2019/09/11

Escola Secundária Alexandre Herculano



ESCOLA SECUNDÁRIA ALEXANDRE HERCULANO

LICEU ALEXANDRE HERCULANO
LICEU CENTRAL DE ALEXANDRE HERCULANO
LICEU NACIONAL ALEXANDRE HERCULANO





Com o aumento demográfico verificado em finais de oitocentos e, acima de tudo, devido às exigências sociais republicanas, impunha-se a construção de novos estabelecimentos liceais no país. Neste panorama político, a cidade do Porto seria dividida em duas grandes zonas pedagógicas, instalando-se em cada uma delas um liceu central, por Decreto de 4 de janeiro de 1906.

A criação de um liceu no porto foi imediata em instalações provisórias e inapropriadas - num velho e feio pardeiro, ali à rua do Sol, com um pavilhão anexo apenas coberto por telhados de zinco[1]-, passados dois anos, em 1908, o referido liceu já ostentando a denominação de Liceu Central de Alexandre Herculano e, desta feita, procedeu-se à sua transferência para a Rua de Sto. Ildefonso.

Depois de ter sido lançada a primeira pedra da construção do Liceu, em 1916, em cerimónia oficial testemunhada pelo presidente da República Bernardino Machado (1851-1944), a conclusão do projecto verificou-se apenas em 1934, da autoria do conhecido arquitecto José Marques da Silva (1869-1947), que viveu em Paris, entre 1889 e 1896, depois de ter cursado na Academia de Belas-artes do Porto, e antes de ter obtido vários prémios de reconhecimento internacional, designadamente no âmbito das Exposições Universais de Paris (1900) e do Rio de Janeiro (1908).



Um longo período pautado por diversas adversidades, não apenas económicas, como, sobretudo, políticas, ditadas, quer pelo envolvimento do país na I Grande Guerra, quer pelos sucessivos tumultos registados entre finais da segunda década, inícios da terceira, culminando no estabelecimento da Ditadura Militar e do Estado Novo, no início do qual seria finalizado, ainda que já fosse frequentado desde o ano lectivo de 1921-1922.

  
Contemplando de início 28 salas de aula, com áreas específicas destinadas ao ensino de física, química, geografia, desenho e música, a par de uma biblioteca, anfiteatro para apresentação de teatros e, já num segundo momento, de cinema, cinco pátios de recreio, um de desporto, três ginásios, piscina, cozinha e refeitórios, sanitários, gabinetes médicos, sala de professores, gabinete do médico escolar e três cómodos para o reitor, o projecto denunciava um conhecimento assaz profundo das mais recentes teorias e práticas pedagógicas, designadamente das implementadas além-fronteiras, assim como, certamente, uma colaboração estreita e verdadeiramente exemplar entre arquitecto e pedagogos. 


As alterações verificadas, desde então, resumiram-se à construção de 8 novas salas de aula e de uma capela, já nos anos sessenta, perante o aumento do número de alunos entretanto registado, amplamente frequentado por destacados membros da sociedade portuense, nomeadamente das suas Artes e Letras. 


O Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano (AEAH) foi criado em junho de 2012, sendo então frequentado por cerca de 2800 alunos. Atualmente, o agrupamento conta com uma população discente composta por cerca de 15521 alunos, sendo constituído por todos os anos de escolaridade/níveis de ensino (da Educação Pré-escolar ao Ensino Secundário).


O AEAH compreende nove estabelecimentos de ensino (seis escolas básicas com educação pré-escolar e 1.º ciclo, duas escolas básicas com 2.º e 3.º ciclos e uma escola secundária) situados na zona central e oriental do concelho do Porto, a saber: na Freguesia do Bonfim, situam-se as Escolas Básicas da Alegria, do Campo 24 de agosto, da Lomba, Dr. Augusto César Pires de Lima e a Escola Secundária Alexandre Herculano, sede do agrupamento onde se prevê, a curto prazo, a realização de obras de requalificação; na Freguesia de Campanhã, estão localizadas as Escolas Básicas das Flores, Ramalho Ortigão e de Noeda; na União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, está situada a Escola Básica do Sol.

As unidades educativas enunciadas, construídas há largos anos, são geograficamente pouco dispersas e estão inseridas num meio urbano com grande diversidade étnico-cultural, circunstanciado pelo forte decréscimo da população estudantil que se tem vindo a verificar, desde os anos 80, como reflexo da deslocação demográfica de grandes massas populacionais para a periferia do Porto.


O AEAH tem vindo a promover a inclusão e a sensibilização para a diferença, integrando:

  •   Uma Escola de Referência para a Educação Bilingue de Alunos Surdos (EREBAS), a funcionar na escola sede;
  •   Uma Unidade de Apoio Especializado para a Educação de Alunos com Multideficiência, também a funcionar na escola sede;
  •   Uma Unidade de Ensino Estruturado para Alunos com Perturbações no Espetro do Autismo, a funcionar na escola básica do Campo 24 de Agosto.

Atualmente, e no âmbito do novo enquadramento legal, o DL 54/2018, de 6 de julho, estas valências integram o Centro de Apoio à Aprendizagem. Para além disso, apresenta a oferta, em regime presencial, do Ensino Recorrente e dos Cursos PFOL (Português Para Falantes de Outras Línguas).



P. M. 


  

BIBLIOGRAFIA:




AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ALEXANDRE HERCULANO (2017). +Projeto educativo 2017/21 [em linha]. Porto: A.E.A.H. [Consult. 5 de maio de 2019]. Disponível: http://www.aealexandreherculano.pt/2018-19/documentos/projeducativo.pdf


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ALEXANDRE HERCULANO (2013). Regulamento interno [em linha]. Porto: A.E.A.H. [Consult. 5 de maio de 2019]. Disponível: http://www.aealexandreherculano.pt/2013-14/Reg_Interno_AEAH.pdf


COENTRÃO, Abel (2019). Reabilitação do liceu Alexandre Herculano não teve concorrentes [em linha]. Lisboa: Jornal Públio [Consult. 5 maio de 2019]. Disponível: https://www.publico.pt/2019/01/03/local/noticia/reabilitacao-liceu-alexandre-herculano-nao-concorrentes-1856566


DICIONÁRIO HISTÓRICO (s.d.). Carvalho e Araújo (Alexandre Herculano de). [em linha]. [Consult. 5 de maio de 2019]. Disponível: http://www.arqnet.pt/dicionario/herculanoalex.html


DIREÇÂO-GERAL DO PATRIMONIO CULTURAL (2003). Liceu Alexandre Herculano [em linha]. [Consult. 5 de maio]. Disponível: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/6853117/


NÓVOA, António (coord.) (2003). Liceus de Portugal: histórias arquivos memórias. Lisboa: ASA.













[1] NÓVOA, António (2003). Liceus de Portugal: histórias arquivos memórias, p. 596.

2019/09/04

Exposição: "Imagens anamórficas no Museu Virtual da Educação"

As imagens anamórficas são desenhos elaborados com uma perspetiva deformada. Quando colocadas junto a um espelho cilíndrico, a ângulo da sua superfície corrige a deformação do desenho e permite vê-lo com clareza.

São utilizadas em contexto pedagógico nas aulas de Física para o estudo dos fundamentos da reflexão e da formação da imagem em espelhos curvos e planos. Permite realizar experiências relacionadas com a área da ótica, proporção e medidas, leis da reflexão e formação da imagem. O termo anamorfose é de origem grega e significa retorno, reformação, renovação.



ME/402047/88
ME/Escola Secundária Latino Coelho

Conjunto de 12 cartões com desenhos deformados (perspetiva) que servem para ser colocados junto ao objecto cilíndrico (o ângulo da sua superfície corrige a deformação do desenho). São utilizadas em contexto pedagógico nas aulas de Física.


ME/402837/93
ME/Escola Secundária de Sá da Bandeira


Cartão com imagem anamórfica de um casal de figurinos, que é visível na sua forma original quando vista através de um espelho cilíndrico colocado sobre a circunferência preta existente na imagem. Faz parte de um conjunto de seis imagens relativas a diferentes temáticas.


ME/402837/93/1
ME/Escola Secundária de Sá da Bandeira

Cartão com imagem anamórfica de uma figura zoomórfica, que é visível na sua forma original quando vista através de um espelho cilíndrico colocado sobre a circunferência preta existente na imagem. Faz parte de um conjunto de seis imagens relativas a diferentes temáticas.

ME/402837/93/2
ME/Escola Secundária de Sá da Bandeira

Cartão com imagem anamórfica de uma camponesa rodeada de ovelhas, que é visível na sua forma original quando vista através de um espelho cilíndrico colocado sobre a circunferência preta existente na imagem. Faz parte de um conjunto de seis imagens relativas a diferentes temáticas.

ME/402837/93/3
ME/Escola Secundária de Sá da Bandeira

Cartão com imagem anamórfica de corações, que é visível na sua forma original quando vista através de um espelho cilíndrico colocado sobre a circunferência preta existente na imagem. Faz parte de um conjunto de seis imagens relativas a diferentes temáticas.



 ME/402837/93/4
ME/Escola Secundária de Sá da Bandeira

Cartão com imagem anamórfica de um navio, que é visível na sua forma original quando vista através de um espelho cilíndrico colocado sobre a circunferência preta existente na imagem. Faz parte de um conjunto de seis imagens relativas a diferentes temáticas.


 ME/402837/93/5
ME/Escola Secundária de Sá da Bandeira

Cartão com imagem anamórfica de um acrobata, que é visível na sua forma original quando vista através de um espelho cilíndrico colocado sobre a circunferência preta existente na imagem. Faz parte de um conjunto de seis imagens relativas a diferentes temáticas.


ME/403556/170
ME/Escola Básica e Secundária de Carcavelos

Cartão com imagem anamórfica de um insecto, que é visível na sua forma original quando vista através de um espelho cilíndrico colocado sobre a circunferência delineada a negro, existente na imagem. Faz parte de um conjunto de seis imagens relativas a diferentes temáticas, utilizadas em contexto pedagógico nas aulas de Física.


ME/403556/172
ME/Escola Básica e Secundária de Carcavelos

Cartão com imagem anamórfica de um pierrot, que é visível na sua forma original quando vista através de um espelho cilíndrico colocado sobre a circunferência delineada a negro, existente em cada imagem. Faz parte de um conjunto de seis imagens relativas a diferentes temáticas, utilizadas em contexto pedagógico nas aulas de Física.






2019/08/14

Peça do mês de agosto

Fasímetro
Instrumento utilizado no Laboratório de Eletrotecnia ou Física para fins pedagógicos. Trata-se de um dispositivo utilizado para determinar a sequência das fases - abc (sequência direta) ou acb (sequência inversa) num sistema elétrico trifásico. O fasímetro utiliza-se sobretudo para medir a diferença entre duas grandezas elétricas da mesma frequência, como por exemplo, corrente e tensão.
Está inventariado com o número ME/400531/98 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Silves.


2019/08/12

D. Inês de Castro - Patrona da Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça

D. Inês de Castro (ca 1320 – 1355) 


  
Em 1961 foi inaugurada a Escola Técnica de Alcobaça, situada na extensa propriedade agrícola do Estado, onde funcionou, durante muitos anos, a Escola Agrícola Vieira Natividade. Em 24 de setembro de 1993, a referida escola passa a denominar-se Escola Secundária D. Inês de Castro (Despacho 140/SERE/93).

O patrono da Escola é, como verificamos, D. Inês de Castro, a Linda Inês que um dia chegou a Portugal, como aia de D. Constança, a esposa escolhida para o Infante D. Pedro. O Infante olhou Inês e, de um fugaz olhar, resultou um amor eterno. Este amor suplantou as convenções sociais, as razões de Estado e, até, a própria morte.

Inês de Castro nasceu em 1320 ou 1325 na Galiza, era filha ilegítima do nobre galego Pedro Fernandes de Castro, o da Guerra, e de uma dama portuguesa, Aldonça Suárez de Valadares, e irmã de D. Fernando e de D. Álvaro Pires de Castro. Por parte de seu pai era bisneta ilegítima de D. Sancho de Castela, pai de D. Beatriz de Castela que era mãe de D. Pedro, futuro Rei de Portugal. Era, portanto, prima em 3.º grau de D. Pedro.

Viveu parte da sua infância no castelo de Albuquerque cuja dona, que a criou como filha, era casada com Afonso Sanchez, filho ilegítimo de D. Diniz, até vir a ser aia de sua prima de D. Constança Manuel, filha de João Manuel de Castela, poderoso nobre descendente da Casa Real Castelhana e que estava prometida ao príncipe de Portugal, D. Pedro.

Inês de Castro chega a Évora, integrada no séquito de D. Constança, em 1340. Desde cedo foram conhecidos os amores de D. Pedro pela dama galega. D. Afonso IV, temendo esta relação, exila-a na fronteira espanhola em 1344.

Após a morte de D. Constança volta a Portugal, tendo vivido com D. Pedro, de quem vem a ter quatro filhos, o primeiro, D. Afonso, que morreu em criança. Viveram em vários locais na zona da Lourinhã e, por fim, em Coimbra no Paço da Rainha Santa junto ao Convento de Santa Clara-a-Velha, tendo sido degolada a 7 de Janeiro de 1355 por ordem de D. Afonso IV.

Da vida de Inês de Castro pouco se sabe, a sua trágica morte e o amor sem limites de D. Pedro e a forma como este quis perpetuar esses amores, alimentou desde cedo a poesia e a narrativa histórica, não deixando morrer o mito Inês de Castro.





 P.M. 




BIBLIOGRAFIA:


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CISTER (2017). Projeto Educativo 2017- 2021: ser mais Educação em Alcobaça [em linha]. Alcobaça: A.E.C. [Consult. 31 de maio de 2019]. Disponível: https://estudogeral.sib.uc.pt/handle/10316/22702


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CISTER (2019). Regimento do Concelho Geral [ Em linha]. Alcobaça: A.E.C. [Consult. 31 de maio de 2019]. Disponível: http://www.aecister.pt/uploads/documentos/Conselho%20Geral/Regimento%20Conselho%20Geral/Regimento%20do%20Conselho%20Geral.pdf


FUNDAÇÃO INÊS DE CASTRO (2010). Biografia [em linha]. Coimbra: Quinta das Lágrimas [Consult. 31 de maio de 2019]. Disponível: https://www.fundacaoinesdecastro.com/index.php/contactos.html


PARQUE ESCOLAR E.P.E. (2019). Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça [em linha]. Lisboa: Parque Escolar [Consult. 31 de maio de 2019]. Disponível: https://www.parque-escolar.pt/pt/escola/074






2019/08/07

Escola Secundária D. Inês de Castro - Alcobaça



ESCOLA SECUNDÁRIA D. INÊS DE CASTRO, ALCOBAÇA



Entre 1910 e 1918, os esforços do ilustre alcobacense Manuel Vieira Natividade, juntamente com Ana de Castro Osório e José Joaquim dos Santos, conduzem à criação, em 1918, da Escola Agrícola Feminina Vieira Natividade. O Decreto que a instituiu é de 18 de abril de 1918 (Decreto n.º 4105). As obras começaram com o lançamento da primeira pedra em 11 de julho de 1921, sendo inaugurada em 3 de maio de 1925.

O projecto, supostamente de Raul Lino, era considerado arrojado para a época e sobrevive no edifício chamado, durante longos anos, Escola Velha (Hoje, felizmente completamente recuperado, transformou-se numa inquestionável mais-valia para a Escola D. Inês de Castro e, indiscutivelmente, no seu ex-libris maior). A vida da escola foi curta: em 1933, face à pouca frequência da escola (que era frequentada por alunas oriundas do Asilo da Infância Desvalida de Alcobaça e, porventura por isso, rejeitada pelos pais de Alcobaça) e à política hostil do Estado Novo, dá-se a sua anunciada extinção.

  



Em 1932, por iniciativa e a expensas da Câmara, é criado o Liceu Municipal - que funcionaria, durante a sua curta vigência, nas instalações da extinta Escola Agrícola Feminina. Com efeito, pouco tempo volvido, em vez de se transformar em Liceu Nacional, como era anseio da população, o Liceu Municipal foi, também, extinto. Em 1947, recomeça o ensino agrícola, com cursos de Pomicultura. Sediado na antiga escola, doravante chamada Escola Prática de Agricultura Vieira Natividade, o curso destinava-se essencialmente a trabalhadores rurais.



 Entretanto, começa a emergir um movimento de apoio à construção de uma Escola Técnica Comercial e Industrial em Alcobaça. Estes esforços viriam a ser coroados de êxito, oito anos depois, com a transformação da Escola Prática Agrícola em Escola Técnica de Alcobaça (ETA), através do Decreto 40:029, de 28 de junho de 1955. Entretanto, tinha já sido aberto concurso para a construção de um edifício que comportasse esta Escola Técnica.



Segundo a brochura do Ministério das Obras Públicas (Junta das Construções para o Ensino Técnico e Secundário), intitulado Novas instalações de escolas técnicas e liceus a inaugurar em abril e maio de 1961, há as seguintes informações sobre a referida escola: as novas instalações da Escola Técnica de Alcobaça situam-se na extensa propriedade agrícola do Estado, onde funcionou, durante muitos anos, a Escola Agrícola Vieira Naticidade. Além dos Cursos Elementares de Especialização Profissional Agrícola, serão ministrados, para uma população de 800 alunos, os cursos do Ciclo Preparatório e Complementares de Aprendizagem - serralheiro, ceramista e comércio.

O início da obra foi projetado para 12 de maio de 1958 e sua concussão para 15 de março de 1961. O custo total das instalações foi estimado em 10.131.000$00 e a área de coberta é 3.450 m², donde a superfície de pavimentos é 5.340 m².
  
Em 1974/75, coincidente com a Revolução do 25 de abril, deu-se uma explosão da população escolar. Por via disso, voltaram a ser ocupadas as instalações da Escola Velha - encerradas desde 1960. Foram também aproveitadas para instalações escolares os antigos dormitórios, construídos no final da década de 50 com as receitas da exploração agrícola. Em 1975/76, iniciou-se o Curso Geral Unificado do Ensino Secundário.

A Lei 80/78 transforma todos os Liceus e Escolas Técnicas em Escolas Secundárias, ganhando a escola, então, o nome de Escola Secundária de Alcobaça. Em 1985/86, o ano escolar começou conturbado - abandona-se a Escola Velha, completamente degradada, não obstante a colocação de um telhado novo em 1983, e são instalados (provisoriamente, mas até 2001) pavilhões pré-fabricados.

Em 1988/89 é criada a Escola Secundária N.º 2 de Alcobaça, solução que aliviou bastante a pressão demográfica que se fazia sentir. Em janeiro de 1990 é celebrado o contrato programa para a criação da Escola Prática de Agricultura de Cister (EPACIS) em que são outorgantes o Estado (GETAP), a Escola Secundária N.º 1 de Alcobaça, a Câmara Municipal de Alcobaça, Cooperativa Agrícola de Alcobaça e a Cooperativa Agrícola dos Avicultores e Criadores de Gado da Benedita.
  

A Escola Secundária N.º 1 de Alcobaça transforma-se em Escola Secundária D. Inês de Castro, em 24 de setembro de 1993 (Despacho 140/SERE/93). Ultimamente, desde 2000, a Escola tem oscilado de tipologia: já foi escola apenas secundária, voltou a acolher o 3.º Ciclo. Por Despacho do Senhor Secretário de Estado da Educação, de 26 de Abril de 2007 (Ofício n.º 22644, de 10 de maio de 2007, da DREL), passou a ostentar a seguinte designação: Escola Secundária D. Inês de Castro.
  



A intervenção na Escola Secundária D. Inês de Castro, pela Parque Escolar, EPE, através do Programa de Modernização das Escolas destinadas ao Ensino Secundário (PMEES), abrangeu três vertentes distintas, incidindo apenas numa área parcial do lote. Estas vertentes desenvolveram-se ao nível da remodelação das instalações existentes, da construção de novos edifícios e do rearranjo das áreas envolventes.

Os novos edifícios vieram acolher os espaços de apoio administrativo, as áreas sociais como o refeitório, o bar e a sala de convívio e ainda a biblioteca, localizada numa posição chave, permitindo, desta forma, a sua abertura à comunidade exterior. Destaca-se ainda a conservação do edifício da Escola Velha, onde se concentram os espaços do Centro de Novas Oportunidades e o Centro de Formação de Professores, complementados pela existência de um pequeno auditório.

P.M.


A intervenção na Escola Secundária D. Inês de Castro, em Alcobaça, abrangeu três vertentes distintas, incidindo apenas numa área parcial do lote. Estas vertentes desenvolveram-se ao nível da remodelação das instalações existentes, da construção de novos edifícios e do rearranjo das áreas envolventes.

A remodelação das instalações existentes realizou-se ao nível do reordenamento da compartimentação, beneficiação de revestimentos interiores e intervenção na superestrutura, e na remodelação integral das redes de infraestruturas elétricas, telecomunicações, águas e esgotos.

Os novos edifícios vieram acolher os espaços de apoio administrativo, as áreas sociais como o refeitório, o bar e a sala de convívio e ainda a biblioteca, localizada numa posição chave, permitindo, desta forma, a sua abertura à comunidade exterior.

Destaca-se ainda a conservação do edifício da “Escola Velha”, onde se concentram os espaços do Centro de Novas Oportunidades e o Centro de Formação de Professores, complementados pela existência de um pequeno auditório.

BIBLIOGRAFIA:

PARQUE ESCOLAR, EPE (2019). Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça [em linha]. [Consult. 24 de jun. de 2019]. Disponível: https://www.parque-escolar.pt/pt/escola/074
.


SECETARIA-GERAL DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA (2019). Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça [em linha]. [Consult. 24 de jun. de 2019]. Disponível: http://arquivo-ec.sec-geral.mec.pt/details?id=52884
.


TINTA FRESCA: JORNAL DE ARTES CULTURA & CIDADANIA (28 de janeiro de 2011). Escola Secundária D. Inês de Castro de Alcobaça inaugura novas instalações [em linha]. [Consult. 24 de jun. de 2019]. Disponível: http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=8c9f3737-0052-409f-ae29-52d6c18d1db0&edition=123


TINTA FRESCA: JORNAL DE ARTES CULTURA & CIDADANIA (3 de fevereiro de 2011). Escola Secundária D. Inês de Castro de Alcobaça: Secretário de Estado João Tiago Silveira inaugurou obras de requalificação da ESDICA [em linha]. [Consult. 24 de jun. de 2019]. Disponível: http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=70da2aeb-43df-4a87-8304-9cd98d712e74&edition=124
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2019/07/31

Peça do mês de julho - 2019

Estrutura de Habitação
Modelo de uma estrutura para habitação, em madeira, trabalho de marcenaria realizado pelos alunos no âmbito da disciplina de trabalhos manuais onde eram aplicados os conhecimentos técnicos necessários para elaborar o mesmo objeto em tamanho real.
Está inventariado com o número ME/ESMC/266 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Machado de Castro.
Desde a antiguidade, a madeira foi a matéria prima utilizada na construção de habitações, quer pela abundância, quer pela leveza e facilidade de trabalhar. A construção de habitações em madeira foi condicionada pelas características do local e pela estrutura cultural da população. Com a associação do metal à madeira, surgiram novos sistemas de ligação e novas formas de habitação com maior solidez. O desenvolvimento das técnicas de serragem permitiu a evolução do tipo de construções, com maior estabilidade e o seu alargamento em altura. No século XIX a madeira deu lugar a outros materiais como o aço e posteriormente o betão.

2019/07/30

Peça do mês de fevereiro

Fotómetro de Bunsen
O instrumento faz parte de uma bancada de ótica com elementos intermutáveis, referenciado no catálogo «W. M. Welch Scientific Company, Chicago, U.S.A.» páginas 282 e 283. Servia para experiências nas aulas de Física. O aparelho é constituído por uma caixa em forma de tronco de prisma em madeira pintada de negro, com duas superfícies espelhadas, fazendo um ângulo aproximado de 120º entre si. Entre estas superfícies está montado um cartão negro com uma superfície circular branca no centro da qual há uma mancha de cera. Este elemento intermédio, reflete-se à esquerda e direita nas superfícies espelhadas. Tem como suporte um tubo cilíndrico em cobre.
Está inventariado com o número ME/401857/703 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Gil Vicente.
Este dispositivo, inventado por Bunsen em 1841, destina-se a medir a intensidade da luz através de parâmetros fotográficos., ou seja, converte a luz em corrente elétrica para que esta possa ser medida de acordo com a velocidade de obturação ou com a abertura do diafragma. O fotómetro, em suma, mede a intensidade da luz no ambiente, para aumentar a qualidade das fotografias.



MJS