ESCOLA SECUNDÁRIA D. INÊS DE CASTRO,
ALCOBAÇA
Entre
1910 e 1918, os esforços do ilustre alcobacense Manuel Vieira Natividade,
juntamente com Ana de Castro Osório e José Joaquim dos Santos, conduzem à
criação, em 1918, da Escola Agrícola Feminina Vieira Natividade. O Decreto que
a instituiu é de 18 de abril de 1918 (Decreto n.º 4105). As obras começaram com
o lançamento da primeira pedra em 11 de julho de 1921, sendo inaugurada em 3 de
maio de 1925.
O
projecto, supostamente de Raul Lino, era considerado arrojado para a época e
sobrevive no edifício chamado, durante longos anos, Escola Velha (Hoje,
felizmente completamente recuperado, transformou-se numa inquestionável
mais-valia para a Escola D. Inês de Castro e, indiscutivelmente, no seu
ex-libris maior). A vida da escola foi curta: em 1933, face à pouca frequência
da escola (que era frequentada por alunas oriundas do Asilo da Infância
Desvalida de Alcobaça e, porventura por isso, rejeitada pelos pais de Alcobaça)
e à política hostil do Estado Novo, dá-se a sua anunciada extinção.

Em
1932, por iniciativa e a expensas da Câmara, é criado o Liceu Municipal - que
funcionaria, durante a sua curta vigência, nas instalações da extinta Escola
Agrícola Feminina. Com efeito, pouco tempo volvido, em vez de se transformar em
Liceu Nacional, como era anseio da população, o Liceu Municipal foi, também,
extinto. Em 1947, recomeça o ensino agrícola, com cursos de Pomicultura.
Sediado na antiga escola, doravante chamada Escola Prática de Agricultura
Vieira Natividade, o curso destinava-se essencialmente a trabalhadores rurais.
Entretanto,
começa a emergir um movimento de apoio à construção de uma Escola Técnica
Comercial e Industrial em Alcobaça. Estes esforços viriam a ser coroados de
êxito, oito anos depois, com a transformação da Escola Prática Agrícola em Escola
Técnica de Alcobaça (ETA), através do Decreto 40:029, de 28 de junho de 1955.
Entretanto, tinha já sido aberto concurso para a construção de um edifício que
comportasse esta Escola Técnica.

Segundo
a brochura do Ministério das Obras Públicas (Junta das Construções para o
Ensino Técnico e Secundário), intitulado Novas
instalações de escolas técnicas e liceus a inaugurar em abril e maio de 1961, há as seguintes informações
sobre a referida escola: as novas instalações da Escola Técnica de Alcobaça
situam-se na extensa propriedade agrícola do Estado, onde funcionou, durante
muitos anos, a Escola Agrícola Vieira Naticidade. Além dos Cursos Elementares
de Especialização Profissional Agrícola, serão ministrados, para uma população
de 800 alunos, os cursos do Ciclo Preparatório e Complementares de Aprendizagem
- serralheiro, ceramista e comércio.
O
início da obra foi projetado para 12 de maio de 1958 e sua concussão para 15 de
março de 1961. O custo total das instalações foi estimado em 10.131.000$00 e a
área de coberta é 3.450 m², donde a superfície de
pavimentos é 5.340 m².
Em
1974/75, coincidente com a Revolução do 25 de abril, deu-se uma explosão da
população escolar. Por via disso, voltaram a ser ocupadas as instalações da
Escola Velha - encerradas desde 1960. Foram também aproveitadas para
instalações escolares os antigos dormitórios, construídos no final da década de
50 com as receitas da exploração agrícola. Em 1975/76, iniciou-se o Curso Geral
Unificado do Ensino Secundário.
A
Lei 80/78 transforma todos os Liceus e Escolas Técnicas em Escolas Secundárias,
ganhando a escola, então, o nome de Escola Secundária de Alcobaça. Em 1985/86,
o ano escolar começou conturbado - abandona-se a Escola Velha, completamente
degradada, não obstante a colocação de um telhado novo em 1983, e são
instalados (provisoriamente, mas até 2001) pavilhões pré-fabricados.
Em
1988/89 é criada a Escola Secundária N.º 2 de Alcobaça, solução que aliviou
bastante a pressão demográfica que se fazia sentir. Em janeiro de 1990 é
celebrado o contrato programa para a criação da Escola Prática de Agricultura
de Cister (EPACIS) em que são outorgantes o Estado (GETAP), a Escola Secundária
N.º 1 de Alcobaça, a Câmara Municipal de Alcobaça, Cooperativa Agrícola de
Alcobaça e a Cooperativa Agrícola dos Avicultores e Criadores de Gado da
Benedita.
A
Escola Secundária N.º 1 de Alcobaça transforma-se em Escola Secundária D. Inês
de Castro, em 24 de setembro de 1993 (Despacho 140/SERE/93). Ultimamente, desde
2000, a Escola tem oscilado de tipologia: já foi escola apenas secundária,
voltou a acolher o 3.º Ciclo. Por Despacho do Senhor Secretário de Estado da
Educação, de 26 de Abril de 2007 (Ofício n.º 22644, de 10 de maio de 2007, da
DREL), passou a ostentar a seguinte designação: Escola Secundária D. Inês de Castro.
A intervenção na Escola Secundária D.
Inês de Castro, pela Parque Escolar, EPE, através do Programa de Modernização
das Escolas destinadas ao Ensino Secundário (PMEES), abrangeu três vertentes
distintas, incidindo apenas numa área parcial do lote. Estas vertentes
desenvolveram-se ao nível da remodelação das instalações existentes, da
construção de novos edifícios e do rearranjo das áreas envolventes.
Os novos edifícios vieram acolher os
espaços de apoio administrativo, as áreas sociais como o refeitório, o bar e a
sala de convívio e ainda a biblioteca, localizada numa posição chave,
permitindo, desta forma, a sua abertura à comunidade exterior. Destaca-se ainda
a conservação do edifício da Escola Velha, onde se concentram os espaços do
Centro de Novas Oportunidades e o Centro de Formação de Professores,
complementados pela existência de um pequeno auditório.
P.M.
A intervenção na
Escola Secundária D. Inês de Castro, em Alcobaça, abrangeu três vertentes
distintas, incidindo apenas numa área parcial do lote. Estas vertentes
desenvolveram-se ao nível da remodelação das instalações existentes, da
construção de novos edifícios e do rearranjo das áreas envolventes.
A remodelação das instalações existentes realizou-se ao nível do reordenamento
da compartimentação, beneficiação de revestimentos interiores e intervenção na
superestrutura, e na remodelação integral das redes de infraestruturas
elétricas, telecomunicações, águas e esgotos.
Os novos edifícios vieram acolher os espaços de apoio administrativo, as áreas
sociais como o refeitório, o bar e a sala de convívio e ainda a biblioteca,
localizada numa posição chave, permitindo, desta forma, a sua abertura à
comunidade exterior.
Destaca-se ainda a conservação do edifício da “Escola Velha”, onde se
concentram os espaços do Centro de Novas Oportunidades e o Centro de Formação
de Professores, complementados pela existência de um pequeno auditório.
BIBLIOGRAFIA:
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