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2013/12/04

Samuel Morse (1791 —1872)


Morse no Museu Virtual da Educação


Samuel Finley Breese Morse (17911872) foi um inventor, físico e pintor de origem norte americana. Nasceu em Charlestown, no seio de uma família de tradições puritanas, estudou na Academia Philips, e posteriormente na Universidade de Yale, da qual saiu em 1810.
Prosseguiu os seus estudos na área da pintura na Royal Academy em Londres, entre 1811 e 1815. De regresso aos Estados Unidos, abriu um estúdio de pintura em Boston, tendo-se mudado para Nova Iorque em 1823. Entre a Europa e os Estados Unidos, Morse fundou a Academia Nacional de Desenho e tornou-se professor de pintura e escultura na Universidade de Nova Iorque, obtendo um enorme reconhecimento e fama como retratista.


Durante a década de 1830 criou o telégrafo - “Recording Electric Telegraph”. Este aparelho transmitia sinais a um quilómetro de distância, embora não os recebesse pela mesma linha, o que Morse só conseguiu em 1837. Vários cientistas já se tinham debruçado sobre estas matérias, nomeadamente Wheathstone e Cooke que desenvolveram um aparelho telegráfico com cinco agulhas. No entanto, foi o telégrafo concebido por Morse e Alfred Vail que mais se destacou.



Era formado por uma aparelho emissor e um recetor, permitindo comunicar com uma única tecla que fechava um circuito elétrico quando premida, emitindo um sinal sonoro, luminoso ou um sinal marcado em papel. Desta forma, traduzia sob a forma de pontos e traços o alfabeto, a pontuação e os números. Assim nasce o chamado Código Morse, um sistema de representação de letras, números e sinais de pontuação que combinava traços, pontos e pausas para transmitir informações através de impulsos telegráficos.
Este instrumento funcionava com a chamada “chave de Morse”, um transmissor chave ou manipulador, utilizado para a emissão de sinais de uma, para outra estação, fechando o circuito eléctrico que engloba o circuito da pilha local, linha de transmissão e os aparelhos receptores da estação destinatária.

ME/402436/1851
Morse teve muitas dificuldades em implementar o seu sistema, tendo-lhe sido negado qualquer tipo de apoio financeiro. Mas, em 1843 construiu a linha telegráfica entre Baltimore e Washington, a primeira de muitas que constituíram uma rede por todo o país e posteriormente por todo o mundo. O telégrafo de Morse tornou-se indispensável num mundo em constante mudança, tendo permitido um desenvolvimento crucial da comunicação a longa distância. A partir de 1858 existiam telégrafos por toda a Europa, inclusive em Portugal.
O telégrafo continuou a ser aperfeiçoado, nomeadamente com o trabalho de Thomas Edison. A evolução natural das formas de comunicação fez com que o telégrafo primitivo desaparecesse.

Bibliografia:  
Museu Virtual da Educação (2013) [em linha].
[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

Museu da Física da Escola Secundária Alexandre Herculano (2013) [em linha].
[Consulta: 28 de Novembro de 2013]

Baú da Física e Química. Instrumentos antigos de Física e Química de escolas secundárias em Portugal (2013) [em linha]
[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

Samuel Morse Biography and Inventions (2013) [em linha]
[Consulta: 18 de Novembro de 2013]

Código Morse: o que é e quando surgiu (2013) [em linha]
[Consulta: 18 de Novembro de 2013]




MJS

2013/09/25

Léon Foucault No Museu Virtual da Educação


Léon Foucault no Museu Virtual da Educação


Jean Bernard Léon Foucault (18 de Setembro de 1819 – 11 de Fevereiro de 1868) foi um físico e astrónomo francês, filho de um publicitário parisiense. Estudou em casa e seguiu a área de medicina, que abandonou para se dedicar à física.

A melhoria das técnicas de fotografia de Daguerre captou a sua atenção durante os primeiros anos, tendo sido assistente experimental de Alfred Donné (1801-1878). Em colaboração com Hippolyte Fizeau, fez algumas investigações sobre a intensidade da luz solar, concluindo que os raios luminosos que diferem no comprimento do caminho ótico e na polarização cromática da luz.
Em 1850, Foucault fez uma experiência de medição da velocidade da luz através de um aparelho que ficou conhecido como aparelho de Fizeau-Foucault. Conseguiu demonstrar que a luz viaja mais lentamente na água do que no ar.


Um dos instrumentos utilizados por Foucault foi um espelho girante de quatro faces, colocado num suporte rotativo, que permitia realizar experiências de óptica e de mecânica e era utilizado na determinação da velocidade da luz.

Em 1851, realizou uma demonstração experimental da rotação da Terra em torno seu eixo, através de um pêndulo, que ficou conhecido como Pêndulo de Foucault.
Pêndulo de Foucault
ME/4027/58/33
Este instrumento é geralmente constituido por uma haste à qual está acoplado um pêndulo, tendo na base os pontos geográficos. A originalidade do pêndulo reside no facto de não ser fixo. A rotação do plano pendular é devida (e prova) a rotação da Terra. A velocidade e a direcção de rotação do plano pendular permitem igualmente determinar a latitude do local da experiência, sem nenhuma observação astronómica exterior.

Em 1852, Foucault concebeu o giroscópio, que permitia igualmente provar a sua teoria. Trata-se de um instrumento que consiste num rotor suspenso por um suporte formado por dois círculos articulados, e que funciona de acordo com o princípio da inércia. Ou seja, um conjunto de várias rodas livres que podem girar em qualquer direcção mas que se opõem a qualquer tentativa de mudança da sua direcção original.


Em 1857, Foucault inventou o polarizador, e no ano seguinte criou um método para investigar espelhos de telescópios refletores. O teste de Foucault determinava o formato de um espelho a partir dos comprimentos focais das suas áreas, comumente chamados de zonas e medidos a partir do centro do espelho. Assim tornou-se possível realizar uma análise quantitativa da seção cónica do espelho, obtendo um sistema ótico de qualidade.

Em 1864, foi eleito membro da Royal Society de Londres e no ano seguinte publicou artigos sobre a alteração de alguns inventos de Watt. Faleceu em fevereiro de 1868, provavelmente de esclerose múltipla.


Bibliografia:  
Museu Virtual da Educação (2013) [em linha].
[Consulta: 18 de Setembro de 2013]

Wikipédia (2013) [em linha].
[Consulta: 18 de Setembro de 2013]

Geocities WS (2013) [em linha].
[Consulta: 18 de Setembro de 2013]

The MacTutor History of Mathematics archive (2013) [em linha].
[Consulta: 18 de Setembro de 2013]

MJS

2013/03/27

Exposição virtual "Portugal em postais"



Visite aqui a exposição sobre o tema "Portugal em postais" que inclui vários postais dos anos 40/50 do século XX, sobre diversas regiões portuguesas.

2013/01/16

Peça do mês de janeiro


Jarro
Galo vidrado branco e vermelho (crista), que forma um recipiente com tampa (costas do animal). A cauda tem forma de pega. Está inventariado com o número ME/402618/84 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro.
Situada no centro da cidade das Caldas da Rainha, a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro teve origem na Escola de Desenho Industrial Rainha D. Leonor, criada em 1884. Em 1919 passou a denominar-se Escola de Artes e Ofícios e mais tarde Escola Industrial e Comercial Rainha D. Leonor. Com a reforma do ensino técnico, a sua designação passou a ser Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha e em 1973 adotou o nome atual.
Esta peça insere-se na típica cerâmica figurativa das Caldas da Rainha. Embora não se possa datar com precisão a introdução destes “bonecos” de louça, pensa-se que possam ser atribuídos a Maria dos Cacos, cuja oficina remonta ao período 1820-1850. Durante a primeira metade do século XIX, a produção de louça vidrada caldense foi pródiga em objetos inspirados na figura humana e animal, cuja forma é adaptada a funções utilitárias e/ou decorativas: castiçais, paliteiros, apitos, canecas, vasilhas, suspensões decorativas ou peças de jardim. Os animais representados com maior frequência são cães, macacos, leões, touros ou galos. Supõe-se que a oficina de Manuel Mafra, em 1853 teria tomado a de Maria dos Cacos, o que se traduziu numa forte projeção da cerâmica caldense, com a introdução de mais modelos e do aumento da qualidade e criatividade das peças (burros, porcos, gatos, aves, peixes, répteis). Rafael Bordalo Pinheiro instalou-se neste centro cerâmico com a Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, em 1884, trazendo várias inovações como o retomar da figuração humana. Estão nesta linha as representações do Zé Povinho e de outras figuras comuns (ama, polícia, sacristão, cura) ou políticas (Visconde Faria, Marquês de Franco, o Barriga). Em todas elas, o humor e a caricatura surge como marca identificadora. Bordalo Pinheiro retomou igualmente a produção dos "paliteiros” e introduziu a representação de figuras regionais, geralmente miniaturais.

Bibliografia e informação adicional:


Para consultar a história da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro




MJS

2012/11/02

Exposição virtual "Máquinas e ferramentas no Museu Virtual da Educação"

Encontra-se disponível uma exposição virtual com o título "Máquinas e ferramentas no Museu Virtual da Educação", que inclui não só várias ferramentas utilizadas no contexto das práticas pedagógicas, mas também algumas fotografias ilustrando o seu uso. Para aceder à exposição clique aqui.