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2019/07/30

Peça do mês de fevereiro

Fotómetro de Bunsen
O instrumento faz parte de uma bancada de ótica com elementos intermutáveis, referenciado no catálogo «W. M. Welch Scientific Company, Chicago, U.S.A.» páginas 282 e 283. Servia para experiências nas aulas de Física. O aparelho é constituído por uma caixa em forma de tronco de prisma em madeira pintada de negro, com duas superfícies espelhadas, fazendo um ângulo aproximado de 120º entre si. Entre estas superfícies está montado um cartão negro com uma superfície circular branca no centro da qual há uma mancha de cera. Este elemento intermédio, reflete-se à esquerda e direita nas superfícies espelhadas. Tem como suporte um tubo cilíndrico em cobre.
Está inventariado com o número ME/401857/703 e pertence ao espólio museológico da Escola Secundária de Gil Vicente.
Este dispositivo, inventado por Bunsen em 1841, destina-se a medir a intensidade da luz através de parâmetros fotográficos., ou seja, converte a luz em corrente elétrica para que esta possa ser medida de acordo com a velocidade de obturação ou com a abertura do diafragma. O fotómetro, em suma, mede a intensidade da luz no ambiente, para aumentar a qualidade das fotografias.



MJS

2011/04/29

Peça do mês de abril


Pintura

Aguarela da autoria de Seomara da Costa Primo, representando um elemento de botânica, Impaticus, datado de 1977.
A pintura pertence à Escola Secundária Seomara da Costa Primo, com o número de inventário ME/402760/04
Seomara da Costa Primo (1895 – 1986) nasceu em Lisboa, filha de Maria Luísa Buttuler e Manuel da Costa Primo
Estudou no Liceu Passos Manuel, onde terminou o Curso Complementar de Ciências em 1913. Posteriormente ingressou na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa tendo concluído o Curso de Ciências Histórico-Naturais em 1919. Frequentou o Curso do Magistério Liceal e concluiu o Exame de Estado em 1922. No período decorrente entre 1921 e 1942 foi professora do ensino liceal, a par da docência universitária, tendo leccionado no antigo Liceu Almeida Garrett e no Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho.
A sua actividade desenvolveu-se ao nível do ensino liceal, tendo sido autora de numerosos compêndios de Ciências Naturais, ilustrados com as suas aguarelas e carvões.
Seomara da Costa Primo esteve igualmente ligada à Federação das Associações dos Professores dos Liceus Portugueses (1926), tendo feito parte dos corpos dirigentes.
A sua visão da educação foi verdadeiramente inovadora. Promoveu o cinema educativo que se estreou em 1929 no Liceu Maria Amália, a par de um artigo publicado n’”O Século”, da sua autoria, chamando a atenção para as vantagens do cinema na tarefa educativa. Para Seomara da Costa Primo a educação deve não só preparar o aluno para a vida, mas também adoptar novas metodologias mais activas. Em relação à mulher defende que a sua educação e nível cultural “é pedra de toque de um país verdadeiramente civilizado".
Em 1942 defendeu a sua tese de doutoramento, sendo a primeira mulher a obter este grau na área das Ciências. Foi autora de vários artigos de natureza científica, publicados na imprensa da especialidade, tendo efectuado diversas viagens de estudo a países europeus.
A aguarela que apresentamos faz parte do “Núcleo Seomara da Costa Primo”, existente na Escola Secundária Seomara da Costa Primo, antiga Escola Secundária da Venteira, na Amadora. Em 1989, a escola tornou-se um pólo agregador do espólio de Seomara, a partir de doações feitas por diversas entidades e particulares (Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, Museu-Escola Jardim Botânico ou pela Drª. Maria Luísa Azevedo Neves). O espólio é constituído por cerca de 600 peças, entre as quais publicações, apontamentos, fotografias, objectos pessoais e parte da sua biblioteca pessoal.

2008/06/14

Património Museológico da Educação

Um olhar sobre o património museológico da educação


Tema da exposição de materiais didácticos, científicos e artísticos da Educação, que esteve patente nas montras do Ministério durante o mês de Março, e que está a percorrer, numa versão itinerante, as escolas secundárias que integram o projecto Inventário e Digitalização do Património Museológico da Educação, até 4 de Julho.
Estas escolas situam-se nas áreas das Direcções Regionais de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT), Centro (DREC) e Alentejo (DREALENT).
A exposição itinerante, composta por painéis e projecção de um powerpoint, procura ilustrar a história do ensino secundário em Portugal ao longo dos últimos dois séculos, através de imagens antigas e actuais de cada uma dessas mesmas escolas e de peças com interesse museológico nelas existentes, simultaneamente testemunhos do património e da memória de cada instituição escolar e contributos valiosos para a construção da respectiva identidade.

O projecto é coordenado e dinamizado pela Secretaria-Geral do Ministério da Educação.


Escolas e datas previstas para acolherem a exposição
Escolas da DREALENT:- Esc. Sec. Gabriel Pereira (Évora) – 31 de Março a 4 de Abril
- Esc. Sec. Mouzinho da Silveira (Portalegre) – 7 a 11 de Abril
- Esc. Sec. Diogo de Gouveia (Beja) – 14 a 18 de Abril

Escolas da DRELVT:- Esc. Sec. de Bocage – 21 a 26 de Abril (Setúbal)
- Esc. Sec. Passos Manuel – 28 de Abril a 2 de Maio
- Esc. Sec. Pedro Nunes – 5 a 9 de Maio
- Palácio Valadares (ex-Esc. Sec. Veiga Beirão) – 16 de Maio ( no evento realizado pela Secretaria-Geral para assinalar o Dia Internacional dos Museus)

Escolas da DREC:- Esc. Sec. Avelar Brotero (Coimbra) – 19 a 23 de Maio
- Esc. Sec. Campos Melo (Covilhã) – 26 a 30 de Maio
- Esc. Sec. José Estêvão (Aveiro) – 2 a 6 de Junho

Escolas da DRELVT:- Esc. Sec. Jácome Ratton (Tomar) – 6 a 12 de Junho
- Esc. Sec. Gil Vicente – 16 a 20 de Junho
- Esc. Sec. D. Leonor – 23 a 27 de Junho

- Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa – 27 Junho a 4 de Julho