2014/07/16

Peça do mês de julho

Detetor de Branly

Detetor ou coesor de Branly, isolado sobre uma base de madeira, composto por um dispositivo tubular de vidro, em cujo interior se encontra limalha de ferro. Através de um conjunto de vários elétrodos encontra-se ligado a uma antena e à terra. A ocorrência de uma descarga elétrica oscilatória através de limalha provoca a passagem de corrente no circuito. A bateria fornece mais corrente e o interruptor eletromagnético é acionado, emitindo um som audível. O martelo do mecanismo de campainha bate no coesor de Branly, fazendo com que a limalha se disperse e haja interrupção da corrente. É o primeiro detetor de oscilações eletromagnéticas, de sensibilidade suficiente para possibilitar a construção dos primeiros recetores de rádio de aplicação prática. Está inventariado com o número ME/400427/106 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Santa Maria Maior.
Édouard Branly (1844 – 1940) foi um físico e médico francês, considerado um dos precursores da invenção da rádio graças ao seu invento, o chamado detetor de Branly. Graças aos seus trabalhos na área da radio condução, Marconi efetua em 1899 as ligações radiotelegráficas que conduziriam à telegrafia sem fios.
Branly foi um aluno brilhante, tendo iniciado os seus estudo em 1852 no Collège de Saint-Quentin.Em 1869 foi nomeado chefe de trabalhos do laboratório de ensino de física na Faculdade de Ciências de Paris e da Escola Prática de Altos Estudos, dirigida por Paul Desains. Em 1876, Branly deixa a Universidade, tornando-se professor no Instituto Católico de Paris. No que respeita às suas investigações, os resultados mais importantes foram a descoberta do princípio da radio-condução (1890) e a invenção da telemecânica (1905).

MJS

2014/07/09

Cavendish no Museu Virtual da Educação


Cavendish no Museu Virtual da Educação


Henry Cavendish (17311810) foi um físico e químico britânico, nascido em Nice, França. A sua mãe, Lady Anne Grey, era filha do Duque de Kent e o seu pai, Lord Charles Cavendish era filho do Segundo Duque de Devonshire.
Em 1742 ingressou na Dr. Newcome's School, situada perto de Londres. Em 1749, prosseguiu os seus estudos, embora não os tenha concluído, na Universidade de Cambridge em St Peter's College. Cavendish frequentava a Royal Society e era bastante respeitado pelos seus membros.
Uma das experiências mais importantes realizadas por Cavendish, entre 1797 e 1798, teve por objetivo medir a densidade da Terra. O cientista aproveitou a ideia da balança de torção, e criou um dispositivo com uma haste e uma esfera de chumbo em cada uma das pontas, determinando a constante da gravitação universal.

ME/8055548/227

Ao estudar os fenómenos elétricos, Cavendish criou um aparelho de demonstração que se designa atualmente por hemisférios de Cavendish. É constituído por uma esfera metálica com suporte isolante e dois hemisférios, ocos, que s e adaptam às dimensões da esfera. Após eletrizar a esfera concluiu nos condutores a eletricidade distribui-se pela superfície externaé
Cavendish isolou, produziu e estudou o hidrogénio (H2). Outros cientistas, como é o caso de Robert Boyle, já o tinham feito, mas só Cavendish reconheceu que o hidrogénio era um elemento químico. Observou igualmente, à semelhança de Watt e Lavoisier, que quando misturado com oxigénio, o hidrogénio reagia transformando-se em água.

ME/401614/30
Cem anos antes de William Ramsay e Lord Rayleigh, Cavendish também determinou a composição da atmosfera terrestre: 79.167% de nitrogénio e argónio e 20.8333% de oxigênio.

Cavendish morreu em 1810, aos 78 anos, mas muitas das suas descobertas só foram conhecidas após a sua morte. Cavendish era um indivíduo muito reservado, evitando publicar a maior parte dos seus trabalho. Em 1879, James Clerk Maxwell tomou conhecimento dos documentos de Cavendish e encontrou muitas descobertas e antecipações. Entre estas podemos referir o conceito de “potencial elétrico” e de “constante dielétrica”; a relação entre potencial elétrico e corrente, atualmente designada por Lei de Ohm; leis para a divisão da corrente em circuitos paralelos, atribuída a Wheatstone; e a Lei de Coulomb.


  

Bibliografia:  
Museu Virtual da Educação (2013) [em linha].
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]

Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2013) [em linha].
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]

Professor Bruce Mattson - Creighton University (2013) [em linha]
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]

Michigan Technological University. Department of Chemistry (2013) [em linha].
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]

Baú da Física e Química. Instrumentos antigos de Física e Química de escolas secundárias em Portugal (2013) [em linha]
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]




MJS



2014/07/02

Exposição virtual "Instrumentos de medida no Museu Virtual da Educação"

Visite aqui a exposição virtual sobre o tema "Instrumentos de medida no Museu Virtual da Educação"

2014/06/25

Ler antes de ler - contributos da biblioteca para a promoção da leitura na primeira infância


No próximo dia 26 de junho irá realizar-se o 32º webinar BAD subordinado ao tema "Ler antes de ler - contributos da biblioteca para a promoção da leitura na primeira infância" que pretende identificar, entre outros, boas prática de promoção precoce da leitura. Para mais informações clique aqui.

2014/06/18

Peça do mês de junho

Dentes de mamute
Exemplar de dentes de mamute utilizado para ilustrar as aulas de Ciências Naturais. Está inventariado com o número ME/342555/84 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Pedro de Santarém.
O mamute é um animal que se encontra extinto há cerca de 12000 anos, muito semelhante ao atual elefante, apresentando tromba e presas de marfim que podiam atingir cinco metros de comprimento e corpo coberto de pelo. Existiam cerca de 14 espécies de mamutes, cuja classificação científica era a seguinte: Reino – Animalia; Filo – Chordata; Classe – Mammalia; Ordem – Proboscidea; Família – Elephantidae; Género- Mammuthus.
Distribuía-se pela Europa, norte da Ásia, América do norte e América do Sul e o seu desaparecimento deve-se provavelmente às alterações climáticas do final da Idade do Gelo.
Este fóssil de dentes de mamute é bastante interessante, uma vez que para além das presas, estes animais tinham uma dentição forte e resistente, adaptada ao seu tipo de alimentação exclusivamente baseado em vegetação. As mais recentes investigações sugerem que seria provável que os mamutes mudassem de dentição ao longo da sua vida.



MJS

2014/06/11

Tardes no Thalia - 18 de junho

No dia 18 de junho, a partir das 18 horas, venha passar o seu fim de tarde no Teatro Thália (Estrada das Laranjeiras, 205). Contaremos com  presença de Gaspar Vaz que falará sobre o tema Os Cursos Profissionais de Música: entre o ideal e o possível, seguido do momento musical a cargo do Agrupamento de Escolas de Cister - Alcobaça.

Inscrições obrigatórias, sujeitas à capacidade da sala, através do email: teatro.thalia@sec-geral.mec.pt

2014/06/04

SOS Digital: edição especial dia 18 de junho

A iniciativa SOS digital da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) vai ter uma edição especial no dia 18 de junho, dedicada à apresentação, esclarecimento e debate de conceitos base e avançados sobre vários aspetos e perspetivas de preservação
digital. Para mais informação clique aqui.