2014/10/29

Instrumentos de Medida no Museu Virtual da Educação- II


Instrumentos de medida no Museu Virtual da Educação – peso e tempo



O tempo é uma grandeza física que se pode medir. Implica a existência de um mecanismo físico que repita de maneira uniforme e simétrica um determinado evento. Isto quer dizer que para medir o tempo é necessário possuir um aparelho que produza eventos repetitivos regularmente.

Relógio

A medição exata do tempo é relativamente recente, embora o homem se tenha baseado em fatos regulares – fenómenos naturais – para estabelecer padrões de mensurabilidade temporal. As unidades de tempo que usamos são o dia, dividido em horas, estas em minutos, e estes em segundos.
O relógio é o aparelho mais comum para a medição e indicação das horas, tendo surgido devido à necessidade de medir intervalos de tempo mais curtos do que os intervalos naturais, como o dia, a noite, os meses ou os anos. A sua evolução fez-se lentamentamente e existem vários tipos de relógios: relógio de sol, relógio de água, relógio de areia, relógio de bolso, relógio de pulso, entre outros.

Ampulheta
ME/ESDMF/352
A ampulheta, ou relógio de areia, é um dos objetos mais antigos utilizados na mediação do tempo. É constituída por duas âmbulas transparentes que comunicam entre si por um pequeno orifício que deixa passar uma quantidade determinada de areia de uma para a outra. O tempo que decorre entre a passagem da areia de um recipiente para o outro é sempre igual.

Cronómetro
ME/152481/80
Também o cronómetro é utilizado para medir fracções de tempo, geralmente bastante curtas, e com grande precisão. Os seus dois ponteiros permitem medir simultaneamente segundos e centésimas de segundo.

Metrónomo
ME/400177/1
A par destes instrumentos, pode referir o metrónomo, um aparelho que serve para medir o tempo musical. Inventado em 1812 por Dietrich Nikolaus Winkel, um relojoeiro de Amesterdão, a patente acabaria por ser concedida em 1816 a Johann Mälzel depois deste ter copiado algumas das ideias do seu precursor. O metrónomo consiste num pêndulo oscilante capaz de produzir, através da força exercida por um peso na sua haste, pulsações regulares de duração mais longa ou mais curta. A cada oscilação corresponde um tempo do compasso musical. O metrónomo é utilizado quer para manter um tempo regular ao longo de toda a composição musical (ou numa das suas partes), quer para indicar o tempo em torno do qual são efectuadas as variações.



O peso é outra grandeza de força física e a unidade comumente utilizada para representá-lo é o Kg. O instrumento que mais comumente se utiliza para a realização deste tipo de medições é a balança. A balança mede a massa de um corpo, existindo vários tipos, consoante a precisão de resultados que pretendemos.

O dinamómetro permite igualmente fazer medições de peso, podendo o valor da força ser medido através do deslocamento de um parafuso, fixo ao cilindro de menor diâmetro, que desliza numa ranhura, existente no cilindro de maior diâmetro, onde se encontra gravada uma escala.
 


Dinamómetro
ME/400270/46
 








Bibliografia:  
Museu Virtual da Educação (2014) [em linha].
[Consulta: 26 de junho de 2014]

Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2014) [em linha].
[Consulta: 26 de junho de 2014]

Baú da Física e Química. Instrumentos antigos de Física e Química de escolas secundárias em Portugal (2014) [em linha]
[Consulta: 26 de junho de 2014]



MJS

2014/10/22

Instrumentos de medida no Museu Virtual da Educação - I


Instrumentos de medida no Museu Virtual da Educação: comprimentos e distâncias


Um instrumento de medida é um dispositivo que possui um sistema capaz de fornecer dados relativamente a quantidades e grandezas físicas ou registar informações. Dependendo do tamanho do objeto a ser medido, são necessários aparelhos ou métodos diferentes: comprimento, temperatura, volume ou peso.
O ato de medir implica que o instrumento converta determinada grandeza física num sinal, mecânico ou elétrico, e que seja possível que o utilizador interprete esse sinal, quer através de um ponteiro ou de um visor, quer através de uma indicação numérica.

Régua
ME/400956/337
No Museu Virtual da Educação encontram-se diferentes tipos de objetos que permitem medir grandezas distintas. Nesta pequena abordagem, divulgaremos alguns instrumentos que medem distâncias e ângulos.Os mais comuns são a régua, o transferidor e a craveira.
A régua, é um instrumento utilizado em geometria, próprio para traçar segmentos de reta e medir distâncias pequenas. É composta por uma lâmina de madeira, plástico ou metal, contendo uma escala, geralmente centimétrica e milimétrica.


O transferidor é composto por uma escala circular, ou de seções de círculo, dividida e marcada em ângulos espaçados regularmente. A sua utilização é diversificada em diversas atividades que requeiram o uso e a medição de ângulos com

Craveira
ME/400130/16
precisão.

A craveira consiste numa régua graduada e dentada, sobre a qual desliza um cursor (ou haste dentada) com uma abertura, no bordo da qual está um nónio. A escala varia e deslizando o cursor ou haste dentada pode medir-se com precisão espessuras, diâmetros internos e externos e alturas interiores.

Astrolábio
ME/400749/100
Por outro lado, existem instrumentos que medem distâncias mais longas e calculam ângulos, permitindo uma orientação precisa. É o caso do astrolábio e do sextante. O astrolábio, antigo instrumento naval, era utilizado para medir a altura dos astros acima do horizonte. Também permitia a resolução de problemas geométricos, como calcular a altura de um edifício ou a profundidade de um poço. Era usado para determinar a posição dos astros no céu e foi por muito tempo utilizado como instrumento para a navegação marítima com base na determinação da posição das estrelas.

Sextante
ME/400002/190
Mais tarde foi simplificado e substituído pelo sextante que media a distância angular na vertical entre um astro e a linha do horizonte para fins de cálculo da posição e para corrigir os eventuais erros da navegação estimada.
Também se pode referir o teodolito, instrumento de precisão óptico que mensura ângulos verticais e horizontais, aplicado em diversos setores como na navegação, na construção civil, na agricultura e na meteorologia.

Teodolito
ME/400002/104
 

Bibliografia:  
Museu Virtual da Educação (2014) [em linha].
[Consulta: 26 de junho de 2014]

Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2014) [em linha].
[Consulta: 26 de junho de 2014]


Baú da Física e Química. Instrumentos antigos de Física e Química de escolas secundárias em Portugal (2014) [em linha]
[Consulta: 26 de junho de 2014]



MJS

2014/10/15

Peça do mês de outubro


Efusiómetro de Bunsen
Instrumento utilizado nas aulas de Física. Trata-se de um tubo de vidro ligado por um tubo de borracha a uma ampola esférica instalada num suporte de ferro. O tubo de vidro tem torneira superior e, dentro dele, um flutuador em forma de ampulheta. Pertencem-lhe 3 tubos de vidro com orifício fino para efusão dos gases, que se encontram numa caixa de plástico. Todo o dispositivo assenta numa base metálica. Está inventariado com o número ME/401778/134 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Fonseca Benevides.
Robert Wilhelm Bunsen (1811 – 1899) foi um cientista alemão. Nasceu numa família de académicos e estudou química na Universidade de Gottingen. Professor em diversas universidades, desenvolveu várias investigações experimentais sobretudo na área da análise de elementos químicos.
Vários foram os aparelhos inventados por Bunsen, nomeadamente o chamado “bico de Bunsen” que se destinava ao aquecimento de substâncias por combustão de gás, desenvolvido a partir de um dispositivo de Michael Faraday: estava aberto o caminho da espetroscopia química. Foi então possível observar as linhas de emissão espectral do rubídio e do césio, elementos descobertos pelo cientista em parceria com Gustav Kirchhoff.
Este investigador deu o seu nome a outros instrumentos, tal como o referenciado Efusiómetro de Bunsen, um aparelho que permite determinar a densidade de um gás através da medição da sua velocidade de escoamento através de um orifício. O fotómetro de Bunsen também foi inventado por ele e permitia comparar intensidades luminosas.
Bunsen foi mentor de várias figuras de destaque na área das ciências como é o caso de Dmitri Mendeleev, Adolf von Baeyer, Fritz Haber e Philipp Lenard.

2014/10/08

Tardes no Thalia

No dia 23 de outubro, a partir das 18 horas, venha passar o seu fim de tarde no Teatro Thália (Estrada das Laranjeiras, 205). O tema para esta tarde será Do Teatro na Paisagem ao Teatro de Jardim, seguido do momento musical a cargo do Coro Edu(can)tare.

Inscrições obrigatórias, sujeitas à capacidade da sala, através do email: teatro.thalia@sec-geral.mec.pt

2014/10/01

Encontro Internacional de Arquivos - 2014

O Encontro Internacional de Arquivos irá decorrer nos próximos dias 3 e 4 de Outubro na Universidade de Évora, tendo como objetivo constituir-se como um fórum de partilha de conhecimentos ao nível das competências dos profissionais de informação. Para saber mais clique aqui.

2014/09/24

Jornadas Europeias do Património - 2014

As Jornadas Europeias do Património 2014 irão decorrer nos próximos dias 26, 27 e 28 de setembro. Subordinadas ao tema "Património, sempre uma descoberta" incluem cerca de 500 atividades distribuídas por todo o país. Para saber mais clique aqui.

2014/09/17

Peça do mês de setembro

Divisão celular
Conjunto de sete modelos de divisão celular para exemplificação nas aulas de Ciências Naturais. São constituídos por uma base redonda de madeira, do centro da qual se eleva uma haste, no topo do qual se inserem os corpos de gesso moldado. Representam a segmentação e gastrulação de um cordado, provavelmente de um anfioxo através de pequenos modelos de um ovo, de blástulas em diferentes etapas do desenvolvimento e de uma gástrula, de cor castanha amarelada. Está inventariado com o número ME/401109/129 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Camões.
O uso de modelos para o ensino da divisão celular permite facilitar a apreensão de conceitos abstratos para os alunos, para que estes, através da visualização, possam compreender o processo, expondo as suas dúvidas de forma concreta. Para além disso, os modelos permitem melhorar a qualidade da comunicação no processo de ensino-aprendizagem.
A divisão celular nos seres vivos é o processo através do qual uma célula se divide em duas (mitose) e em quatro (meiose), contendo em si toda a informação genética de uma espécie.
Através da mitose a “célula-mãe” distribui igualmente os cromossomas e os constituintes citoplasmáticos por duas “células-filha”. Este processo inclui várias fases: prófase, metáfase, anáfase e telófase. A meiose ocorre quando a “célula-mãe” dá origem a quatro “células-filha” incluindo as fases já referidas.
MJS