2019/05/15

Dia Internacional dos Museus - 18 de maio de 2019


Dia Internacional dos Museus – 18 de maio de 2019
Museus como Plataformas Culturais – Museus e Cidadania

Por proposta do ICOM – Conselho Internacional de Museus (organismo da UNESCO), o Dia Internacional dos Museus é celebrado anualmente no dia 18 de maio.
Neste dia é possível visitar inúmeras exposições e museus gratuitamente, assim como participar em iniciativas, as mais diversas, que animam e dinamizam muitos dos espaços.
O horário de funcionamento dos museus é alargado e estarão abertos até horas tardias com o objetivo de atrair mais visitantes, divulgarem a sua vasta oferta, as suas coleções e contribuírem para promover uma reflexão mais alargada do seu papel, junto da sociedade.
Deste modo, é facultada aos visitantes a oportunidade de visitarem e de percorrerem os corredores e salas de museus, galerias e palácios, em moldes únicos, assistindo e participando ativamente em múltiplas atividades.
Este ano, de 2019, o Dia Internacional/Noite dos Museus terá como mote: “Os Museus como Plataformas Culturais – Museus e Cidadania”.
Na sequência de anos anteriores, o programa nacional do Dia Internacional do Museus /Noite dos Museus, será antecipadamente divulgado no site da DGPC, em: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/





A propósito, em: http://edumuseu.sec-geral.mec.pt/, não deixe de visitar o Museu Virtual da Educação – Museu Museológico da Educação, através do qual poderá visualizar e pesquisar um vasto conjunto de peças e de informação – que outrora fizeram parte do nosso universo escolar – e que se encontra em constante atualização.


JMG



2019/05/07

Exposição "Bordados no Museu Virtual da Educação"

A coleção "online" do Inventário Museológico da Educação contém um conjunto substancial de objetos inventariados na área disciplinar de lavores.


O bordado é uma forma de criar (à mão ou à máquina) desenhos ou figuras ornamentais em tecido. Para tal utilizam-se diversos materiais como agulhas e fios de algodão, seda, linho, lã, etc.

Estes trabalhos, de grande importância como elementos decorativos e funcionais, permitem o desenvolvimento e a aplicação de várias técnicas utilizadas na sua produção, algumas delas com forte inspiração nas utilizadas no artesanato tradicional português.

Os trabalhos apresentados, maioritariamente realizados coletivamente por alunos e professores no âmbito das práticas pedagógicas, tinham e têm como função a apresentação e a exposição em diversos espaços da própria escola.

ME/400270/499
Trabalho manual individual executado na escola, por aluna, no âmbito da disciplina de costura e bordados, sob direcção da professora Maria das Dores Ferreira. Trata-se de um pano em cambraia bordado a ponto matiz com seda natural em tons de vermelho, azul e dourado, formando uma rosácea na qual se inscreveu a Cruz de Cristo. O bordado está inacabado.
Origem: ES Jácome Ratton


ME/400270/599
Prova final de costura e bordados sobre cambraia, realizada em 1949 por Maria Emília, utilizando fios de seda e algodão. Apresenta três motivos florais: à esquerda, ilustram-se as diferentes etapas do processo, desde o desenho em papel vegetal até à conclusão de alguns pormenores a matiz em tons de rosa e castanho; à direita, exemplificam-se diferentes tipos de crivo e ponto cheio, em linha de seda pérola; em baixo, ao centro, repete-se o motivo floral da direita em azul bordado com diferentes pontos. Numa das pétalas pode ler-se "escola", noutra é legível "adeus". Os dados de identificação estão dactilografados num pequeno cartão cosido ao pano; o trabalho foi posteriormente cosido a uma cartolina verde.
Origem: ES Jácome Ratton


ME/400361/107
Colete feminino, de traje tradicional de lavradeira, com bordado característico de Viana do Castelo, com fios de lã policromos, lantejoulas e cordãozinho de fio metálico. Colete, bastante justo, que prende na frente com laço. Este pende da fita de debrum esverdeada que contorna a gola e os ombros / mangas. O colete é executado em tecido liso de cor azulão e barra inferior de veludo liso, preto. Na frente é liso e nas costas profusamente bordado. A decoração de cariz floral, lembra os bordados dos trajes de Viana do Castelo, executada a fios de lã de tons esbatidos verde, azul, amarelo e rosa. Aplicação de lantejoulas e cordãozinho a contornar alguns motivos. Pontos lançado, de formiga e de espinha. Trabalho provavelmente colectivo realizado no âmbito da disciplina de Oficinas do Curso de Formação Feminina.
Origem: ES de Monserrate


ME/400361/108
Painel com profusa decoração evocando o característico bordado de Viana do Castelo, com fios de lã policromos, lantejoulas e cordãozinho de fio metálico sobre fundo azul. Ao centro, representação de par a dançar na mais importante romaria desta cidade, a Festa de Nossa Senhora da Agonia, vestido com os trajes tradicionais de Viana do Castelo. Por trás desta representação está a Igreja, que lembra a festa e, por baixo, a inscrição N.ª S.ª da Agonia. A envolver a cena central, o painel é profusamente decorado a vivas cores - vermelho, azul, amarelo, laranja, rosa - com diversos motivos florais, aplicação de lantejoulas e cordãozinho de fio metálico a contornar alguns motivos e a definir enrolamentos. Toda a peça é rematada por franja de lã vermelha. O bordado com pontos lançado, de formiga e de espinha. Trabalho colectivo realizado no âmbito da disciplina de Oficinas do Curso de Formação Feminina.
Origem: ES de Monserrate


ME/400361/99
Caixa em forma de coração lembrando o característico coração bordado de Viana do Castelo. Caixa de cartão forrada com tecido grosso, alinhado, com bordado de lã em dois tons de azul e amarelo acastanhado. A parte superior da tampa é decorada ao centro, com motivo de flor de grandes dimensões, estilizada, com pé longo. A contornar toda a tampa, friso com decoração geométrica - triângulos, intercalados por motivo de pequenos raminhos de três folhas. O bordado é executado em ponto de pé de flor / cordãozinho e ponto de formiga. Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Oficinas do Curso de Formação Feminina.
Origem: ES de Monserrate



ME/400531/168 
Bordado de forma circular, que representa um padrão de formas entrelaçadas que lembram motivos florais. Trabalho de alunas do antigo curso de Lavores Femininos. Encontra-se emoldurado.
Origem: ES de Silves

2019/05/06

Nova Escola para aprender a ler, escrever e contar

A Nova Escola para aprender a ler, escrever e contar, escrita em 1722 pelo padre jesuíta nascido no Brasil, Manoel Andrade de Figueiredo é considerada a primeira cartilha a ter sido escrita em Portugal. Saiba um pouco mais sobre esta obra aqui.

Peça do mês de Julho

Visite aqui a peça do mês de Julho.

2019/04/30

Exposição "Físicas do Património Português. Arquitetura e Memória"

O Museu de Arte Popular prolongou a exposição "Físicas do Património Português. Arquitetura e Memória" até ao dia 22 de setembro. Aqui se pretende dar a conhecer projetos de reabilitação patrimonial em Portugal, através de 12 projetos. São igualmente apresentadas cerca de 300 fotografias que captam a "evaporação" das Baixas de Lisboa e Porto. Para mais informações clique aqui.

2019/04/24

Liceu Nacional da Covilhã


  

LICEU NACIONAL DA COVILHÃ

  
 ESCOLA SECUNDÁRIA FREI HEITOR PINTO / AGRUPAMENTO DE ESCOLAS FREI HEITOR PINTO

  

O Liceu Municipal da Covilhã foi criado por publicação do Decreto-Lei n.º 23.685, de 21 de março de 1934, que contém apenas dois artigos do seguinte teor: “artigo 1.º - é criado na cidade da Covilhã um Liceu Municipal, de frequência mista, que deverá funcionar a partir do ano letivo de 1934/1935 e será regido pelas disposições do Estatuto do Ensino Secundário, aprovado pelo Decreto com força de lei n.º 20.741, de 18 de dezembro de 1931, e dos decretos com força de lei nºs. 21660 e 21706 e respetivamente de 3 de junho e de 17 de setembro 1932 artigo 2.º - é revogado o Decreto n.º 20.930, de 20 de fevereiro de 1932”.

A Comissão Administrativa da Câmara Municipal da Covilhã apresentou ao Governo a proposta para construção de um edifício expressamente destinado a liceu, independente da Escola Industrial Campos Mello, para poder começar a funcionar em outubro de 1934.


“A Covilhã, já grande por sua indústria, acaba de se mostrar grande em espírito; já não é lícito aos governos deste país negarem-lhe o que ela [Covilhã] mais precisa e a que tem direitos incontestáveis: o seu caminho-de-ferro e um Liceu de Instrução Secundária Especial” Goulão (2003).

Segundo Borges (2009), estava dado o primeiro passo para a satisfação dos covilhanenses a nível escolar. Havia porém, muitas contrariedades quanto à escolha do patrono do liceu, uma vez que o carisma intelectual e de patriotismo de Frei Heitor Pinto se coadunava perfeitamente com o título desejado. A Comissão Municipal, presidida pelo Dr. Almeida Garrett, atendendo ao decreto n.º 21.706, tem a faculdade de prestar homenagem a uma personalidade local que se tenha distinguido pelos seus serviços à Pátria e ao Município”. A 7 de agosto de 1934, no Decreto-Lei n.º 24.312, é atribuída a designação de liceu Heitor Pinto àquela escola; sendo que no primeiro ano matricularam-se 182 alunos, de ambos os sexos, sob a lecionação de seis professores, incluindo o Reitor. O edifício do Liceu Heitor Pinto funcionou na Rua dos Combatentes da Grande Guerra até ao ano de 1968, passando depois a funcionar na Avenida Salazar (hoje 25 de Abril), em novos edifícios com diversos pavilhões construídos de raiz.

No dia 21 de março de 1970 o Liceu Nacional da Covilhã foi inaugurado por Sua Exª. O Presidente da República Almirante Américo Deus Rodrigues Thomaz:


  



O Liceu Nacional da Covilhã, para uma capacidade de 1000 alunos, é a 41.ª unidade deste tipo construída pelo Ministério das Obras Públicas no prosseguimento da política de proporcionar instalações próprias a todos os estabelecimentos de ensino.

O terreno escolhido para este empreendimento, vincadamente acidentado – aliás, característica conhecida da cidade da Covilhã – ocupa uma área de 33.000 m2 e situa-se numa zona de futura expansão urbana.



A expressão topográfica que se esboçou muito fugazmente, impôs a elaboração de um projecto especial, com desenvolvimento ao longo das curvas de nível, procurando-se, ao mesmo tempo, integrá-lo nos novos moldes de orientação pedagógica.

Assim, os espaços destinados propriamente ao ensino agruparam-se em cinco núcleos devidamente articulados, dos quais quatro têm três pavimentos e os restantes quatro, com a seguinte distribuição:
  •     25 Salas de aulas normais;
  •     2 Salas de desenho;
  •    1 Sala de trabalhos manuais;
  •    1 Sala de lavores;
  •    1 Anfiteatro de física;
  •    1 Anfiteatro de ciências naturais;
  •    1 Laboratório de física;
  •    1 Laboratório de química;
  •    1 Laboratório de ciências naturais;
  •    1 Museu;
  •    1 Ginásio com funções polivalentes para alunos;
  •    1 Ginásio para alunas.

Além dos espaços referidos, consideram-se ainda outros para atividades afins do ensino, incluindo os problemas da vida social dos alunos, de puro convívio, em exibições teatrais, musicais, orfeónicas, cinematográficas, jogos, etc. Existem ainda espaços com atribuições complementares da atividade escolar do liceu, tais como a cantina com cozinha, refeitório e respectivos anexos, sala de estar das alunas, etc.





A legenda que acompanha as plantas dos diferentes pisos do edifício esclarece e completa as finalidades e objectivos:




O custo global do empreendimento foi de 19.051.208$00. O Ministério da Educação Nacional fica assim a dispor de mais uma unidade liceal projectada de acordo com os atuais conceitos pedagógicos, unidade esta que irá proporcionar, sem sombra de dúvida, um melhor e mais completo campo para o ensino.


Atualmente, a escola deu nome ao agrupamento do qual faz parte: Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto, a forma jurídica do agrupamento está registada na conservatória do registo comercial é EE. A principal atividade que a empresa desenvolve está relacionada com Ensinos básico (3.º Ciclo) e secundário geral. 

O Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto foi criado em 2013, em resultado da agregação da Escola Secundária Frei Heitor Pinto e dos agrupamentos de escolas de Tortosendo e de Entre Ribeiras ­- Paúl. É constituído por seis jardins de infância, 10 escolas básicas e pela Escola Secundária Frei Heitor Pinto (escola-sede). Os estabelecimentos de educação e ensino estão implantados numa vasta área rural, suburbana e urbana a oeste e sul da cidade de Covilhã, dispersos por 10 freguesias do concelho, numa área de influência que abrange mais de 50% deste território:

CONSTITUIÇÃO DO AGRUPAMENTO

JARDINS DE INFÂNCIA E ESCOLAS


EPE

1.º CEB

2.º CEB

3.º CEB

SEC
Escola Secundária Frei Heitor Pinto, Covilhã



Escola Básica de Tortosendo, Covilhã



Escola Básica n.º 2 de Paúl, Covilhã



Escola Básica de Barroca Grande, Covilhã



Escola Básica de Cortes, Covilhã



Escola Básica de Dominguizo, Covilhã



Escola Básica de Largo da Feira, Tortosendo, Covilhã




Escola Básica de Montes Hermínios, Tortosendo, Covilhã




Escola Básica de Peso, Covilhã




Escola Básica de Unhais da Serra, Covilhã



Escola Básica n.º 1 de Paúl, Covilhã



Jardim de Infância de Coutada, Covilhã




Jardim de Infância de Peso, Covilhã




Jardim de Infância de São Jorge da Beira, Covilhã




Jardim de Infância de Vales do Rio, Covilhã




Jardim de Infância Os Loureiros, Tortosendo, Covilhã




Jardim de Infância Ovo Mágico, Tortosendo, Covilhã





Fonte: Inspecção-Geral da Educação e Ciência (2016)

P.M.

BIBLIOGRAFIA:

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS FREI HEITOR PINTO (2019). História da escola sede [em linha]. Consulta: 12 de abr. 2019. Disponível: http://www.aefhp.pt/

ARROIO, António José (1914). Relatório sobre a situação da Escola Industrial Campos Melo, Ministério da Instrução Pública. Lisboa: Imprensa nacional.

BORGES, António Garcia (2009). História da Freguesia de São Pedro da Covilhã. Covilhã: Edição da Junta de Freguesia de São Pedro, 2009.

INSPECÇÃO-GERAL DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA (2016). Avaliação externa das escolas: relatório, Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto, Covilhã [em linha]. Consulta: 12 de abr. 2019. Disponível: http://www.ige.min-edu.pt/upload/AEE_2016_Centro/AEE_2016_AE_Frei_Heitor_Pinto_Covilha_R.pdf

NÓVOA, António (2003). Liceu Heitor Pinto, Covilhã. In: Liceus de Portugal. Lisboa: Asa.

SILVA, José Aires da (1970). História da Covilhã: 1870-1970, centenário da cidade. Lisboa: [s.n.].