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2011/06/14

PUPILOS DO EXÉRCITO: 100 ANOS DE ENSINO E DE CIDADANIA


No Palácio Valadares, ao Chiado, está patente ao público uma exposição que evoca o centenário da criação do Instituto dos Pupilos do Exército. Esta iniciativa conta com o apoio da Secretaria-Geral, que emprestou, para o efeito, alguns livros pertencentes à Biblioteca Histórica do Ministério da Educação.
Esta exposição foi instalada num espaço contíguo àquele em que se encontra a exposição «EDUCAR: Educação para todos. O Ensino na Primeira República». Esta proximidade justifica-se pelo facto deste Instituto, criado em Maio de 1911, ser um expressivo exemplo do investimento dos republicanos na Educação e do seu empenhamento na criação de instituições escolares que traduzissem, na prática, o ideário e os valores da República.
Uma das áreas governativas que mereceu maior preocupação por parte dos republicanos, na sequência da Revolução de 1910, foi, como é sabido, a Educação. De facto, 1911 foi um ano muito fértil em trabalho legislativo, tendo sido promulgados vários documentos legais que reorganizam praticamente todo o sistema de ensino português.
As reformas do Ensino Superior e do Ensino Primário, dois sectores prioritários do sistema educativo, são estabelecidas em março desse ano. E pouco depois, no mês de maio, será a vez das áreas mais técnicas. São então criados o Instituto Superior Técnico e o Instituto Superior do Comércio (atual ISEG) por decreto de 23 de maio, a que se segue a reforma de todo o ensino agrícola e da investigação agronómica, consignada em decreto de 26 de maio.
Por estes dias, entre estas duas reformas, é criado, a 25 de maio, o «Instituto Profissional dos Pupilos do Exército». O contexto cronológico desta criação dá bem conta do enquadramento e dos objetivos com que é fundado este Instituto, que mais tarde perderá a designação de «Profissional» e fixará definitivamente o seu nome em «Instituto Militar dos Pupilos do Exército».
De facto, os Pupilos do Exército nascem como um instrumento modelar para a concretização dos ideais republicanos. O propósito consignado no decreto fundador de nele se formarem «cidadãos úteis à pátria» traduz bem a intenção de praticar, nesta escola, um ensino profissionalizante, de forte pendor prático, orientado para a promoção da autonomia dos alunos, através da aquisição de competências e conhecimentos em áreas técnicas estratégicas e de vanguarda.
O fundador dos Pupilos é o General António Xavier Correia Barreto, um militar com forte intervenção política, que virá a ser Presidente do Senado entre 1915 e 1918 e entre 1919 e 1926, além de ser, por duas vezes, candidato à Presidência da República. Mas este militar e político é também um homem de ciência, especializado na área da Química. Com um importante currículo ligado à invenção e produção de um tipo especial de pólvora, que tão importante virá a ser para o conflito Mundial de 1914/18, ele é um dos fundadores, em 1911, da Sociedade portuguesa de Química.
O espírito e a marca do fundador estão ligados à criação, nos Pupilos, de «Aulas de Indústria» e «Aulas de Comércio». O Instituto é, desde cedo, apetrechado com instalações laboratoriais e equipamento técnico que permite um ensino prático nestas áreas. Mas há também, uma preocupação muito forte em proporcionar aos alunos uma ‘educação integral’, com uma componente cultural e artística muito expressiva desde os primeiros anos. Muito importante, neste contexto, é a presença, no Instituto, de professores que virão a constar entre os mais importantes pedagogos da História da Educação portuguesa. Destaque, acima de tudo, para Álvaro Viana de Lemos (1881-1972) uma das figuras mais marcantes da Educação Nova, movimento pedagógico inovador que valorizava a autonomia dos alunos e preconizava um modelo de ensino assente em ‘métodos ativos’, entendendo a escola como um local de trabalho e experimentação prática. Outro pedagogo que deixou forte marca como professor dos Pupilos foi João Soares (1878-1970) que viria, mais tarde, a fundar o Colégio Moderno, e deixaria diversos materiais didáticos na área da História e da Geografia, como um monumental Novo Atlas Escolar Português adotado oficialmente para o ensino, em cuja capa figura como «Professor dos Pupilos do Exército» ou os Quadros da História de Portugal, com ilustrações de Roque Gameiro e Alberto de Sousa, recentemente reeditados pela Gradiva.
A orientação patente desde os primeiros tempos irá manter-se e revelar-se, por vezes com alguns constrangimentos, ao longo das décadas seguintes. A escolha, em 1936, de D. João de Castro como Patrono da escola corresponde ao mesmo simbolismo de assumir por referência uma figura da ciência e do saber, movido pela curiosidade e espírito de descoberta.
A segunda Guerra Mundial virá a acentuar a investimento no ensino técnico e tecnológico. O desenvolvimento industrial do pós-guerra incentiva a formação de quadros especializados, sendo dada especial atenção às tecnologias de ponta, como é o caso da indústria dos moldes, em que Portugal virá a ser líder.
A partir dos anos 1960 assiste-se a uma preocupação mais forte com a instrução física. Todo o contexto de guerra colonial faz redobrar o investimento nas atividades gímnicas e desportivas. O ideal de «serviço à pátria», que vem desde a fundação do Instituto, orienta muitos ex-alunos a seguir a carreira das armas e o carácter profissional do ensino praticado permite a preparação de quadros militares com formação técnica especializada. Mas esse mesmo ideal fará com que um grupo largo, de várias dezenas de ex-alunos militares, venha a participar nas conspirações conducentes à Revolução de 1974: primeiro na revolta de Beja, depois na Intentona das Caldas e finalmente no 25 de Abril.
Os novos ventos dos anos 1970 chegam aos Pupilos do Exército por diversas vias. Em 1977 o Instituto dá um salto qualitativo importante que é abrir-se ao Ensino Superior. Os cursos então criados, mais uma vez, são fiéis à linha da formação Técnica e Tecnológica e os seus nomes são disso a melhor expressão: Engenharia de Eletrónica e Telecomunicações; Engenharia de Energias e Sistemas de Potência; Engenharia de Máquinas; e Contabilidade e Administração. Esta é uma iniciativa de vanguarda no âmbito das escolas militares de ensino. A saída dos primeiros bacharéis para o mercado de trabalho, neste final dos anos 1970, reflete a mesma preocupação de sempre com uma educação orientada para habilitar os alunos a um desempenho profissional autónomo, mas agora subindo o nível de qualificações.
Outro aspeto não menos relevador da abertura a novos tempos é o facto de, no contexto da criação do Ensino Superior - naturalmente em regime de frequência externa e não de internato– o Instituto passar a ter uma frequência mista, sendo então admitidas as primeiras alunas. Ao mesmo tempo, é por esta altura que as primeiras professoras integram o quadro docente dos Pupilos, até então reservado, como os alunos, ao universo masculino.
Este processo tem a sua extensão natural já nos dias de hoje com a decisão de tornar, igualmente, o Ensino Básico e Secundário, de frequência mista, sendo as primeiras alunas destas faixas etárias admitidas em 2009. Entretanto, a orientação profissional dos cursos superiores avançou para áreas relacionadas com ecologia, com novas energias e sustentabilidade, sendo atualmente oferecidos os cursos de Técnico de Gestão; Técnico de Manutenção Industrial (vertentes Mecatrónica e Eletromecânica); Técnico de Gestão do Ambiente; Técnico de Energias Renováveis (vertentes: Sistemas Solares e Sistemas Eólicos). Estando neste momento aberto à frequência externa, o Instituto conserva ainda a possibilidade de internato, que vem da sua fundação. Mais do que uma escola, esta acaba por ser uma Casa para os alunos que nela vivem, regularmente, entre domingo à noite e sexta-feira à tarde. Por outro lado, o regime de internato e as instalações que foi necessário erigir para lhe corresponder, permitem facultar aos alunos uma oferta diversificada para além do tempo letivo, desde um apoio ao estudo com maior proximidade, até às atividades extracurriculares, designadamente algumas práticas desportivas pouco frequentes em estabelecimentos de ensino, como equitação, esgrima ou remo.
A orientação e os objetivos que nortearam a criação deste Instituto são característicos de uma época sendo, a esse nível, um caso de estudo interessante. Mas parecem, também, ter sido suficientemente válidos para lhe garantir continuidade e mérito. O espírito de coesão e de camaradagem que é apanágio das instituições com regime de internato, tem vindo, neste caso, a ser articulado com uma permeabilidade ao ambiente exterior e uma capacidade de adaptação às mudanças, essenciais nas instituições de ensino dos tempos que vivemos.

2011/01/05

Objectos museológicos das práticas pedagógicas da Química

No âmbito do Ano Internacional da Química 2011, a Secretaria-Geral associa-se a esta comemoração através da realização de uma exposição virtual com antigos objectos utilizados nas práticas pedagógicas da Química. 
A exposição inclui imagens parietais, aparelhos de aquecimento, reagentes químicos, instrumentos para medição de peso (balanças), quadros didácticos, material de vidro, equipamento diverso e instrumentos para medições de massa, densidade ou temperatura. A exposição está temporariamente disponível nas montras na Secretaria-Geral do Ministério da Educação.

2010/12/15

"Os alambiques"

Encontra-se disponível para visualização no Inventário online do Património Museológico da Educação, a exposição "Os Alambiques", constituída por um conjunto destes objectos pertencentes ao espólio museológico da: 
Escola Básica e Secundária Anselmo de Andrade
Escola Básica e Secundária de Carcavelos
Escola Secundária Artística António Arroio
Escola Secundária Campos Melo
Escola Secundária Carlos Amarante
Escola Secundária com 3º Ciclo de Pombal
Escola Secundária de Bocage
Escola Secundária de Fonseca Benevides
Escola Secundária de Gil Vicente
Escola Secundária de Sá da Bandeira
Escola Secundária Domingos Sequeira
Escola Secundária Emídio Navarro
Escola Secundária Josefa de Óbidos
Escola Secundária Padre António Vieira
Escola Secundária Rainha D. Leonor

Cartazes de Prevenção de acidentes de trabalho

Encontra-se disponível para visualização no Inventário online do Património Museológico da Educação, a exposição "Cartazes de Prevenção de acidentes de trabalho" do Inventário Museológico da Educação", constituída por um conjunto de cartazes pertencentes ao espólio das Escola Secundária Jacome Ratton e Escola Secundária de Emídio Navarro.

2010/12/07

"Balanças - Instrumentos de medida"

Encontra-se disponível para visualização no Inventário online do Património Museológico da Educação, a exposição "Balanças - Instrumentos de medida", constituída por um conjunto de balanças pertencentes ao espólio museológicos das escolas: 
Escola Secundária Campos Melo
Escola Secundária Carlos Amarante
Escola Secundária com 3.º ciclo de Anadia   
Escola Secundária com 3º Ciclo Clara de Resende
Escola Secundária D. Dinis
Escola Secundária D. Sancho II
Escola Secundária da Amora           
Escola Secundária de Bocage
Escola Secundária de Francisco Rodrigues Lobo
Escola Secundária de Gil Vicente
Escola Secundária de Lousada
Escola Secundária de Passos Manuel                           
Escola Secundária de Pedro Nunes
Escola Secundária do Monte da Caparica
Escola Secundária Padre António Vieira
Escola Secundária Rainha D. Amélia
Escola Secundária Sebastião da Gama           

"Os têxteis na colecção "online" do Inventário Museológico da Educação"

Encontra-se disponível para visualização no Inventário online do Património Museológico da Educação, a exposição "Os têxteis na colecção "online" do Inventário Museológico da Educação", constituída por um conjunto de peças, realizados por professores e alunos.

2010/06/23

Nova Exposição Virtual

Património Cultural da Educação
Projecto BAME
Exposições Virtuais
Encontra-se disponível para visualização no Inventário online do Património Museológico da Educação, a exposição "Lisboa, quem a Conhece" – Profissões Antigas de Lisboa, constituída por um conjunto de peças, em azulejo e em cerâmica de terracota, realizadas por alunos do 6.º ano da Escola Básica 2.3 Pedro de Santarém.

2010/05/18

18 de Maio dia Internacional dos Museus - Exposição Virtual

O Ministério da Educação associa-se às comemorações do Dia Internacional dos Museus, dia 18 de Maio, apresentando a Exposição virtual sobre o espólio museológico de Instrumentos Científicos produzidos pela empresa alemã E. Leybold's Nachfolger.

2010/05/10

"25 Escolas renovadas"


BAME nas Escolas
Exposição

"25 Escolas renovadas"



A exposição "25 Escolas renovadas" organizada pela Parque Escolar, EPE, pode ser visitada no novo pavilhão desportivo da Escola Básica e Secundária de Passos Manuel, na Travessa do Convento de Jesus, Lisboa, aos sábados e domingos, das 10 às 17 horas, até ao dia 30 de Maio.

2010/04/21

Colecção de Carimbos Didácticos

A exposição do espólio museológico do Instituto António Aurélio da Costa Ferreira apresenta uma colecção de carimbos didácticos.