita pela primeira vez por S. Francisco de Assis, em argila, em 1223, em Itália. Este hábito espalhou-se pela Europa e, a partir do século XVIII tornou-se uma referência nas casas cristãs pelo mundo.

No Museu Virtual da Educação existem alguns exemplares de presépios, desde o mais simples ao mais completo, passando pelo presépio tradicional português.


ME/400348/70
ME/Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho

Grupo escultórico não aglomerado constituído por três esculturas de vulto em barro policromado, representando Nossa Senhora, São José e o Menino Jesus, ou seja o Presépio. Nossa Senhora está representada sentada, sobre as pernas. O rosto está levemente inclinado para a direita e voltado para baixo. Braços descaídos, antebraços apoiados sobre as coxas e mãos abertas, ligeiramente levantadas. Enverga vestido castanho-tijolo e manto azul-cinza, com reflexos dourados, fechado e com um capuz que deixa ver cabelo castanho descaído até aos ombros. Sobre a cabeça e fixo na parte posterior do manto, ostenta auréola dourada representada em forma de círculo compacto. São José está representado apoiado sobre o joelho esquerdo e com a perna direita flectida. O rosto apresenta-se inclinado para a frente. Tem cabelo castanho, curto à frente descaindo sobre o pescoço, atrás. Tem barba e bigode. As mãos apresentam-se sobrepostas (a direita sobre a esquerda). Enverga túnica verde com reflexos dourados que cai até aos pés, deixando a descoberto os dedos do pé direito. Sobre a túnica, há um manto castanho, com reflexos dourados, preso no decote. Fixa sobre a parte posterior, ostenta uma auréola dourada, em forma de círculo compacto. O Menino Jesus está representado deitado, com as pernas flectidas e as mãos sobrepostas (esquerda sobre a direita) sobre o peito. Tem os olhos fechados e a cabeça levemente inclinada para a direita. O cabelo é castanho e curto. Apresenta, ainda, fixa na parte posterior da cabeça, uma auréola em forma de círculo compacto. O corpo está envolto numa faixa, disposta em diagonal, deixando a descoberto os braços e uma das pernas.


ME/400968/18
ME/Escola Secundária Aurélia de Sousa

Trabalho escolar realizado no âmbito do curso de Formação Feminina e solicitado para exposições noutras escolas. Trata-se da representação de um presépio de inspiração Bizantina executado sobre tecido de lã e decorado com fios de lã com os pontos pé de flor, cadeia, cheio, areia e fantasia.


ME/401857/1017
ME/Escola Secundária de Gil Vicente

A peça é uma distinção honorífica concedida ao Liceu, em 1968, quando esta instituição ganhou o 1º prémio do concurso de presépios , promovido pela Mocidade Portuguesa. Trata-se de uma placa rectangular de madeira escura, sobre a qual está colocada uma espessa placa rectangular de alumínio fundido, de menores dimensões , deixando à vista uma esquadria de madeira. A placa é cinzenta, em alto relevo, e representa, com as vestes usuais, a Sagrada Família: Virgem Maria, São José e Menino Jesus. À esquerda, encontra-se a Virgem Maria; à direita, São José , com um cajado e, no meio, de pé, de braços abertos e mostrando as palmas das mãos, encontra-se o menino Jesus. Por baixo, a placa apresenta-se lisa e contém as seguintes inscrições: Concurso de Presépios - 1º - D.D. Lisboa M.P. - 1968.


ME/402163/192
ME/Escola Secundária Marquês de Pombal

Painel de azulejos (9 x 8), policromado, com campo e cercadura. Representa o presépio: a Sagrada Família à entrada de uma gruta com os três Reis Magos em adoração e fazendo as suas oferendas, vários personagens em redor, cavalos e dois camelos ao fundo. É da autoria de Leopoldo Battistini. 


ME/402163/97
ME/Escola Secundária Marquês de Pombal

Representação da Adoração dos Pastores. Sobre um fundo de paisagem, surge em primeiro plano do lado esquerdo, o interior do estábulo com a representação da Sagrada Família. O menino Jesus está ao colo da Virgem abrindo os braços em direcção aos pastores. Dois dos pastores estão ajoelhados e têm oferendas nas mãos. Outro pastor, está de pé e toca gaita-de-foles. Em segundo plano surge a manjedoura com uma vaca e um burro. É da autoria de Leopoldo Battistini. 


ME/402412/47
ME/Escola Secundária do Padrão da Légua

Presépio constituído por várias figuras e elementos escultóricos modelados em barro cozido, dispostos em vários planos. Ao centro, em baixo, representa-se a Natividade ladeada, do lado esquerdo e direito, de várias figuras em cenas do quotidiano. No plano superior, surgem várias figuras e grupos de personagens por entre um casario. Este presépio foi construído por alunos dos antigos cursos de formação profissional, nomeadamente de Serralharia Mecânica e Electrotecnia.




2019/12/04

Ação de Formação: "Introdução à Paleografia"

A BAD promove a ação de formação "Introdução à Paleografia" de 18 a 20 de dezembro de 2019. Com esta ação poderá ter uma primeira abordagem à paleografia, praticar a leitura de textos dos séculos XVII a XIX e ter algumas noções teóricas. Para mais informações consulte o programa online.

2019/11/27

Formação: "Preservação e Conservação de Acervos Audiovisuais"

A BAD organiza uma ação de formação sobre "Preservação e Conservação de Acervos Audiovisuais", nos dias 4 e 5 de dezembro. Através desta formação pretende-se identificar os diversos formatos audiovisuais, identificar os suportes mais utilizados, boas práticas de conservação e restauro, entre outros. Consulte o programa on -line.

2019/11/20

Formação: "Recuperação e Difusão da Informação"

A BAD irá realizar a ação de formação "Recuperação e Difusão da Informação", nos dias 12 e 13 de dezembro em Lisboa. O objetivo é dominar estratégias de recuperação, selecão e validação da informação em diferentes contextos. A inscrição deve ser feita on line até 4 de dezembro.

2019/11/13

Peça do mês de novembro


Imagem Parietal do Período Jurássico
Paisagem do período Jurássico, com representação da fauna previsivelmente existente à época. À esquerda, legenda principal; na parte de baixo, caracterização dos fósseis; à direita, cortes das camadas do solo e respetiva classificação.
Está inventariado com o número ME/40157/128 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Gil Vicente.
O Jurássico foi o segundo período da Era Mesozóica e trouxe mudanças bastante significativas, quer a nível climático e de vegetação, quer ao nível da variedade da fauna. A hegemonia dos répteis em todos os ambientes marcou esta fase que também assistiu ao aparecimento das primeiras aves e mamíferos.

2019/11/06

Ação de formação: "Questionários em bibliotecas: elaboração, análise e apresentação de conclusões"


A BAD organiza a ação de formação "Questionários em bibliotecas: elaboração, análise e apresentação de conclusões", em Lisboa, nos dias 25 e 26 de novembro. A inscrição deverá ser feita online através do preenchimento de um formulário. Esta ação destina-se a serviços em que seja importante aferir análise a opinião do público, resultando num documento final com dados e conclusões. Para mais informações, consulte o programa


2019/10/30

Nun' Àlvares - Patrono da Escola Secundária de Nuno Álvares




NUN'ÁLVARES (1360 - 1431)

A cidade de Castelo Branco[1], em 1852, já dispunha de uma escola, ainda que sem estatuto de liceu, leccionando gramática latina, filosofia e retórica. Mais tarde, em 1911, por circunstância várias, as instalações foram transferidas para o palacete do Paço Episcopal da cidade, e poucos anos mais tarde, em 1918, passou, definitivamente, a denominar-se Liceu Nacional Central de Nuno Álvares: a 24 de junho de 1918 é aprontada, em reunião do Conselho Escolar, a figura de Nuno Álvares como patrono da escola.

Atualmente, a agregação da Escola Secundária Nuno Álvares com os Agrupamentos de Escolas Cidade de Castelo Branco e Professor Doutor António Sena Faria de Vasconcelos deu lugar a uma vasta e diversificada entidade orgânica na área da educação.

Nuno Álvares Pereira nasceu em 1360, nos Paços de Cernache de Bonjardim, concelho da Sertã, na região do Pinhal Interior, filho de um dos mais ilustres senhores do reino, D. Álvaro Gonçalves Pereira, Prior da Ordem Militar dos Hospitalares. D. Nuno Álvares teve uma educação militar, típica dos nobres.

Foi canonizado no dia (26 de abril de 2009), no Vaticano pelo Papa Bento XVI, depois de ter sido beatificado, há 90 anos atrás (em 1918), curiosamente pelo Papa que adoptou o nome Bento XV. O seu processo de canonização tinha sido reaberto no dia 13 de Julho de 2004, nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, com uma sessão solene presidida por D. José Policarpo.

Após a morte da esposa, D. Nuno Álvares tornou-se Carmelita - escolhe o nome de Irmão Nuno de Santa Maria, recolhendo esmola para os pobres. Permanece no Convento do Carmo, de 1423 até à data da sua morte, em 1431. Enquanto militar, evidenciou elevadas qualidades de coragem e determinação, desempenhando um papel fundamental na crise de 1383-85, onde Portugal jogou a sua independência contra Castela, apoiando o partido do Mestre de Avis.

Sabe-se que antes da Batalha de Aljubarrota, a 14 de agosto de 1385, o novo rei estava renitente sobre a melhor decisão a tomar, mas a atitude audaz de D. Nuno foi a pedra de toque para a Batalha em que a táctica do quadrado e a escolha do local da batalha se mostraram determinantes para a vitória das tropas nacionais. É o patrono da Escola Secundária de Castelo, Branco, do Exército Português, dos Escuteiros Portugueses e de algumas paróquias de Portugal.

P. M. 



BIBLIOGRAFIA:

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS NUNO ÁLVARES (2018). Regulamento interno [em linha]. Castelo Branco: A.E.N.A. [consult. 26 de set. de 2019]. Disponível: https://drive.google.com/file/d/1A9_cbYy9_q8awXL-IqiznTMJEKoY9V1Z/view.>.


DIREÇÃO-GERAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL (s.d.). Liceu Nuno Álvares de Castelo Branco [em linha]. Lisboa: D.G.P.C. [Consult. 24 de jun. de 2019]. Disponível: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/16899766
.


LOUSADA, Abílio Pires (s.d.). “Nuno Álvares Pereira.
Guerreiro, senhor feudal e santo: os três rostos do condestável, João Gouveia Monteiro” [em linha]. Revista militar; N.º 2568 (maio 2018). [consult. 30 de set. de 2019]. Disponível: 
https://www.revistamilitar.pt/artigo/1324


TERENO, Paula (2015). Liceu Nacional de Castelo Branco, Liceu Nuno Álvares, Escola Secundária Nuno Álvares [em linha]. Forte de Sacavém: Sistema de Informação para o Património Arquitetónico [Consult. 24 de jun. de 2019]. Disponível: http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=9216


UNIÃO DE FREGUESIA DE CERNACHE DO BONJARDIM, NESPERAL E PALHAIS (s.d.). D. Nuno Álvares Pereira [em linha]. Cernache do Bonjardim: U. F. C. B. N. P. [Consult. 30 de set. de 2019]. Disponível: http://www.jf-cernachebonjardim.pt/turismo-lazer-e-cultura/vultos-ilustres/d-nuno-alvares-pereira/











[1] Situada na Beira Baixa, a cidade de Castelo Branco é sede de distrito e de um dos maiores concelhos do País, no centro de uma vasta região planáltica, entre as bacias dos rios Pônsul e Ocresa. Castelo Branco deve o seu nome à existência de um castro luso-romano, Castra Leuca, no cimo da Colina da Cardosa, de onde se desenrolou o povoamento desta localidade, então apelidada albi Castrum. A cidade foi conquistada aos Mouros no século XII, e posteriormente alguns domínios foram ofertados à Ordem do Templo, encarregando-os do seu povoamento e defesa, para o que construíram o Castelo da localidade.