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2014/08/06
Catálogo de Publicações do CILIP - Chartered Institute of Library and Information Professionals
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2014/07/30
Seomara da Costa Primo: o espólio museológico
Seomara da Costa Primo: o espólio museológico
A Escola Secundária Seomara da Costa Primo, Amadora, tem à
sua guarda o núcleo fundamental do espólio da investigadora. Foi constituído
através de doações de várias escolas e particulares, tendo sido organizado em
1989, quando a Escola Secundária da Venteira alterou o seu nome, tendo como
patrona esta ilustre personagem.
No total conta com 600 objetos museológicos que incluem
aguarelas, manuais escolares, publicações, apontamentos, objetos pessoais e
vários livros.
No Museu Virtual da Educação estão identificados 155 registos
da autoria de Seomara da Costa Primo, entre os quais, pinturas, desenhos e
imagens parietais de ciências naturais. Este espólio encontra-se distribuído
por várias escolas, entre as quais a Escola Secundária D. João de Castro, Escola
Secundária de Passos Manuel, Escola Secundária Josefa de Óbidos, Escola Secundária
Rainha D. Amélia, Escola Secundária Raínha D. Leonor, Escola Secundária Alves
Martins e Escola Secundária Seomara da Costa Primo. 
|
ME/402436/442
Imagem parietal de embriogénese
|
A
demonstração gráfica de leis científicas, como é o caso da Lei de Mendel,
também faz parte do seu espólio. Trata-se de um conjunto de príncipios que
dizem respeito à transmissão hereditária de características e que se tornaram
fundamentais para as descobertas futuras ligadas aos cromossomas.
Os
desenhos da autora são diversos, executados em diferentes materiais: carvão,
aguarela, tinta da china, entre outros. São imagens de grande rigor científico e
beleza, relacionados com as áreas de botânica e de zoologia.
Na área da
botânica podemos apontar um desenho extremamente realista, realizado a carvão e
que representa algumas folhas
Outro exemplo é um desenho,
executado em aguarela, onde surgem quatro imagens de grande rigor: dois tipos
de flores em corte transversal e ao lado duas imagens aumentadas e em corte,
com grande pormenor.

|
ME/402760/79
Desenho
|
Digno de nota é igualmente o desenho a aguarela de dois
pássaros exóticos, provavelmente papagaios ou araras que se encontram pousados
sobre um galho de árvore.
Bibliografia:
Museu Virtual da
Educação (2014) [em linha].
[Consulta: 27 de junho de 2014]
Escola Secundária
Seomara da Costa Primo (2014) [em
linha].
[Consulta: 27 de junho de 2014]
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2014/07/22
Seomara da Costa Primo - Vida e obra literária
Seomara da Costa Prima: a sua vida e a sua obra literária

“Filha de Maria Luísa Buttuller e de Manuel da Costa Primo,
nasceu em Lisboa, na freguesia do Socorro, no dia 10 de Novembro de 1895 e veio
a falecer na Amadora, onde viveu cerca de meio século, no dia 2 de Abril de
1986.
Frequentou como aluna o liceu Passos Manuel, enquanto vivia
com seu pai na Rua de S. João da Praça. Nesse liceu, terminou o Curso
Complementar de Ciências em 1913, entrando de seguida na Faculdade de Ciências
da Universidade de Lisboa onde concluíu o Curso de Ciências Histórico-Naturais
em 1919.
No decurso do ano lectivo de 1917-18 frequentou na Faculdade
de Medicina as cadeiras de Histologia e Embriologia. Em 1942 defendeu a Tese de
Doutoramento, tendo sido a primeira mulher a doutorar-se em Ciências, o que lhe
valeu a divulgação do ocorrido na Imprensa quotidiana bem como o acesso à
cátedra de Botânica na Faculdade de Ciências de Lisboa em 1943.
Foi como professora do Ensino Liceal - cargo que viria a
acumular com a docência Universitária entre 1921 e 1942 - que desenvolveu
intensa actividade tanto no campo científico e pedagógico como no associativo.
Foi autora de diversos compêndios para o Ensino Liceal, de
Botânica, de Biologia e de Zoologia -profusamente ilustrados com aguarelas e carvões executados por si- que acompanharam
gerações de alunos do Ensino Liceal, entre os anos trinta e setenta. O seu
gosto pelo desenho e pela pintura permite encontrar no seu espólio um número
muito significativo de aguarelas, representando plantas e animais.
O nome de Seomara da Costa Primo surge também associado à
Federação das Associações dos Professores dos Liceus Portugueses (cujos Estatutos
foram aprovados em Maio de 1926), não só pelo facto de desde 1927, ter feito
parte dos seus corpos gerentes, mas igualmente por ter apresentado diversas
comunicações nos Congressos realizados pela associação.
Foi pela mão da Professora Seomara que o cinema educativo se
estreou no Liceu Maria Amália, no dia 24 de Junho de 1929, com o filme
"Chang", de que o suplemento de "O Século" (o
"Cinéfilo") faz eco, ao publicar um extenso artigo de Seomara
intitulado "«Chang», Uma lição no Liceu Maria Amália Vaz de
Carvalho", onde, para além de uma história breve do Cinema, são
salientadas as vantagens do cinema educativo como forma de aproximar os alunos
da realidade.

Quanto à educação, Seomara pensava que: "A educação não
consiste já na acumulação de noções por vezes demasiada, numa exagerada fase
intelectual -conjunto de noções mal fixadas umas, mal interpretadas outras, por
vezes mal usadas todas- consiste antes na preparação do indivíduo para a vida,
visando aquela selecção e cultura das qualidades da raça, tornando-o apto a
agir e a vencer no meio a que é destinado" (Primo, 1939). Mas, para além
desta visão global da educação, também se pronuncia relativamente à necessidade
de adopção de novos métodos de ensino - o que, aliás, o discurso curricular
oficial irá propor, sem no entanto realizar - e tomando uma posição crítica
relativamente aos programas do ensino liceal : "...transformação dos
métodos de ensino em métodos activos, que tendem a favorecer a actividade
pessoal da criança, procurando rodeá-la das mesmas condições que encontrará na
vida, levando-a a resolver problemas em que é colocada, dentro das suas forças
e da sua mentalidade, o que é certo é que também nos nossos programas muito pouco
se cuida dos problemas da vida." (Primo, 1930).
Também a especificidade feminina foi objecto de referência,
no que concerne ao papel da mulher na sociedade e à educação das raparigas:
"Quanto mais esclarecida (...) for [a mulher], tanto mais elevará a sua
missão de mãe. A cultura nunca fará mal às raparigas. Poderá resultar melhor
até, porque é a mulher, de facto, quem exerce mais influência no espírito dos
filhos. Fomentar, pois, a sua cultura, elevar a sua mentalidade, é pedra de
toque de um país verdadeiramente civilizado" (Primo, 1943).
Seomara foi autora de inúmeros artigos de índole científica,
publicados na imprensa da especialidade, bem como em órgãos de divulgação,
tendo sido citada na imprensa estrangeira. Efectuou diversas viagens de estudo
de âmbito científico e pedagógico, à França, Alemanha, Bélgica, Holanda e
Suiça.
Apesar de ter lutado pela dignificação da profissão docente e
pelo estatuto da mulher na sociedade portuguesa e de ter veiculado esses
princípios junto das pessoas que com ela conviveram, os seus últimos anos de
vida foram passados com grandes dificuldades de subsistência.”
No decorrer da sua vida, Seomara publicou várias obras de
caráter cientifico e alguns manuais escolares. A lista apresentada foi retirada
do site da Escola Secundária Seomara da Costa Primo, redigida por Guida Aguiar
de Carvalho e encontra-se organizada por ordem cronológica:
- «Chang» Uma lição no Liceu Mª
Amália Vaz de Carvalho, (1929). in Cinéfilo, nº 50.
- O XI Congresso Internacional de Ensino Secundário, (1929). Imprensa Portugal-Brasil.
- Do Êxito das Ciências Biológicas do Ensino Secundário, (1929). Imprensa Portugal-Brasil.
- A educação e a Cruz Vermelha da mocidade, (1930). in Modas & Bordados, nº 957.
- A educação e a Cruz Vermelha, (1930). Imprensa Beleza.
- Cruz Vermelha Infantil, (1931). Imprensa Portugal-Brasil.
- Compêndio de Botânica para a II e V classes do Liceu (1932).
- Compêndio de Botânica para a VI e VII classes do Liceu (1932).
- Algumas observações sobre a folha de cistus em habitats diferentes (1934). Lisboa: Imprensa Portugal-Brasil.
- Action du progynon sur la croissance des végetaux (1935). Bulletin de la Societé Portugaise des Sciences
Naturelles, nº 4. Lisboa.
- Compêndio de Botânica para as III, IV e V classes dos Liceus (1935). Lisboa: Edição da autora.
- Quelques observations sur la végétation de Sagres et du Cap de São
Vicente (1936). Bulletin de la
Societé Portugaise des Sciences Naturelles, nº 17. Lisboa.
- Sur le comportement des germinations des graines en présence de
quelques alcools, (1936). Bulletin de la
Societé Portugaise des Sciences Naturelles, nº 21. Lisboa.
- Action du progynon sur la germination et
l'allongement des racines,
(1936). Separata do Boletim da
Sociedade Broteriana, Vol XI. Lisboa.
- O grânulo do pólen na classificação das plantas, (1937). Naturalia, nº 4. Lisboa.
- Compêndio de Biologia, III Ciclo do Liceu (1937). Lisboa: Livraria Bertrand.
- Compêndio de Botânica, II e V Anos do Liceu (1937). Lisboa: Livraria Bertrand.
- Compêndio de Botânica, VI e VI Anos do Liceu (1937). Lisboa: Livraria Bertrand.
- Carlos de Lineu (1938) O Académico Figueirense, nº5 - Ano V - 5ª série e Separata de O
Académico Figueirense, Figueira da Foz.
- Compêndio de Zoologia, IV, V e VI Anos do Liceu, (1939). Lisboa: Sá da
Costa.
- Algumas considerações sobre a tese «Localização do Ensino
Secundário num Plano Geral de Ensino», (1939). Lisboa: Imprensa Portugal-Brasil.
- Valor Educativo das Ciências Biológicas, (1941). Lisboa: Imprensa Portugal-Brasil.
- Contribuição para o estudo comparativo da acção do arsénio e da
colquicina na célula vegetal, (1941). Lisboa: Imprensa Portugal-Brasil.
- Da acção do naftaleno na mitose da célula vegetal, (1941). I Congresso Nacional de Ciências
Naturais. Lisboa: Imprensa Portugal-Brasil.
- Da influência dos vapores do timol e da cânfora na célula vegetal, (1941). I Congresso Nacional de Ciências
Naturais. Lisboa: Imprensa Portugal-Brasil.
- Do comportamento da cariocinese na presença de alguns alcoois, (1941). I Congresso Nacional de Ciências
Naturais. Lisboa: Imprensa Portugal-Brasil.
- Da influência do p-diclorobenzeno na germinação e na mitose, (1942). in Bulletin de la Société Portugaise
des Sciences Naturelles, nº 5. Lisboa.
- Contribuição para o estudo da estrutura do citoplasma, (1943). Lisboa: Imprensa Portugal-Brasil.
- A Mulher contemporânea, entrevista, (1943). Diário de Lisboa, 21 de Maio.
- Entrevista (1944). Eva, Número de Março.
- Compêndio de Botânica, II Ciclo do Liceu, (1950). Lisboa: Livraria Bertrand.
- Biologia, 6º ano, (1965). Lisboa: Sá da Costa.
- Zoologia, 3º ano, (1965). Lisboa: Sá da Costa.
- Botânica, 4º e 5º anos, (s/ data). Livraria Popular Francisco Franco.
Bibliografia:
Museu Virtual da
Educação (2014) [em linha].
[Consulta: 27 de junho de 2014]
Escola Secundária
Seomara da Costa Primo (2014) [em
linha].
[Consulta: 27 de junho de 2014]
Imagens:
Memória recente e
antiga (2014) [em linha]
[Consulta: 27 de junho de 2014]
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2014/07/16
Peça do mês de julho
Detetor ou coesor de Branly, isolado sobre uma base de madeira, composto
por um dispositivo tubular de vidro, em cujo interior se encontra limalha de
ferro. Através de um conjunto de vários elétrodos encontra-se ligado a uma
antena e à terra. A ocorrência de uma descarga elétrica oscilatória através de
limalha provoca a passagem de corrente no circuito. A bateria fornece mais
corrente e o interruptor eletromagnético é acionado, emitindo um som audível. O
martelo do mecanismo de campainha bate no coesor de Branly, fazendo com que a
limalha se disperse e haja interrupção da corrente. É o primeiro detetor de
oscilações eletromagnéticas, de sensibilidade suficiente para possibilitar a
construção dos primeiros recetores de rádio de aplicação prática. Está
inventariado com o número ME/400427/106 e pertence ao espólio museológico da
Escola Secundária de Santa Maria Maior.
Édouard Branly (1844 – 1940) foi um físico e médico francês, considerado um
dos precursores da invenção da rádio graças ao seu invento, o chamado detetor
de Branly. Graças aos seus trabalhos na área da radio condução, Marconi efetua
em 1899 as ligações radiotelegráficas que conduziriam à telegrafia sem fios.
Branly foi um aluno brilhante, tendo iniciado os seus estudo em 1852 no
Collège de Saint-Quentin.Em 1869 foi nomeado chefe de trabalhos do laboratório
de ensino de física na Faculdade de Ciências de Paris e da Escola Prática de
Altos Estudos, dirigida por Paul Desains. Em 1876, Branly deixa a Universidade,
tornando-se professor no Instituto Católico de Paris. No que respeita às suas
investigações, os resultados mais importantes foram a descoberta do princípio
da radio-condução (1890) e a invenção da telemecânica (1905).
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Peça do mês; Detetor de Branly
2014/07/09
Cavendish no Museu Virtual da Educação
Cavendish no Museu Virtual da Educação

Em 1742 ingressou na Dr.
Newcome's School, situada perto de Londres. Em 1749, prosseguiu os seus estudos, embora
não os tenha concluído, na Universidade
de Cambridge em St Peter's College. Cavendish frequentava a Royal
Society e era bastante respeitado pelos seus membros.
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ME/8055548/227
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Cavendish isolou, produziu e
estudou o hidrogénio (H2). Outros cientistas, como é o caso de Robert
Boyle, já o tinham
feito, mas só Cavendish reconheceu que o hidrogénio era um elemento químico. Observou igualmente, à semelhança de Watt e Lavoisier, que
quando misturado com oxigénio, o hidrogénio reagia transformando-se em água.
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ME/401614/30
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Cavendish morreu em 1810, aos 78 anos, mas muitas das suas
descobertas só foram conhecidas após a sua morte. Cavendish era um indivíduo
muito reservado, evitando publicar a maior parte dos seus trabalho. Em 1879, James Clerk Maxwell tomou conhecimento dos documentos de Cavendish e encontrou
muitas descobertas e antecipações. Entre estas podemos referir o conceito de
“potencial elétrico” e de “constante dielétrica”; a relação entre potencial
elétrico e corrente, atualmente designada por Lei de Ohm; leis para a divisão
da corrente em circuitos paralelos, atribuída a Wheatstone; e a Lei de
Coulomb.
Bibliografia:
Museu Virtual da
Educação (2013) [em linha].
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]
Museu da Física da
Escola Secundária Alexandre Herculano (2013) [em linha].
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]
Professor Bruce
Mattson - Creighton University (2013) [em linha]
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]
Michigan Technological University. Department of Chemistry (2013) [em
linha].
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]
Baú da Física e
Química. Instrumentos antigos de Física e Química de escolas secundárias em
Portugal (2013) [em linha]
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]
MJS
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