Nos próximos dias 25 a 27 de setembro realizar-se-à o congresso "International Congress on Architectural Archives", na Universidade do Minho. O tema deste ano serão "Experiências Profissionais numa Diversidade Cultural". A Secretaria-Geral da Educação e Ciências vai participar com uma comunicação intitulada "O arquivo da Direção-Geral das Construções Escolares um caso impar de um arquivo de um arquivo arquitetónico no seio da Administração Pública Portuguesa".2019/09/19
"International Congress on Architectural Archives"
Nos próximos dias 25 a 27 de setembro realizar-se-à o congresso "International Congress on Architectural Archives", na Universidade do Minho. O tema deste ano serão "Experiências Profissionais numa Diversidade Cultural". A Secretaria-Geral da Educação e Ciências vai participar com uma comunicação intitulada "O arquivo da Direção-Geral das Construções Escolares um caso impar de um arquivo de um arquivo arquitetónico no seio da Administração Pública Portuguesa".
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2019/09/18
Peça do mês de setembro - 2019
MJS
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"Peça do Mês"; "Museu Virtual da Educação"; "Gasómetro"; "Escola Secundária Mouzinho da Silveira"
2019/09/11
Escola Secundária Alexandre Herculano
ESCOLA
SECUNDÁRIA ALEXANDRE HERCULANO
LICEU
ALEXANDRE HERCULANO
LICEU
CENTRAL DE ALEXANDRE HERCULANO
LICEU
NACIONAL ALEXANDRE HERCULANO
Com o aumento demográfico verificado em finais
de oitocentos e, acima de tudo, devido às exigências sociais republicanas,
impunha-se a construção de novos estabelecimentos liceais no país. Neste
panorama político, a cidade do Porto seria dividida em duas grandes zonas
pedagógicas, instalando-se em cada uma delas um liceu central, por Decreto de 4
de janeiro de 1906.
A criação de um liceu no porto foi imediata em
instalações provisórias e inapropriadas - num velho e feio pardeiro, ali à rua do Sol, com um
pavilhão anexo apenas coberto por telhados de zinco[1]-,
passados dois anos, em 1908, o referido liceu já ostentando a denominação de
Liceu Central de Alexandre Herculano e, desta feita, procedeu-se à sua transferência
para a Rua de Sto. Ildefonso.
Depois de ter sido lançada a primeira pedra da
construção do Liceu, em 1916, em cerimónia oficial testemunhada pelo presidente
da República Bernardino Machado (1851-1944), a conclusão do projecto
verificou-se apenas em 1934, da autoria do conhecido arquitecto José Marques da
Silva (1869-1947), que viveu em Paris, entre 1889 e 1896, depois de ter cursado
na Academia de Belas-artes do Porto, e antes de ter obtido vários prémios de
reconhecimento internacional, designadamente no âmbito das Exposições
Universais de Paris (1900) e do Rio de Janeiro (1908).
Um longo período pautado por diversas
adversidades, não apenas económicas, como, sobretudo, políticas, ditadas, quer
pelo envolvimento do país na I Grande Guerra, quer pelos sucessivos tumultos
registados entre finais da segunda década, inícios da terceira, culminando no
estabelecimento da Ditadura Militar e do Estado Novo, no início do qual
seria finalizado, ainda que já fosse frequentado desde o ano lectivo de
1921-1922.
Contemplando de início 28 salas de aula, com
áreas específicas destinadas ao ensino de física, química, geografia, desenho e
música, a par de uma biblioteca, anfiteatro para apresentação de teatros e, já
num segundo momento, de cinema, cinco pátios de recreio, um de desporto, três
ginásios, piscina, cozinha e refeitórios, sanitários, gabinetes médicos, sala
de professores, gabinete do médico escolar e três cómodos para o reitor, o
projecto denunciava um conhecimento assaz profundo das mais recentes teorias e
práticas pedagógicas, designadamente das implementadas além-fronteiras, assim
como, certamente, uma colaboração estreita e verdadeiramente exemplar entre
arquitecto e pedagogos.
As alterações verificadas, desde então,
resumiram-se à construção de 8 novas salas de aula e de uma capela, já nos anos
sessenta, perante o aumento do número de alunos entretanto registado,
amplamente frequentado por destacados membros da sociedade portuense,
nomeadamente das suas Artes e Letras.
O Agrupamento de Escolas Alexandre
Herculano (AEAH) foi criado em junho de 2012, sendo então frequentado por cerca
de 2800 alunos. Atualmente, o agrupamento conta com uma população discente
composta por cerca de 15521 alunos, sendo constituído por todos os anos de
escolaridade/níveis de ensino (da Educação Pré-escolar ao Ensino Secundário).
O AEAH compreende nove estabelecimentos de
ensino (seis escolas básicas com educação pré-escolar e 1.º ciclo, duas escolas
básicas com 2.º e 3.º ciclos e uma escola secundária) situados na zona central
e oriental do concelho do Porto, a saber: na Freguesia do Bonfim, situam-se as
Escolas Básicas da Alegria, do Campo 24 de agosto, da Lomba, Dr. Augusto César
Pires de Lima e a Escola Secundária Alexandre Herculano, sede do agrupamento
onde se prevê, a curto prazo, a realização de obras de requalificação; na
Freguesia de Campanhã, estão localizadas as Escolas Básicas das Flores, Ramalho
Ortigão e de Noeda; na União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, está
situada a Escola Básica do Sol.
As unidades educativas enunciadas, construídas
há largos anos, são geograficamente pouco dispersas e estão inseridas num meio
urbano com grande diversidade étnico-cultural, circunstanciado pelo forte
decréscimo da população estudantil que se tem vindo a verificar, desde os anos
80, como reflexo da deslocação demográfica de grandes massas populacionais para
a periferia do Porto.
O
AEAH tem vindo a promover a inclusão e a sensibilização para a diferença,
integrando:
- Uma Escola de Referência para a Educação
Bilingue de Alunos Surdos (EREBAS), a funcionar na escola sede;
- Uma Unidade de Apoio Especializado para a Educação de Alunos com Multideficiência, também a funcionar na escola sede;
- Uma Unidade de Ensino Estruturado para Alunos com Perturbações no Espetro do Autismo, a funcionar na escola básica do Campo 24 de Agosto.
Atualmente,
e no âmbito do novo enquadramento legal, o DL 54/2018, de 6 de julho, estas
valências integram o Centro de Apoio à Aprendizagem. Para além disso, apresenta
a oferta, em regime presencial, do Ensino Recorrente e dos Cursos PFOL
(Português Para Falantes de Outras Línguas).
P. M.
BIBLIOGRAFIA:
AGRUPAMENTO
DE ESCOLAS ALEXANDRE HERCULANO (2017). +Projeto educativo 2017/21 [em linha].
Porto: A.E.A.H. [Consult. 5 de maio de 2019]. Disponível: http://www.aealexandreherculano.pt/2018-19/documentos/projeducativo.pdf
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS
ALEXANDRE HERCULANO (2013). Regulamento
interno [em linha]. Porto: A.E.A.H. [Consult. 5 de maio de 2019].
Disponível: http://www.aealexandreherculano.pt/2013-14/Reg_Interno_AEAH.pdf
COENTRÃO,
Abel (2019). Reabilitação
do liceu Alexandre Herculano não teve concorrentes [em linha]. Lisboa: Jornal Públio [Consult. 5 maio de
2019]. Disponível: https://www.publico.pt/2019/01/03/local/noticia/reabilitacao-liceu-alexandre-herculano-nao-concorrentes-1856566
DICIONÁRIO HISTÓRICO (s.d.). Carvalho e Araújo (Alexandre Herculano de). [em linha]. [Consult. 5 de maio de 2019]. Disponível: http://www.arqnet.pt/dicionario/herculanoalex.html
DIREÇÂO-GERAL
DO PATRIMONIO CULTURAL (2003). Liceu
Alexandre Herculano [em linha]. [Consult. 5 de maio]. Disponível: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/6853117/
NÓVOA,
António (coord.) (2003). Liceus de
Portugal: histórias arquivos memórias. Lisboa: ASA.
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2019/09/04
Exposição: "Imagens anamórficas no Museu Virtual da Educação"
As imagens anamórficas são desenhos elaborados com uma perspetiva deformada. Quando colocadas junto a um espelho cilíndrico, a ângulo da sua superfície corrige a deformação do desenho e permite vê-lo com clareza.
São utilizadas em contexto pedagógico nas aulas de Física para o estudo dos fundamentos da reflexão e da formação da imagem em espelhos curvos e planos. Permite realizar experiências relacionadas com a área da ótica, proporção e medidas, leis da reflexão e formação da imagem. O termo anamorfose é de origem grega e significa retorno, reformação, renovação.
Cartão com imagem anamórfica de um navio, que é visível na sua forma original
quando vista através de um espelho cilíndrico colocado sobre a circunferência
preta existente na imagem. Faz parte de um conjunto de seis imagens relativas a
diferentes temáticas.
São utilizadas em contexto pedagógico nas aulas de Física para o estudo dos fundamentos da reflexão e da formação da imagem em espelhos curvos e planos. Permite realizar experiências relacionadas com a área da ótica, proporção e medidas, leis da reflexão e formação da imagem. O termo anamorfose é de origem grega e significa retorno, reformação, renovação.
ME/402047/88
ME/Escola Secundária Latino Coelho
Conjunto de 12 cartões com desenhos deformados (perspetiva) que servem para ser
colocados junto ao objecto cilíndrico (o ângulo da sua superfície corrige a
deformação do desenho). São utilizadas em contexto pedagógico nas aulas de
Física.
ME/402837/93
ME/Escola Secundária de Sá da Bandeira
Cartão com imagem anamórfica de um casal de figurinos, que é visível na sua
forma original quando vista através de um espelho cilíndrico colocado sobre a
circunferência preta existente na imagem. Faz parte de um conjunto de seis
imagens relativas a diferentes temáticas.
ME/402837/93/1
ME/Escola Secundária de Sá da Bandeira
Cartão com imagem anamórfica de uma figura zoomórfica, que é visível na sua
forma original quando vista através de um espelho cilíndrico colocado sobre a
circunferência preta existente na imagem. Faz parte de um conjunto de seis
imagens relativas a diferentes temáticas.
ME/402837/93/2
ME/Escola Secundária de Sá da Bandeira
Cartão com imagem anamórfica de uma camponesa rodeada de ovelhas, que é visível
na sua forma original quando vista através de um espelho cilíndrico colocado
sobre a circunferência preta existente na imagem. Faz parte de um conjunto de
seis imagens relativas a diferentes temáticas.
ME/402837/93/3
ME/Escola Secundária de Sá da Bandeira
Cartão com imagem anamórfica de corações, que é visível na sua forma original
quando vista através de um espelho cilíndrico colocado sobre a circunferência
preta existente na imagem. Faz parte de um conjunto de seis imagens relativas a
diferentes temáticas.
ME/402837/93/4
ME/Escola Secundária de Sá da Bandeira
ME/402837/93/5
ME/Escola Secundária de Sá da Bandeira
Cartão com imagem anamórfica de um acrobata, que é visível na sua forma original
quando vista através de um espelho cilíndrico colocado sobre a circunferência
preta existente na imagem. Faz parte de um conjunto de seis imagens relativas a
diferentes temáticas.
ME/403556/170
ME/Escola Básica e Secundária de Carcavelos
Cartão com imagem anamórfica de um insecto, que é visível na sua forma original
quando vista através de um espelho cilíndrico colocado sobre a circunferência
delineada a negro, existente na imagem. Faz parte de um conjunto de seis imagens
relativas a diferentes temáticas, utilizadas em contexto pedagógico nas aulas de
Física.
ME/403556/172
ME/Escola Básica e Secundária de Carcavelos
Cartão com imagem anamórfica de um pierrot, que é visível na sua forma original quando vista
através de um espelho cilíndrico colocado sobre a circunferência delineada a
negro, existente em cada imagem. Faz parte de um conjunto de seis imagens
relativas a diferentes temáticas, utilizadas em contexto pedagógico nas aulas de
Física.
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2019/08/14
Peça do mês de agosto
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2019/08/12
D. Inês de Castro - Patrona da Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça
D. Inês de Castro (ca
1320 – 1355)
Em 1961 foi inaugurada a Escola Técnica de Alcobaça, situada na extensa propriedade agrícola do
Estado, onde funcionou, durante muitos anos, a Escola Agrícola Vieira
Natividade. Em 24 de setembro de 1993, a referida escola passa a denominar-se Escola
Secundária D. Inês de Castro (Despacho 140/SERE/93).
O
patrono da Escola é, como verificamos, D. Inês de Castro, a Linda Inês que um
dia chegou a Portugal, como aia de D. Constança, a esposa escolhida para o
Infante D. Pedro. O Infante olhou Inês e, de um fugaz olhar, resultou um amor
eterno. Este amor suplantou as convenções sociais, as razões de Estado e, até,
a própria morte.
Inês de Castro nasceu em 1320 ou 1325 na Galiza, era
filha ilegítima do nobre galego Pedro Fernandes de Castro, o da Guerra, e de
uma dama portuguesa, Aldonça Suárez de Valadares, e irmã de D. Fernando e de D.
Álvaro Pires de Castro. Por parte de seu pai era bisneta ilegítima de D. Sancho
de Castela, pai de D. Beatriz de Castela que era mãe de D. Pedro, futuro Rei de
Portugal. Era, portanto, prima em 3.º grau de D. Pedro.
Viveu parte da sua infância no castelo de Albuquerque
cuja dona, que a criou como filha, era casada com Afonso Sanchez, filho
ilegítimo de D. Diniz, até vir a ser aia de sua prima de D. Constança Manuel,
filha de João Manuel de Castela, poderoso nobre descendente da Casa Real
Castelhana e que estava prometida ao príncipe de Portugal, D. Pedro.
Inês de Castro chega a Évora, integrada no séquito de
D. Constança, em 1340. Desde cedo foram conhecidos os amores de D. Pedro pela
dama galega. D. Afonso IV, temendo esta relação, exila-a na fronteira espanhola
em 1344.
Após a morte de D. Constança volta a Portugal, tendo
vivido com D. Pedro, de quem vem a ter quatro filhos, o primeiro, D. Afonso,
que morreu em criança. Viveram em vários locais na zona da Lourinhã e, por fim,
em Coimbra no Paço da Rainha Santa junto ao Convento de Santa Clara-a-Velha, tendo
sido degolada a 7 de Janeiro de 1355 por ordem de D. Afonso IV.
Da vida de Inês de Castro pouco se sabe, a sua trágica
morte e o amor sem limites de D. Pedro e a forma como este quis perpetuar esses
amores, alimentou desde cedo a poesia e a narrativa histórica, não deixando
morrer o mito Inês de Castro.
BIBLIOGRAFIA:
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CISTER (2017). Projeto Educativo 2017- 2021:
ser mais Educação em Alcobaça [em linha]. Alcobaça: A.E.C. [Consult. 31 de maio de 2019]. Disponível: https://estudogeral.sib.uc.pt/handle/10316/22702
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CISTER (2019). Regimento do Concelho Geral [ Em linha].
Alcobaça: A.E.C. [Consult. 31 de maio de
2019]. Disponível: http://www.aecister.pt/uploads/documentos/Conselho%20Geral/Regimento%20Conselho%20Geral/Regimento%20do%20Conselho%20Geral.pdf
FUNDAÇÃO INÊS DE CASTRO (2010). Biografia
[em linha]. Coimbra: Quinta das Lágrimas [Consult. 31 de maio de 2019]. Disponível: https://www.fundacaoinesdecastro.com/index.php/contactos.html
PARQUE ESCOLAR E.P.E. (2019). Escola
Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça [em linha]. Lisboa: Parque Escolar [Consult. 31 de
maio de 2019]. Disponível: https://www.parque-escolar.pt/pt/escola/074
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Escola Técnica de Alcobaça; D. Inês de Castro
2019/08/07
Escola Secundária D. Inês de Castro - Alcobaça
ESCOLA SECUNDÁRIA D. INÊS DE CASTRO,
ALCOBAÇA
Entre
1910 e 1918, os esforços do ilustre alcobacense Manuel Vieira Natividade,
juntamente com Ana de Castro Osório e José Joaquim dos Santos, conduzem à
criação, em 1918, da Escola Agrícola Feminina Vieira Natividade. O Decreto que
a instituiu é de 18 de abril de 1918 (Decreto n.º 4105). As obras começaram com
o lançamento da primeira pedra em 11 de julho de 1921, sendo inaugurada em 3 de
maio de 1925.
O
projecto, supostamente de Raul Lino, era considerado arrojado para a época e
sobrevive no edifício chamado, durante longos anos, Escola Velha (Hoje,
felizmente completamente recuperado, transformou-se numa inquestionável
mais-valia para a Escola D. Inês de Castro e, indiscutivelmente, no seu
ex-libris maior). A vida da escola foi curta: em 1933, face à pouca frequência
da escola (que era frequentada por alunas oriundas do Asilo da Infância
Desvalida de Alcobaça e, porventura por isso, rejeitada pelos pais de Alcobaça)
e à política hostil do Estado Novo, dá-se a sua anunciada extinção.
Em
1932, por iniciativa e a expensas da Câmara, é criado o Liceu Municipal - que
funcionaria, durante a sua curta vigência, nas instalações da extinta Escola
Agrícola Feminina. Com efeito, pouco tempo volvido, em vez de se transformar em
Liceu Nacional, como era anseio da população, o Liceu Municipal foi, também,
extinto. Em 1947, recomeça o ensino agrícola, com cursos de Pomicultura.
Sediado na antiga escola, doravante chamada Escola Prática de Agricultura
Vieira Natividade, o curso destinava-se essencialmente a trabalhadores rurais.
Segundo
a brochura do Ministério das Obras Públicas (Junta das Construções para o
Ensino Técnico e Secundário), intitulado Novas
instalações de escolas técnicas e liceus a inaugurar em abril e maio de 1961, há as seguintes informações
sobre a referida escola: as novas instalações da Escola Técnica de Alcobaça
situam-se na extensa propriedade agrícola do Estado, onde funcionou, durante
muitos anos, a Escola Agrícola Vieira Naticidade. Além dos Cursos Elementares
de Especialização Profissional Agrícola, serão ministrados, para uma população
de 800 alunos, os cursos do Ciclo Preparatório e Complementares de Aprendizagem
- serralheiro, ceramista e comércio.
O
início da obra foi projetado para 12 de maio de 1958 e sua concussão para 15 de
março de 1961. O custo total das instalações foi estimado em 10.131.000$00 e a
área de coberta é 3.450 m², donde a superfície de
pavimentos é 5.340 m².
Em
1974/75, coincidente com a Revolução do 25 de abril, deu-se uma explosão da
população escolar. Por via disso, voltaram a ser ocupadas as instalações da
Escola Velha - encerradas desde 1960. Foram também aproveitadas para
instalações escolares os antigos dormitórios, construídos no final da década de
50 com as receitas da exploração agrícola. Em 1975/76, iniciou-se o Curso Geral
Unificado do Ensino Secundário.
A
Lei 80/78 transforma todos os Liceus e Escolas Técnicas em Escolas Secundárias,
ganhando a escola, então, o nome de Escola Secundária de Alcobaça. Em 1985/86,
o ano escolar começou conturbado - abandona-se a Escola Velha, completamente
degradada, não obstante a colocação de um telhado novo em 1983, e são
instalados (provisoriamente, mas até 2001) pavilhões pré-fabricados.
Em
1988/89 é criada a Escola Secundária N.º 2 de Alcobaça, solução que aliviou
bastante a pressão demográfica que se fazia sentir. Em janeiro de 1990 é
celebrado o contrato programa para a criação da Escola Prática de Agricultura
de Cister (EPACIS) em que são outorgantes o Estado (GETAP), a Escola Secundária
N.º 1 de Alcobaça, a Câmara Municipal de Alcobaça, Cooperativa Agrícola de
Alcobaça e a Cooperativa Agrícola dos Avicultores e Criadores de Gado da
Benedita.
A
Escola Secundária N.º 1 de Alcobaça transforma-se em Escola Secundária D. Inês
de Castro, em 24 de setembro de 1993 (Despacho 140/SERE/93). Ultimamente, desde
2000, a Escola tem oscilado de tipologia: já foi escola apenas secundária,
voltou a acolher o 3.º Ciclo. Por Despacho do Senhor Secretário de Estado da
Educação, de 26 de Abril de 2007 (Ofício n.º 22644, de 10 de maio de 2007, da
DREL), passou a ostentar a seguinte designação: Escola Secundária D. Inês de Castro.
A intervenção na Escola Secundária D.
Inês de Castro, pela Parque Escolar, EPE, através do Programa de Modernização
das Escolas destinadas ao Ensino Secundário (PMEES), abrangeu três vertentes
distintas, incidindo apenas numa área parcial do lote. Estas vertentes
desenvolveram-se ao nível da remodelação das instalações existentes, da
construção de novos edifícios e do rearranjo das áreas envolventes.
Os novos edifícios vieram acolher os
espaços de apoio administrativo, as áreas sociais como o refeitório, o bar e a
sala de convívio e ainda a biblioteca, localizada numa posição chave,
permitindo, desta forma, a sua abertura à comunidade exterior. Destaca-se ainda
a conservação do edifício da Escola Velha, onde se concentram os espaços do
Centro de Novas Oportunidades e o Centro de Formação de Professores,
complementados pela existência de um pequeno auditório.
P.M.
A intervenção na
Escola Secundária D. Inês de Castro, em Alcobaça, abrangeu três vertentes
distintas, incidindo apenas numa área parcial do lote. Estas vertentes
desenvolveram-se ao nível da remodelação das instalações existentes, da
construção de novos edifícios e do rearranjo das áreas envolventes.
A remodelação das instalações existentes realizou-se ao nível do reordenamento da compartimentação, beneficiação de revestimentos interiores e intervenção na superestrutura, e na remodelação integral das redes de infraestruturas elétricas, telecomunicações, águas e esgotos.
Os novos edifícios vieram acolher os espaços de apoio administrativo, as áreas sociais como o refeitório, o bar e a sala de convívio e ainda a biblioteca, localizada numa posição chave, permitindo, desta forma, a sua abertura à comunidade exterior.
Destaca-se ainda a conservação do edifício da “Escola Velha”, onde se concentram os espaços do Centro de Novas Oportunidades e o Centro de Formação de Professores, complementados pela existência de um pequeno auditório.
A remodelação das instalações existentes realizou-se ao nível do reordenamento da compartimentação, beneficiação de revestimentos interiores e intervenção na superestrutura, e na remodelação integral das redes de infraestruturas elétricas, telecomunicações, águas e esgotos.
Os novos edifícios vieram acolher os espaços de apoio administrativo, as áreas sociais como o refeitório, o bar e a sala de convívio e ainda a biblioteca, localizada numa posição chave, permitindo, desta forma, a sua abertura à comunidade exterior.
Destaca-se ainda a conservação do edifício da “Escola Velha”, onde se concentram os espaços do Centro de Novas Oportunidades e o Centro de Formação de Professores, complementados pela existência de um pequeno auditório.
BIBLIOGRAFIA:
PARQUE ESCOLAR, EPE (2019). Escola Secundária D. Inês
de Castro, Alcobaça [em linha]. [Consult. 24 de jun. de 2019]. Disponível: https://www.parque-escolar.pt/pt/escola/074
SECETARIA-GERAL DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA (2019).
Escola Secundária D.
Inês de Castro, Alcobaça [em linha]. [Consult.
24 de jun. de 2019]. Disponível: http://arquivo-ec.sec-geral.mec.pt/details?id=52884
TINTA FRESCA: JORNAL DE ARTES CULTURA
& CIDADANIA (28 de janeiro de 2011). Escola Secundária D. Inês de Castro de
Alcobaça inaugura novas instalações [em linha]. [Consult. 24 de jun. de 2019]. Disponível: http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=8c9f3737-0052-409f-ae29-52d6c18d1db0&edition=123
TINTA FRESCA: JORNAL DE ARTES CULTURA
& CIDADANIA (3 de fevereiro de 2011). Escola
Secundária D. Inês de
Castro de Alcobaça: Secretário de Estado João Tiago Silveira inaugurou obras de
requalificação da ESDICA [em linha]. [Consult. 24 de jun. de
2019]. Disponível: http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=70da2aeb-43df-4a87-8304-9cd98d712e74&edition=124
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