2019/08/14
Peça do mês de agosto
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2019/08/12
D. Inês de Castro - Patrona da Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça
D. Inês de Castro (ca
1320 – 1355)
Em 1961 foi inaugurada a Escola Técnica de Alcobaça, situada na extensa propriedade agrícola do
Estado, onde funcionou, durante muitos anos, a Escola Agrícola Vieira
Natividade. Em 24 de setembro de 1993, a referida escola passa a denominar-se Escola
Secundária D. Inês de Castro (Despacho 140/SERE/93).
O
patrono da Escola é, como verificamos, D. Inês de Castro, a Linda Inês que um
dia chegou a Portugal, como aia de D. Constança, a esposa escolhida para o
Infante D. Pedro. O Infante olhou Inês e, de um fugaz olhar, resultou um amor
eterno. Este amor suplantou as convenções sociais, as razões de Estado e, até,
a própria morte.
Inês de Castro nasceu em 1320 ou 1325 na Galiza, era
filha ilegítima do nobre galego Pedro Fernandes de Castro, o da Guerra, e de
uma dama portuguesa, Aldonça Suárez de Valadares, e irmã de D. Fernando e de D.
Álvaro Pires de Castro. Por parte de seu pai era bisneta ilegítima de D. Sancho
de Castela, pai de D. Beatriz de Castela que era mãe de D. Pedro, futuro Rei de
Portugal. Era, portanto, prima em 3.º grau de D. Pedro.
Viveu parte da sua infância no castelo de Albuquerque
cuja dona, que a criou como filha, era casada com Afonso Sanchez, filho
ilegítimo de D. Diniz, até vir a ser aia de sua prima de D. Constança Manuel,
filha de João Manuel de Castela, poderoso nobre descendente da Casa Real
Castelhana e que estava prometida ao príncipe de Portugal, D. Pedro.
Inês de Castro chega a Évora, integrada no séquito de
D. Constança, em 1340. Desde cedo foram conhecidos os amores de D. Pedro pela
dama galega. D. Afonso IV, temendo esta relação, exila-a na fronteira espanhola
em 1344.
Após a morte de D. Constança volta a Portugal, tendo
vivido com D. Pedro, de quem vem a ter quatro filhos, o primeiro, D. Afonso,
que morreu em criança. Viveram em vários locais na zona da Lourinhã e, por fim,
em Coimbra no Paço da Rainha Santa junto ao Convento de Santa Clara-a-Velha, tendo
sido degolada a 7 de Janeiro de 1355 por ordem de D. Afonso IV.
Da vida de Inês de Castro pouco se sabe, a sua trágica
morte e o amor sem limites de D. Pedro e a forma como este quis perpetuar esses
amores, alimentou desde cedo a poesia e a narrativa histórica, não deixando
morrer o mito Inês de Castro.
BIBLIOGRAFIA:
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CISTER (2017). Projeto Educativo 2017- 2021:
ser mais Educação em Alcobaça [em linha]. Alcobaça: A.E.C. [Consult. 31 de maio de 2019]. Disponível: https://estudogeral.sib.uc.pt/handle/10316/22702
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CISTER (2019). Regimento do Concelho Geral [ Em linha].
Alcobaça: A.E.C. [Consult. 31 de maio de
2019]. Disponível: http://www.aecister.pt/uploads/documentos/Conselho%20Geral/Regimento%20Conselho%20Geral/Regimento%20do%20Conselho%20Geral.pdf
FUNDAÇÃO INÊS DE CASTRO (2010). Biografia
[em linha]. Coimbra: Quinta das Lágrimas [Consult. 31 de maio de 2019]. Disponível: https://www.fundacaoinesdecastro.com/index.php/contactos.html
PARQUE ESCOLAR E.P.E. (2019). Escola
Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça [em linha]. Lisboa: Parque Escolar [Consult. 31 de
maio de 2019]. Disponível: https://www.parque-escolar.pt/pt/escola/074
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Escola Técnica de Alcobaça; D. Inês de Castro
2019/08/07
Escola Secundária D. Inês de Castro - Alcobaça
ESCOLA SECUNDÁRIA D. INÊS DE CASTRO,
ALCOBAÇA
Entre
1910 e 1918, os esforços do ilustre alcobacense Manuel Vieira Natividade,
juntamente com Ana de Castro Osório e José Joaquim dos Santos, conduzem à
criação, em 1918, da Escola Agrícola Feminina Vieira Natividade. O Decreto que
a instituiu é de 18 de abril de 1918 (Decreto n.º 4105). As obras começaram com
o lançamento da primeira pedra em 11 de julho de 1921, sendo inaugurada em 3 de
maio de 1925.
O
projecto, supostamente de Raul Lino, era considerado arrojado para a época e
sobrevive no edifício chamado, durante longos anos, Escola Velha (Hoje,
felizmente completamente recuperado, transformou-se numa inquestionável
mais-valia para a Escola D. Inês de Castro e, indiscutivelmente, no seu
ex-libris maior). A vida da escola foi curta: em 1933, face à pouca frequência
da escola (que era frequentada por alunas oriundas do Asilo da Infância
Desvalida de Alcobaça e, porventura por isso, rejeitada pelos pais de Alcobaça)
e à política hostil do Estado Novo, dá-se a sua anunciada extinção.
Em
1932, por iniciativa e a expensas da Câmara, é criado o Liceu Municipal - que
funcionaria, durante a sua curta vigência, nas instalações da extinta Escola
Agrícola Feminina. Com efeito, pouco tempo volvido, em vez de se transformar em
Liceu Nacional, como era anseio da população, o Liceu Municipal foi, também,
extinto. Em 1947, recomeça o ensino agrícola, com cursos de Pomicultura.
Sediado na antiga escola, doravante chamada Escola Prática de Agricultura
Vieira Natividade, o curso destinava-se essencialmente a trabalhadores rurais.
Segundo
a brochura do Ministério das Obras Públicas (Junta das Construções para o
Ensino Técnico e Secundário), intitulado Novas
instalações de escolas técnicas e liceus a inaugurar em abril e maio de 1961, há as seguintes informações
sobre a referida escola: as novas instalações da Escola Técnica de Alcobaça
situam-se na extensa propriedade agrícola do Estado, onde funcionou, durante
muitos anos, a Escola Agrícola Vieira Naticidade. Além dos Cursos Elementares
de Especialização Profissional Agrícola, serão ministrados, para uma população
de 800 alunos, os cursos do Ciclo Preparatório e Complementares de Aprendizagem
- serralheiro, ceramista e comércio.
O
início da obra foi projetado para 12 de maio de 1958 e sua concussão para 15 de
março de 1961. O custo total das instalações foi estimado em 10.131.000$00 e a
área de coberta é 3.450 m², donde a superfície de
pavimentos é 5.340 m².
Em
1974/75, coincidente com a Revolução do 25 de abril, deu-se uma explosão da
população escolar. Por via disso, voltaram a ser ocupadas as instalações da
Escola Velha - encerradas desde 1960. Foram também aproveitadas para
instalações escolares os antigos dormitórios, construídos no final da década de
50 com as receitas da exploração agrícola. Em 1975/76, iniciou-se o Curso Geral
Unificado do Ensino Secundário.
A
Lei 80/78 transforma todos os Liceus e Escolas Técnicas em Escolas Secundárias,
ganhando a escola, então, o nome de Escola Secundária de Alcobaça. Em 1985/86,
o ano escolar começou conturbado - abandona-se a Escola Velha, completamente
degradada, não obstante a colocação de um telhado novo em 1983, e são
instalados (provisoriamente, mas até 2001) pavilhões pré-fabricados.
Em
1988/89 é criada a Escola Secundária N.º 2 de Alcobaça, solução que aliviou
bastante a pressão demográfica que se fazia sentir. Em janeiro de 1990 é
celebrado o contrato programa para a criação da Escola Prática de Agricultura
de Cister (EPACIS) em que são outorgantes o Estado (GETAP), a Escola Secundária
N.º 1 de Alcobaça, a Câmara Municipal de Alcobaça, Cooperativa Agrícola de
Alcobaça e a Cooperativa Agrícola dos Avicultores e Criadores de Gado da
Benedita.
A
Escola Secundária N.º 1 de Alcobaça transforma-se em Escola Secundária D. Inês
de Castro, em 24 de setembro de 1993 (Despacho 140/SERE/93). Ultimamente, desde
2000, a Escola tem oscilado de tipologia: já foi escola apenas secundária,
voltou a acolher o 3.º Ciclo. Por Despacho do Senhor Secretário de Estado da
Educação, de 26 de Abril de 2007 (Ofício n.º 22644, de 10 de maio de 2007, da
DREL), passou a ostentar a seguinte designação: Escola Secundária D. Inês de Castro.
A intervenção na Escola Secundária D.
Inês de Castro, pela Parque Escolar, EPE, através do Programa de Modernização
das Escolas destinadas ao Ensino Secundário (PMEES), abrangeu três vertentes
distintas, incidindo apenas numa área parcial do lote. Estas vertentes
desenvolveram-se ao nível da remodelação das instalações existentes, da
construção de novos edifícios e do rearranjo das áreas envolventes.
Os novos edifícios vieram acolher os
espaços de apoio administrativo, as áreas sociais como o refeitório, o bar e a
sala de convívio e ainda a biblioteca, localizada numa posição chave,
permitindo, desta forma, a sua abertura à comunidade exterior. Destaca-se ainda
a conservação do edifício da Escola Velha, onde se concentram os espaços do
Centro de Novas Oportunidades e o Centro de Formação de Professores,
complementados pela existência de um pequeno auditório.
P.M.
A intervenção na
Escola Secundária D. Inês de Castro, em Alcobaça, abrangeu três vertentes
distintas, incidindo apenas numa área parcial do lote. Estas vertentes
desenvolveram-se ao nível da remodelação das instalações existentes, da
construção de novos edifícios e do rearranjo das áreas envolventes.
A remodelação das instalações existentes realizou-se ao nível do reordenamento da compartimentação, beneficiação de revestimentos interiores e intervenção na superestrutura, e na remodelação integral das redes de infraestruturas elétricas, telecomunicações, águas e esgotos.
Os novos edifícios vieram acolher os espaços de apoio administrativo, as áreas sociais como o refeitório, o bar e a sala de convívio e ainda a biblioteca, localizada numa posição chave, permitindo, desta forma, a sua abertura à comunidade exterior.
Destaca-se ainda a conservação do edifício da “Escola Velha”, onde se concentram os espaços do Centro de Novas Oportunidades e o Centro de Formação de Professores, complementados pela existência de um pequeno auditório.
A remodelação das instalações existentes realizou-se ao nível do reordenamento da compartimentação, beneficiação de revestimentos interiores e intervenção na superestrutura, e na remodelação integral das redes de infraestruturas elétricas, telecomunicações, águas e esgotos.
Os novos edifícios vieram acolher os espaços de apoio administrativo, as áreas sociais como o refeitório, o bar e a sala de convívio e ainda a biblioteca, localizada numa posição chave, permitindo, desta forma, a sua abertura à comunidade exterior.
Destaca-se ainda a conservação do edifício da “Escola Velha”, onde se concentram os espaços do Centro de Novas Oportunidades e o Centro de Formação de Professores, complementados pela existência de um pequeno auditório.
BIBLIOGRAFIA:
PARQUE ESCOLAR, EPE (2019). Escola Secundária D. Inês
de Castro, Alcobaça [em linha]. [Consult. 24 de jun. de 2019]. Disponível: https://www.parque-escolar.pt/pt/escola/074
SECETARIA-GERAL DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA (2019).
Escola Secundária D.
Inês de Castro, Alcobaça [em linha]. [Consult.
24 de jun. de 2019]. Disponível: http://arquivo-ec.sec-geral.mec.pt/details?id=52884
TINTA FRESCA: JORNAL DE ARTES CULTURA
& CIDADANIA (28 de janeiro de 2011). Escola Secundária D. Inês de Castro de
Alcobaça inaugura novas instalações [em linha]. [Consult. 24 de jun. de 2019]. Disponível: http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=8c9f3737-0052-409f-ae29-52d6c18d1db0&edition=123
TINTA FRESCA: JORNAL DE ARTES CULTURA
& CIDADANIA (3 de fevereiro de 2011). Escola
Secundária D. Inês de
Castro de Alcobaça: Secretário de Estado João Tiago Silveira inaugurou obras de
requalificação da ESDICA [em linha]. [Consult. 24 de jun. de
2019]. Disponível: http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=70da2aeb-43df-4a87-8304-9cd98d712e74&edition=124
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2019/07/31
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2019/07/19
Instrumentos de Medida no Museu Virtual da Educação - IV
Instrumentos de medida no Museu Virtual da Educação – atmosfera
terrestre


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Termómetro
ME/346330/45
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O barómetro é utilizado para efetuar leituras de pressão atmosférica. O modelo aqui apresentado é constituído por uma caixa rectangular em madeira, à qual está fixo o barómetro. Na parte inferior existe um reservatório cilíndrico para conter o mercúrio. Do reservatório ergue-se um tubo capilar, fechado superiormente. Está graduado de 630 a 800 mmHg.
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Anemómetro
ME/400634/103
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Higrómetro
ME/346779/95
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|
ME/346330/56
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Bibliografia:
Museu Virtual da
Educação (2013) [em linha].
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]
Museu da Física da
Escola Secundária Alexandre Herculano (2013) [em linha].
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]
Professor Bruce
Mattson - Creighton University (2013) [em linha]
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]
Michigan Technological University. Department of Chemistry (2013) [em
linha].
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]
Baú da Física e Química.
Instrumentos antigos de Física e Química de escolas secundárias em Portugal
(2013) [em linha]
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]
MJS
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