2019/07/18

Peça do mês de novembro

Equilibrista
O equilibrista é um instrumento científico que consta de um boneco, neste caso vestido como um equilibrista de circo, equilibrando-se nas suas mãos sobre um suporte. Ao nível da cintura encontra-se uma vara dobrada em U invertido, nas extremidades da qual existem duas pesadas esferas metálicas, cuja função é fazer baixar o centro de gravidade do conjunto, abaixo do ponto de apoio. Trata-se de um conjunto clássico que, desde finais do séc. XVII, era comum encontrar-se em Gabinetes de Física. Está inventariado com o número ME/402436/1468 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Passos Manuel.
É um dispositivo com grande valor artístico e histórico, sendo muitas vezes utilizado com uma função decorativa e não só didática. Apoiado sobre um pequeno disco com um espigão, no topo do qual se encontra o equilibrista, este move os braços e as pernas. Desta forma, consegue equilibrar-se nas mais diversas posições, constituindo um verdadeiro desafio às leis da gravidade.
Estes brinquedos didáticos de conceção simples permitem fazer a demonstração de verdades conhecidas, ou seja, a importância da posição do centro de gravidade de um corpo face à sua base de sustentação em equilíbrio estável.




MJS

Afonso Domingues: o patrono


O arquitecto quatrocentista Afonso Domingues foi, desde início, o patrono da Escola de Desenho Industrial, criada na casa de João Cristiano Keil, na Calçada do Grilo, no dia 24 de novembro de 1884. O nome Afonso Domingues sempre permaneceu no nome da escola, desce a sua criação até ao seu terminus, independentemente das vicissitudes políticas. 

A vida de Afonso Domingues permanece incógnita, sabe-se, no entanto, que foi arquitecto e terá nascido em Lisboa, em meados do século XIV e faleceu em 1404. Oriundo de uma família abastada, uma vez que tinha residência numa das zonas mais caras de Lisboa, na freguesia da Madalena. Terá cegado, pouco antes da sua morte, por volta de 1401/2, quando abandonou o controlo das obras do Mosteiro da batalha (Cf. Herculano, s.d., p. 361).

Com a experiência adquirida da edificação da Sé Catedral de Lisboa, Afonso Domingues foi o mestre arquiteto a quem se ficou a dever a traça original do Mosteiro da Batalha, tendo dirigido as obras desde 1388 até 1402 (até à sua morte). Da autoria do mestre Afonso Domingues são, efectivamente, o Claustro Real e a Sala do Capítulo e, possivelmente foi o autor do projeto da Sé Catedral da Guarda.

“Estai quieto; estai quieto, mestre Afonso — disse Frei Lourenço, segurando o cego pelo braço. — O indigno prior do Mosteiro da Vitória não consentirá que o muito sabedor arquiteto e imaginador Afonso Domingues, o criador da oitava maravilha do Mundo, o que traçou este edifício, doado pelo virtuoso de grandes virtudes rei D. João à nossa Ordem, se levante para estar em pé diante do pobre frade [...]” (Herculano, s.d., p. 349).

Alexandre Herculano inspirou-se em Afonso Domingues ao escrever A Abóbada: em 1401 a diacronia de Lendas e Narrativas situa-se no ano de 1401, tendo como assunto a construção do Mosteiro da Batalha, mais concretamente, a construção da abóbada da Casa do Capítulo do Convento, por Afonso Domingues que a delineou e que, apesar de cego, a concluiu, depois das obras terem sido entregues ao arquiteto Huguet.

Segundo esta lenda, Afonso Domingues quis morrer na célebre sala, em cumprimento de um voto fatal, declamando: a abóbada não caiu, a abóbada não cairá! Sabe-se hoje que a abóbada da Casa Capitular não é da autoria de Afonso Domingues, mas de David Huguet, tendo podido ser, eventualmente, reconstruída por Martim Vasques, acredita-se, no entanto que a lenda tenha um resquício de verdade:

“Aliás, devo acrescentar que embora o Mestre Afonso Domingues tenha sido o primeiro mestre, eventualmente aquele que esboçou o projecto inicial de como se desenvolveria a obra, o que hoje nos resta do monumento, sobretudo os seus espaços que ainda hoje podem ser visitados, a sua construção deve-se fundamentalmente ao Huguet. Estamos a falar do portal principal, estamos a falar da cobertura da igreja, da Capela do Fundador, do Claustro Juanino e das Capelas Imperfeitas, que foram iniciadas por Huguet” (Órfão, 2003).

Como verificamos, Afonso Domingues foi o primeiro Mestre a esboçar a edificação do Mosteiro e, por conseguinte, a acompanhar as obras iniciáticas, não obstante, foi David Huguet – catalão ou flamengo – o segundo Mestre a findar as obras e a completar a abóboda.


P.M.




BIBLIOGRAFIA:



CARVALHO, Rómulo de (1996). História do Ensino em Portugal: desde a Fundação da Nacionalidade até ao fim do Regime de Salazar-Caetano. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2.ª edição.


DIAS, Luís Pereira (1998). As outras escolas: o ensino particular das primeiras letras entre 1859 e 1881. Lisboa: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação.


INFOPÉDIA (2019). Afonso Domingues [em linha]. Porto: Porto Editora [consult. 29 de abr. 2019]. Disponível: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$afonso-domingues

HERCULANO, Alexandre (s. d.). Lendas e narrativas [em linha]. Lisboa: Luso Livros [Consult. 29 de abr. 2019]. Disponível: https://www.luso-livros.net/wp-content/uploads/2014/05/Lendas-e-Narrativas.pdf


ÓRFÃO, Júlio (2003). Quem terminou a Sala do Capítulo do Mosteiro foi David Huguet e não Afonso Domingues [em linha]. Lisboa: Tinta Fresca: Jornal de Arte & Cultura e Cidadania, N.º 38 (dez. 2003). [Consult. 12 de jun. 2019]. Disponível: http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=2fbb7637-7210-4a4a-a917-b012d5cd37e4&edition=38



2019/07/16

História da Ordem da Instrução Pública

Ordens Honoríficas Portuguesas
História da Ordem da Instrução Pública


Ordens honoríficas de Portugal são distinções de mérito entregues pelo Presidente da República Portuguesa, em nome dos portugueses, para distinguir "... em vida ou a título póstumo, os cidadãos portugueses que se notabilizem por méritos pessoais, por feitos cívicos ou militares ou por serviços prestados ao Pais".




A Ordem da Instrução Pública – que integra o panorama das Ordens Honoríficas Portuguesas – deve a sua criação à necessidade sentida de reconhecer e galardoar por altos serviços prestados à causa da Educação e do Ensino.
A sua origem remonta a abril de 1927, altura em que, igualmente, foi criada a Ordem da Instrução e da Benemerência visando galardoar os serviços prestados (por nacionais, ou estrangeiros; ou, por corporações), à causa da instrução, bem como todos os atos de benemerência pública que tivessem repercussão no progresso e prosperidade do país.
Dois anos passados (1929), a Ordem da Instrução e da Benemerência foi reformulada, tendo resultado em duas ordens distintas: a Ordem da Benemerência e a Ordem da Instrução Pública. Esta última ficou circunscrita a galardoar serviços prestados à causa da instrução, mantendo o distintivo e as insígnias da Ordem originária.

A Ordem da Instrução Pública é composta por cinco graus:


A Lei orgânica das Ordens Honoríficas de 1962 definiu um pouco melhor o âmbito de concessão da Ordem da Instrução Pública, que passou a destinar-se a galardoar “serviços prestados por funcionários no ensino ou na administração escolar” e os “serviços prestados por quaisquer pessoas à causa da educação ou do ensino.”

Na legislação subsequente simplificaram-se os fins de atribuição da Ordem da Instrução Pública, com a referência aos “altos serviços prestados à causa da educação e do ensino.”


Ainda segundo uma das fontes consultadas:

● Esta Ordem não tem, atualmente, o grau de Cavaleiro/Dama, tendo sido substituído, em 1962, pela Medalha (MIP);
● Do mesmo modo que acontece com outras Ordens Portuguesas, o título de Membro Honorário pode ser atribuído a instituições e localidades;
● Para além dos cidadãos nacionais, também os cidadãos estrangeiros podem ser agraciados com esta Ordem.


Alguns dos agraciados (nas diferentes sete categorias):
Membros Titulares e Honorários
António Sampaio da Nóvoa (Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública);
Roberto Carneiro (Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública);
Jorge Miranda (Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública);
Virgínia Rau (Grande Oficial da Ordem da Instrução Pública);
João José Fraústo da Silva (Grande Oficial da Ordem da Instrução Pública);
Joaquim Veríssimo Serrão (Comendador da Ordem da Instrução Pública);
Amélia Rey Colaço (Comendador da Ordem da Instrução Pública);
Humberto Delgado (Oficial da Ordem da Instrução Pública);
Fernando de Castro Pires de Lima (Cavaleiro da Ordem da Instrução Pública);
Manuel Correia Abreu (Medalha da Ordem da Instrução Pública);
Universidade Católica Portuguesa (Membro-Honorário da Ordem da Instrução Pública).

JMG


Bibliografia consultada e citada:

BRAGANÇA, José Vicente de (2004). As Ordens Honoríficas Portuguesas. In “Museu da Presidência da República”. Lisboa: Museu da P.R./C.T.T.

CHANCELARIA DAS ORDENS HONORÍFICAS PORTUGUESAS (1968). Ordens Honoríficas Portuguesas. Lisboa: Imprensa Nacional.

WIKIPEDIA (2019). Ordem da Instrução Pública [em linha]. [Consult. 30 de maio 2019].

ORDENS HONORÍFICAS PORTUGUESAS [2019]. História da ordem da instrução pública [em linha]. Lisboa: Presidência da República Portuguesa [Consult. 28 de maio de 2019]. Disponível: http://www.ordens.presidencia.pt/?idc=139

PORTUGAL. Lei n.º 5/2011, de 2 de março. Lei das Ordens Honoríficas Portuguesas [em linha]. D.R., 1.ª Série, N.º 43, 2 mar. de 2011.  [Consult. 30 de maio de 3019]. Disponível: https://dre.pt/application/dir/pdf1sdip/2011/03/04300/0124901267.pdf

2019/07/10

6.º Inquérito Nacional à situação dos Arquivos Municipais

A BAD organizará, entre 18 e 19 de outubro, o 13º Encontro Nacional de Arquivos Municipais, que permitirá, entre outros tópicos, debater a realidade arquivística dos municípios. Para que tal seja possível, apela-se à colaboração de todos através do preenchimento de um inquérito on-line: https://www.bad.pt/form/index.php?option=com_rsform&formId=160
Caso não exista uma unidade de arquivo, essa situação deve igualmente ser comunicada.

2019/07/03

Escola Industrial Afonso Domingues


No dia 24 de novembro de 1884 foi fundada a Escola de Desenho Industrial Afonso Domingues[1] na casa de João Cristiano Keil, na Calçada do Grilo, n.º 3-1º, sendo ministrado o curso diurno de desenho elementar e o curso noturno de desenho industrial e, posteriormente, alguns cursos profissionais.

A partir de 7 de janeiro de 1887, a escola foi transferida para o rés-do-chão do Palacete de D. Gonçalo Pereira da Silva de Sousa e Meneses, na Calçada da Cruz da Pedra, n.º 10. Logo após, em 1892, procede-se à adaptação de alguns edifícios anexos ao Asilo Dona Maria Pia, no do Convento da Madre Deus, para instalar a escola a inauguração das novas instalações ocorreu em 24 de dezembro de 1897.

Em 1900, a Escola Afonso Domingues encontrava-se perfeitamente estabelecida, com relevo para o curso de desenho elementar, de arquitetura e de máquinas. Dispunha de oficinas de pintura, fundição, carpintaria e serralharia e transformou-se num importante centro de estudos dos filhos dos mestres operários da região de Xabregas (E.S.A.D., 2010, p. 4):

“Ao longo destes anos, além dos cursos de desenho elementar e desenho Industrial, foram ministrados na escola entre outros: cursos profissionais (1886/87) com a criação de oficinas de pintura decorativa, de trabalhos em madeira e metal, carpintaria, etc. e cursos de ensino técnico, como os cursos de serralheiro mecânico, montador electricista, carpinteiro marceneiro, que funcionaram quer em regime diurno quer nocturno, os cursos profissionais de mecânica auto, instalações eléctricas, metalomecânica e produção e os cursos técnico-profissionais de manutenção mecânica, electrónica e instalações eléctricas e química, cursos do programa 15-18 de operador de laboratório, Instalações eléctricas, mecânica Auto e ainda cursos de educação e formação ao abrigo do Despacho 279/02 de 12 de abril, em regime diurno” (Escola Secundária Afonso Domingues, 2010, p. 4).


Os sucessivos directores da referida escola, para além de desempenharem funções de professores, detêm várias competências profissionais, tais como pintores, manualistas, etc. João José Vaz[2] foi pintor marinhista, professor e o primeiro director da Escola entre 1884-1926, sucedendo-lhe na direcção, entre 1926-1955, o engenheiro mecânico João Furtado Henriques.[3] Entre 1955-1967, o reconhecido autor de manuais escolares e engenheiro mecânico Avelino Marques Poole da Costa[4] assume a direção da Escola Industrial Afonso Domingues.


O Decreto-lei n.º 37.028, de 25 de agosto de 1948, implementou um programa de construção de edifícios escolares do ensino profissional: adaptações, ampliações e melhoramentos e escolas novas. No caso específico da Escola Industrial Afonso Domingues foi decretada a construção de um novo edifício sito na Quinta das Veigas, em Marvila, actualmente Rua Miguel de Oliveira.

Segundo Martins (2009, p. 99), o projecto da Escola Industrial Afonso Domingues, da autoria do Arquitecto José Silva Costa[5], seguiu o Anteprojecto Tipo elaborado para as escolas profissionais apresentado pela Junta das Construções para o Ensino Técnico e Secundário (JCETS), conforme a Memória Descritiva e Justificativa datada de 21 de dezembro de 1950, e obedecia ao mesmo espírito que presidira à concepção do projecto tipo para as Escolas Técnicas Elementares (1947) a existência de três corpos: aulas, ginásio e oficinas.




A 10 de dezembro de 1950 foi apresentado ao Ministro das Obras Públicas um plano geral de edificação de escolas, em que se incluía a Escola Industrial Afonso Domingues, com uma estimativa de 10.000 contos, e cuja construção deveria ser subsidiada pelo Fundo de Auxílio Americano.

O programa apresentado à Junta de Construções para o Ensino Técnico e Secundário pelo Ministério da Educação Nacional, em fevereiro de 1951, impunha a existência de uma área de 3.400 m² de espaço para oficinas, gabinetes de mestres e depósitos de materiais e ferramentas, ultrapassando, largamente, os 700 m2 previstos para a mesma finalidade.

A construção seguiu um projecto tipo, sendo composta por três edifícios, inaugurados no dia 1 de outubro de 1956, possuindo campos de jogos e pátios, inseridos numa zona arborizada, numa área total aproximada de 20.000 m2. O custo total desta obra foi 22.000.00$00. A escola foi entregue ao Ministério da Educação Nacional no dia 24 de maio de 1956:




No ano letivo de 1956/1957, a Escola Industrial Afonso Domingues já se encontrava instalada em edifício próprio construído na Quinta das Veigas, em Marvila. Esta infra-estrutura evoluída permitiu oferecer excelentes condições de ensino, nomeadamente, com o recurso a diversas oficinas bem equipadas e laboratórios especializados.



 As escolas industriais e comerciais foram extintas em Portugal depois do 25 de abril de 1974, como sabemos, foi instituída uma via unificada para o ensino, compreendendo o 7.º, 8.º e 9.º anos, terminando com a ramificação do ensino liceal e o ensino técnico, que marcara o futuro de tantas gerações. Consequentemente, o Decreto-Lei n.º 80/78, de 27 de abril, transforma a designação da Escola Industrial em Escola Secundária Afonso Domingues.




A Escola foi oficialmente extinta a 23 de março de 2010, por despacho de Secretário de Estado da Educação. O argumento então utilizado pelo governo do corredor para instalação da linha do TGV, para ligar Chelas ao Barreiro nunca se concretizou, sendo suspenso em 2012.

A Escola Secundária de Afonso Domingues, sita em Marvila, recebeu um ofício da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo, no passado dia 28 abril, com a informação de que a escola foi extinta por Despacho do Senhor Secretário de Estado da Educação de 23 de março de 2010 e que teria de encerrar até 31 de agosto de 2010.



P. M. 



BIBLIOGRAFIA:

CARVALHO, Rómulo de (1996). História do ensino em Portugal: desde a fundação da nacionalidade até ao fim do regime de Salazar-Caetano. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2.ª edição.

DIAS, Luís Pereira (1998). As outras escolas: o ensino particular das primeiras letras entre 1859 e 1881. Lisboa: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação.

ESCOLA SECUNDÁRIA DE AFONSO DOMINGUES (2010). Regulamento interno [em linha]. Lisboa: Escola Secundária Afonso Domingues [Consult. 11 de jun. 2019]. Disponível: https://web.archive.org/web/20081010045858/http://www.esec-afonso-domingues.rcts.pt/docs/regulamento_interno.pdf

MARTINS, Maria Filomena Fernandes Pires (2009). Edifício escolar e ideologias: estudo comparativo dos edifícios das Escolas Técnicas Industriais Afonso Domingues e Marquês de Pombal [em linha]. Lisboa: Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Instituto de Ciências da Educação [Consult. 11 de jun. 2019]. Disponível: http://recil.grupolusofona.pt/handle/10437/1158

NÓVOA, António, 2003 (dir.). Dicionário de Educadores Portugueses. Porto: Asa.

SILVA, Carlos Manique da (2002). Escolas belas ou espaços sãos? Uma análise histórica sobre a arquitectura escolar portuguesa (1860-1920). Lisboa: IIE.





[1] Afonso Domingues foi o nome dado à escola de desenho industrial para homenagear o nomeado arquiteto quatrocentista do Convento da Batalha.
[2] João José Vaz (Setúbal, 9 de março de 1859 - Lisboa, 17 de Fevereiro de 1931) foi um pintor e professor. Matriculou-se em 1872 na Academia das Belas-Artes de Lisboa. Ingressou no ensino em 1884, como professor e director na Escola Industrial Afonso Domingues. Em 1912 faz parte da comissão encarregada pelo Governo de formular a reorganização do ensino industrial e comercial nos graus elementar e médio. Dois anos mais tarde, em 1914, instalou o curso comercial na Escola de Desenho Industrial de Setúbal.
[3] João Furtado Henriques (?-1969) licenciado em Engenharia Mecânica no Instituto Superior Técnico, professor do ensino técnico, chefe interino da Repartição de Pedagogia Direcção Geral do Ensino Comercial e Industrial. Na década de quarenta, Furtado Henriques publicou vários manuais escolares de desenho de máquinas, geometria e tecnologia metalomecânica.
[4] Avelino Marques Poole da Costa (?-1972) foi engenheiro mecânico e electrotécnico. Professor do ensino técnico, director da Escola Industrial Afonso Domingues (1955-1967) e autor de autor e co-autor de manuais escolares de desenhos de máquinas e de lições de electricidade.
[5] José da Costa e Silva (Vila de Povos, Vila Franca de Xira, 25 de julho de 1747 - Rio de Janeiro, Brasil, 21 de março de 1819)  foi um arquiteto português que trabalhou em seu país e no Brasil. Em Bolonha estudou com Petronio Francelli e Carlos Bianconi, adquirindo conhecimentos de arquitectura, geometria, perspectiva, aritmética, mecânica e hidrostática. Obteve vários prémios e distinções na Academia, e em 1775 foi nomeado Académico de Honra. Antes de regressar a Portugal, apresentou um projeto à Academia de São Lucas de Roma e, por isso, foi reconhecido como Sócio de Mérito da escola. Ainda em Itália foi convidado a ser professor da Universidade de Coimbra, mas declinou o convite.




2019/06/25

Exposição: "Fotografia Impressa e Propaganda Visual em Portugal (1934 - 1974)"

A Biblioteca Nacional disponibiliza esta exposição até ao dia 30 de agosto, revisitando o Estado Novo através da fotografia impressa e da propaganda visual. Através destes meios, o Estado Novo conseguiu construir um imaginário de Portugal e do seu Império.

2019/06/19

Peça do mês de junho - 2019

Dobadoura
Instrumento utilizado nas aulas de Tecelagem dos antigos cursos de têxteis para a preparação de meadas de 1 metro ou 1 jarda e determinação do título do fio. Trata-se de um sistema manual com manivela e um indicador mecânico de voltas. Na parte superior do quadrante, tem uma placa metálica dourada, aparafusada ao centro, com a seguinte inscrição: "Instruments de précision M. Claeysen nº 7, Rue La Quintinie - Paris".
Está inventariado com o número ME/401092/22 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Campos Melo
Trata-se de um aparelho manual utilizado para dobar as meadas de lã. O fio das meadas que se destina à tecelagem, precisa de ser alinhado em novelos, o que é feito através da dobadoura. Compõe-se geralmente de quatro varas dispostas vertical e paralelamente em torno de um eixo onde se enrolam as meadas.