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2012/01/04

UM MANUAL PARA O ENSINO DA QUÍMICA NOS FINAIS DO SÉCULO XIX

"Entre a multidão de fenómenos que se apresentam à nossa contemplação, uns há que desaparecem com a causa que os produziu; outros, pelo contrário, permanecem independentemente do agente que os fez manifestar. Os primeiros são chamados phenomenos physicos, e pertencem especialmente à physica; os segundos são os chimicos e são do domínio da chimica".

Esta explicação pode ler-se na introdução do manual Elementos de Chimica Moderna (4ª ed., 1883) escrito para os alunos do ensino secundário nos finais do século XIX.

Façam download do artigo aqui.

2011/12/20

Os manuais escolares da Biblioteca Histórica

“Que prazer para a vida! O século das crianças apareceu.”

Com esta exclamação, escrita por volta de 1910, se inicia o Prólogo da Cartilha Moderna da autoria de Manuel Antunes Amor, um dos mais divulgados manuais dos inícios do século XX. (ler mais)

2008/05/01

Património Bibliográfico













Nova Escola para Aprender a Ler, Escrever e Contar


Manuel de Andrade de Figueiredo

Segundo Rogério Fernandes, a “revolução” pedagógica do séc. XVIII, tem como uma das manifestações mais interessantes da “influência jesuítica”, relativamente “às concepções fundamentais e moldes de organização escolar”, (p. 41), a obra com o título Nova Escola para aprender a ler, escrever e contar, da autoria de Manuel de Andrade de Figueiredo, datada de 1772.

Dividida em quatro “classes” ou “tratados”, a Nova Escola ocupava-se da iniciação à leitura, caligrafia, ortografia e aritmética, abordando também aspectos mais gerais, como a escolha de professores pelos pais de família, a recusa do método global e a defesa do método silábico, pois “na formação das sílabas consistiria o principal e o maior trabalho do menino” (Fernandes, p.44).
Um aspecto significativo referia-se aos castigos. Figueiredo considerava que “o castigo não se encobre com o amor, pois o mesmo Deus aos que ama castiga. E o castigo se é demasiado parece tirania, se proporcionado é remédio”. Deste modo, condenava os excessos, mas entendia que “a vara e correcção são as que dão a sabedoria ao menino” (Figueiredo, p.5).
Andrade de Figueiredo sublinhava a grande importância social da educação – as “qualificações dos súbditos, assegurava sem hesitações, provêm da sua aplicação enquanto meninos e do ensino dos mestres”. Ele próprio Mestre, conhecia as deficiências do professorado e “atribuía à impreparação metodológica dos docentes o facto de os discípulos penarem longamente nas escolas sem aprenderem a ler” (idem, p.44).
Figueiredo defende a elevada dignidade de ensinar e exigia aos mestres uma personalidade moral de excepção, desejando que estes “possuíssem todos os requisitos indispensáveis” (Fernandes, p.42). O seu contributo vai neste sentido e a “Nova Escola é, por isso mesmo, a obra pedagógica portuguesa do século 18 que mais diligencia inserir-se na realidade escolar, na medida em que pretende constituir um ponto de apoio para o docente” (Fernandes, p.46).
Uma edição fac-similada e restrita desta obra, de 1973, afirma que ela é o “mais belo e célebre livro português sobre o ensino da leitura e da escrita bem como da arte da caligrafia”.
Ficha bibliográfica
Figueiredo, Manuel de Andrade de, 1670-1735
Nova Escola para aprender a ler, escrever, e contar... primeira parte / por Manoel de Andrade de Figueiredo, Mestre desta Arte nas cidades de Lisboa Occidental, e Oriental. - Lisboa Occidental : na Officina de Bernardo da Costa de Carvalho, impressor do Serenissimo Senhor Infante, 1722. - [18], 156 p., 44 f. gravadas a buril : il. ; 2º (31 cm)
Cópia digital (Biblioteca Nacional de Portugal)
Bibliografia
Fernandes, Rogério (1978). O pensamento pedagógico em Portugal. Lisboa: Instituto de Cultura Portuguesa/ Secretaria de Estado da Cultura (Biblioteca Breve), pp. 41-46.
Figueiredo, Manuel de Andrade de, Nova Escola ... Edição da Livraria Sam Carlos, Lisboa, [1973] 24x33 cm. XXIV-156-I págs. e 47 gravuras. Edição fac-similada. Restrita edição de 1100 exemplares numerados e assinados pelo editor.