2015/11/25

O "Guião" responde - entrevista ao "Diário da Manhã"


 Extraída do Jornal Diário da Manhã de 1 de Junho de 1949, esta entrevista, que apresentamos na íntegra, explica os princípios subjacentes à criação do Guião – Revista para Graduados, desde a escolha do título até ao seu conteúdo.

“O “Guião” responde “Presente!” a novas vocações jornalísticas e ao anseio juvenil de continuar para o Futuro os rumos da Revolução Nacional

Mocidade significa novidade, espírito sempre novo, sempre remoçado. Mocidade significa, antes do mais – e este País tem-no aprendido agradavelmente no decorrer da última década – insofrida insatisfação, constante desejo de aperfeiçoamento, de conquista.

Quando as coisas novas que um dia foram surpresa parecem tornar-se rotineiras, quando aquilo que há dez anos se suponha impossível se tornou já, de modo indiscutível, uma realidade quotidiana, os rapazes “inventam” algo de novo, abrem novas clareiras á sua frente – e ei-los a demonstrar com o vigor e a audácia das almas de quinze ou dezoito anos, que nem tudo estava feito, que muito havia ainda a fazer.
Tal é, na verdade, o motivo da existência do “Guião”, revista dos graduados da Mocidade Portuguesa, cujo primeiro número se publicou há dias – no “28 de Maio” – graças ao entusiasmo de alguns comandantes de “castelo” e de “bandeira”, saídos não há muito da Escola Central de Graduados.

O “Guião” – uma capa expressiva, optimista, sadia e um formato simpático, atraente, a guardar muita coisa que interessa realmente aos rapazes – tem como director o comandante de Falange António Pinto Castelo Branco, nome bem conhecido e querido nas fileiras da M. P., entre os camaradas e entre os dirigentes.

Como redactores, todos os graduados que queiram escrever, todos quantos respondam á chamada que lhes foi feita, para, sustentando e erguendo bem alto o “Guião”, sustentarem e alevantarem ainda mais os princípios da M. P., a legenda que enobrece a ínclita geração e enobrece Portugal – universalizando-o até ao Infinito: “Honra, Dever, Serviço, Sacrifício”.
Se por um lado nos encontramos perante mais um acto de fé da Mocidade no prosseguimento da obra da Revolução Nacional, não há dúvida que esta iniciativa dos rapazes representa, pelo menos da parte de alguns, o delinear de uma vocação jornalística que pode deixar-nos indiferentes, nem constitui surpresa. Há na Mocidade lugar para todos – lugar para todas as vocações.

Como jornalistas que se prezam, os redactores desta revista dos graduados têm o seu chefe de redacção – o comandante de Bandeira Francisco Elmano da Cruz Alves, aluno da Faculdade de Direito de Lisboa, quase a transpor já os humbrais do primeiro ano.

Procurámo-lo para o ouvir sobre o “Guião”. Ouvimo-lo a ele, ao Castelo Branco, ao Carlos Lima. Ouvi-los, foi auscultar as aspirações generosas da geração nascida a-aquando ou depois do “28 de Maio” e que sente como que o instintivo dever de reagir contra toda e qualquer tendência de esquecimento do caminho percorrido e das dificuldades do percurso.

Do que ouvimos, aqui deixamos breve apontamento:

- Não julgue que fazemos uma revista pelo simples prazer de escrever ou pelo gosto de sermos lidos. O Guião surge como resposta á pergunta que tantos dos nossos camaradas das Escolas de Graduados constantemente nos faziam: “Porque não prolonga a Escola a sua ação para além dos cursos?”

Francisco Elmano Alves esclarece:
- Com efeito, quando o filiado chega à Escola de Graduados vem geralmente cheio de dúvidas e de problemas que, afinal, dentro em pouco se encontram resolvidos, não só porque a matéria dos cursos já os prevê, mas sobretudo porque se criam novos e mais vastos horizontes no nosso espírito, isto é, desenvolvem-se nele a capacidade de realização e a decisão.

- O pior – intervém Carlos Lima – o pior é, muitas vezes, quando os novos graduados regressam ao contacto com a vida dos Centros…

- Porquê?

- Porque o ambiente é, como não podia deixar de ser, diferente daquele em que viveram durante o curso. Aqui e além, o entusiasmo rareia. Faltam dirigentes. Surgem milhentas dificuldades. O graduado sente-se, muita vez, sozinho perante novos e mais difíceis problemas. E tem quase sempre, nesses casos, que tratar de tudo, desde o pano das barracas até… á falta de verba. Nessas condições – e nós falamos por experiência própria – os graduados encontram-se em pleno no “campo de prova”. E é então que se torna mais necessário do que nunca acarinhá-los, dar-lhes todo o estímulo, manter neles o sentimento da força que constitui a nossa unidade, do calor que representa a nossa camaradagem – tudo o que seja, numa palavra, o prolongamento da vida e do clima moral da Escola.

E o “Guião” vem ao encontro dessa necessidade: há-de procurar satisfazê-la o melhor que puder – o melhor dentro do limite das possibilidade – pois não sonhamos com impossíveis…
- Pode saber-se como tencionam alcançar esses objetivos?

- Estamos já a alcançá-los, Graças a Deus, o nosso “Guião”, mesmo antes do aparecimento do primeiro número, provocou um despertar de energias que há-de continuar e progredir. O que pretendemos é levantar problemas que interessam á juventude, agitando-os sem reserva e chamando os graduados á sua resolução.

- Mas que problemas?

- Todos os que interessam á juventude. Todos os que se prendem com a “formação integral” do rapaz português, isto é com a esfera de acção educativa da Mocidade Portuguesa – esfera bem vasta, a abranger, literalmente, como lhe disse tudo o que de perto ou de longe interessa ou diz respeito á gente nova.

- Concretamente…

- Tanta coisa… Desde os problemas “caseiros” do arranjo dos Centros, do melhor aproveitamento da instrução geral ou especializada, da explicação clara da orgânica da M. P., até aos grandes problemas de ordem geral, de formação de uma mentalidade imperial, de conhecimento e divulgação da cultura portuguesa, do amor às coisas portuguesas, de defesa dos rapazes contra os perigos da sobrevivência de uma sociedade aburguesada, que nos aparece como superficialmente convertida a certas verdades fundamentais da Revolução que criou a Mocidade Portuguesa e que a Mocidade há-de continuar e perpetuar.

- A iniciativa partiu de Lisboa?

- Sim, mas caiu entre os rapazes de todas as Províncias como peixe na água. Além do entusiástico acolhimento dos nossos camaradas, houve o natural interesse de muitos dirigentes. E queremos pedir-lhe para registar um nome – o do nosso Instrutor António Fialho Rico, que desde a primeira hora nos ajudou a tornar realidade esta aspiração. É também a altura de lhe dizer do reconhecimento que devemos ao nosso Comissário Nacional, ao major Ribeiro Viana, nosso Director de Serviços e ao Inspector Baltazar Rebelo de Sousa. Estamos absolutamente dispostos a honrar a confiança que puseram em nós e a ir para diante, custe o que custar.

- Uma última pergunta: qual a razão do título?

- Há durante o curso das Escolas de Graduados dois momentos inesquecíveis para os rapazes que os frequentam. O mais importante é, sem dúvida, o da entrega das divisas de comandante de castelo ou de bandeira, ao fim de vencidos todos os obstáculos, todas as provas. Mas a entrega do guião da Escola – dessa bandeira rubra que traz em si todo um programa de nobreza de alma e de espírito de bem servir, não fica atrás, em significado moral, em emoção, e representa verdadeiramente para o futuro graduado, o início da sua carreira. Por isso escolhemos para o nosso jornal o nome que melhor o poderia distinguir….

Têm razão. E agora só nos cumpre desejar-lhes que o seu programa se realize em toda a extensão de que são capazes os espíritos sinceros e vibrantes dos nossos graduados da Mocidade.”


P.M. 

2015/11/18

Peça do mês de novembro

Visite aqui a peça do mês de novembro.

2015/11/11

Bibliografia do Ilustrador Júlio Gil

BIBLIOGRAFIA DO ILUSTRADOR JÚLIO GIL


  
Júlio Gil nasceu em Lisboa, 24 de abril de 1924 e veio a falecer a 11 de abril de 2004. Foi ilustrador, cartoonista, arquiteto, pintor e escritor português. Iniciou a sua carreira de cartoonista na “escola” da Mocidade Portuguesa, ao ilustrar as publicações oficiais da referida Organização.



Sem a pretensão de sermos exaustivos, apresentamos uma bibliografia de Júlio Gil. Dividimo-la em três partes, a primeira parte é dedicada às monografias ilustradas, a segunda à elaboração de capas e, por fim, ressaltam-se as publicação não ilustradas mas escritas pelo próprio Júlio Gil. 



MONOGRAFIAS ILUSTRADAS
A arte de ser pai : cartas de Eça de Queiroz para os seus filhos / introd., coment. e notas de Beatriz Berrini ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1992.
Os assaltantes invisíveis / Franklin W. Dixon ; il. Júlio Gil ; trad. Teresa Cristina R. Correia Nunes. Lisboa : Verbo, imp. 1989.
Auto dos quatro meninos : peça em 1 acto e 8 quadros / Patrícia Joyce ; il. capa e il. de Júlio Gil. – 2.ª ed. Lisboa : Sociedade de Expansão Cultural, 1973.
Auto da Joanita e da fonte : peça em 1 acto e 1 quadro / Patrícia Joyce ; capa e il. de Júlio Gil. – 2.ª ed. Lisboa : Sociedade de Expansão Cultural, 1973.
Ave Maria / il. Júlio Gil ; textos Leonor de Sousa Mendes, Manuel Vieira da Cruz. Lisboa : Grifo, 1996.
Brisa dos tempos idos : novelas históricas / Adelino Peres Rodrigues ; il. Júlio Gil, José António Marques ; capa de Júlio Gil. Lisboa : [s.n.] 1957.

Cantares de todo o ano : selecção de cantigas populares portuguesas / [compil.] Júlio Evangelista ; capa e il. de Júlio Gil. [Lisboa] : Campanha Nacional de Educação de Adulto, 1956.
Carlota dá que falar / Gretha Stevns ; trad. de Inga Gullander ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1981.
Carlota dá que falar / Gretha Stevns ; trad. de Inga Gullander ; il. Júlio Gil ; capa de José Antunes. Lisboa : Verbo, imp. 1984.
Carlota e o clube secreto / Gretha Stevns ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1979.
Carlota e o clube secreto / Gretha Stevns ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1982.
Carlota e o pescador / Gretha Stevns ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1982.
Carlota e os contrabandistas / Gretha Stevns ; trad. de Helle de Freitas ; il. Júlio Gil ; capa de José Antunes. Lisboa : Verbo, imp. 1979.
Carlota e a festa de Natal / Gretha Stevns ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1980.
Carlota e as férias grandes / Gretha Stevns ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1980.
Carlota e Mariana / Gretha Stevns ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1980.
Carlota em acção / Gretha Stevens ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1981.
Carlota em boa forma / Gretha Stevns ; trad. Inga Gullander ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1982.
Carlota em novas aventuras / Greta Stevns ; il. Júlio Gil ; trad. Inga Gullander. Lisboa : Verbo, imp. 1982.
Carlota está com sorte / Gretha Stevns ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1979.
Carlota está com sorte! / Gretha Stevns ; trad. Helle de Freitas ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1982
Carlota na Noruega / Gretha Stevns ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1980.

Carlota não pára / Gretha Stevns ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1982.
Carlota no alto mar / Gretha Stevns ; trad. Inga Gullande ; capa Augusto Trigo ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1982.
Carlota perde a timidez / Greta Stevns ; il. Júlio Gil ; trad. Inga Gullander. Lisboa : Verbo, imp. 1983.
Carlota tudo vence / Gretha Stevns ; trad. Inga Gullander ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1981.
A carta misteriosa / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1984.
A casa dos gatos persas / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil ; trad. Maria Júlia Beirão de Brito. Lisboa : Verbo, imp. 1988.
O caso dos sinais fatídicos / Franklin W. Dixon ; il. Júlio Gil ; trad. Ana Maria Sampaio Pinho. Lisboa : Verbo, imp. 1987.
Chico e o castelo espanhol / texto e il. Júlio Gil. – 2.ª ed. [Lisboa] : Pórtico, [D.L. 1966].
Chico e as joias roubadas / texto e il. Júlio Gil. – 2.ª ed. – Porto : Pórtico [D.L. 1967].
Chico e o campeão desaparecido / Júlio Gil. – 2.ª ed. [S.l.] : Pórtico, [196-?].
Chico e o tesouro de Brés / Júlio Gil. [Porto]: Pórtico, [196-?]
Chico e o ídolo / Júlio Gil. Porto : Pórtico [197-?].
Convento de Cristo / Luís Maria Pedrosa dos Santos Graça ; il. Júlio Gil. Lisboa. Mafra : ELO, 1991.
Contos em memória / João Osório de Castro ; il. Júlio Gil. Lisboa. Mafra : ELO, 1991.
De Tomar / Amorim Rosa ; il. Júlio Gil. Tomar : Com. Central das Comemorações, 1960.
Em busca do ouro escondido / Franklin W. Dixon ; il. Júlio Gil ; trad. Maria Cristina Varela. Lisboa : Verbo, imp. 1984.
Em demanda do Grão-Cataio / Beckert d'Assumpção ; il. Júlio Gil. Lisboa : Empresa Nacional de Publicidade [distrib.], 1973.

A escada misteriosa / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1987.
A estátua murmurante / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil ; trad. Margarida Vieira. Lisboa : Verbo, imp. 1987.
O estranho olho de vidro / Franklin W. Dixon ; il. Júlio Gil ; trad. Maria Cristina Varela Ramos. Lisboa : Verbo, imp. 1987
Exposição de livros juvenis [ Policopiado ] : 1973 : catálogo / Ministério da Educação Nacional, Direcção Geral da Educação Permanente ; compil. e coord. de Manuela Nogueira ; il. Júlio Gil ; [colab.] Maria Isabel Mendonça Soares e Maria Alice Andrade Santos. Lisboa : D.G.E.P., [1973].
Filipa e a aldeia em perigo / Marguerite Thiébold ; il. Júlio Gil ; trad. de Ricardo Alberty. Lisboa : Verbo, imp. 1985.
Filipa e a carta escondida / Marguerite Thiébold ; il. Júlio Gil ; trad. de Maria Guerne. Lisboa : Verbo, imp. 1988.
Filipa e a gruta das ametistas / Marguerite Thiébold ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, D.L. 1989.
Filipa e a prisioneira da ilha / Marguerite Thiébold ; il. Júlio Gil ; trad. de Maria Adelaide Couto Viana. Lisboa : Verbo, imp. 1985.
Filipa e a rosa de ouro / Marguerite Thiébold ; trad. de Ricardo Alberty ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1986.
Filipa e a voz misteriosa / Marguerite Thiébold ; il. Júlio Gil ; trad. de Maria Adelaide Couto Viana. Lisboa : Verbo, imp. 1987.
Filipa e o enigma de rocha negra / Marguerite Thiébold ; il. Júlio Gil ; trad. de Maria Guerne. Lisboa : Verbo, imp. 1986.
Filipa e o jovem cigano / Marguerite Thiébold ; il. Júlio Gil ; trad. Maria Guerne. Lisboa : Verbo, imp. 1987.
Filipa e o testamento secreto / Marguerite Thiébold ; il. Júlio Gil ; trad. Fernanda Leitão. Lisboa : Verbo, imp. 1986.
Filipa e o segredo da torre / Marguerite Thiébold ; il. Júlio Gil ; trad. Maria Guerne. Lisboa : Verbo, imp. 1988.
Filipa e o velho coleccionador / Marguerite Thiébold ; il. Júlio Gil ; trad. Maria Guerne. Lisboa : Verbo, imp. 1987.

A galinha verde / Ricardo Alberty ; com des. Júlio Gil. Lisboa : Ática, imp. 1959.
Grandes figuras da História de Portugal / org. António Maria Zorro ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1986.
Grandes génios da medicina / il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1983.
Histórias que ela contou / Maria Emília Freire ; il. Júlio Gil. [Lisboa] : Empresa. Nacional de Publicidade, [D.L. 1963].
Intriga a bordo / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil ; trad. Maria Selene Santos. Lisboa : Verbo, imp. 1989.
Os ladrões do aeroporto / Franklin W. Dixon ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1985.
A liberdade e eu / Mária Natália Lima ; il. Júlio Gil. – 2.ª ed. Lisboa : Verbo, imp. 1980.
À Lisboa das naus, cheia de glória / António Nobre ; [il.] Júlio Gil. Lisboa : Câmara Municipal, 1967.
A maldição do faraó / Franklin W. Dixon ; il. Júlio Gil ; trad. Fernanda Maria da Silva Tavares. Lisboa : Verbo, imp. 1988.
A marca na porta / Franklin W. Dixon ; il. Júlio Gil ; trad. de Maria Adelaide Namorado Freire. Lisboa : Verbo, imp. 1986.
Os melhores contos de Thomas Mann / sel. Manuel de Seabra ; pref. Domingos Monteiro ; des. Júlio Gil. Lisboa : Arcádia, imp. 1958.
A mensagem no carvalho oco / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil ; trad. Maria da Assunção Beja Neves. Lisboa : Verbo, imp. 1986.
O mistério da casa abandonada / Franklin W. Dixon ; il. Júlio Gil ; trad. Ana Maria Lemos Vacas. Lisboa : Verbo, imp. 1987.
O mistério da estalagem / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1983.
O mistério da lagoa / Franklin W. Dixon ; il. Júlio Gil ; trad. Anabela. Lisboa : Verbo, imp. 1987.
O mistério da serra interdita / Patrick Al-Cane ; trad. Dutra Faria ; il. Júlio Gil. Lisboa : [s.n.], D.L. 1946.

O mistério do amuleto de marfim / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil ; trad. de Maria da Fé Rodrigues Peres. Lisboa : Verbo, imp. 1986.
O mistério do bangaló / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1983.
Mistério na marginal / Franklin W. Dixon ; il. Júlio Gil ; trad. Maria Luísa Santos. Lisboa : Verbo, imp. 1984.
Mosteiro da Batalha / Sérgio Guimarães de Andrade ; il. Júlio Gil. Lisboa : Elo, 1991.
Os outros e eu / Maria Natália Lima ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, cop. 1974.
Pai Nosso / Júlio Gil, Leonor de Sousa Mendes, Manuel Vieira da Cruz. 1a ed. Lisboa : Grifo, 1996.
Pedro e o mágico : histórias maravilhosas / António Quadros ; il. Júlio Gil. Lisboa : Empresa Nacional de Publicidade, cop. 1972.
Pegadas sob a janela / Franklin W. Dixon ; il. Júlio Gil ; trad. Ana Maria Sampaio Pinho. Lisboa : Verbo, imp. 1986.
O pequenino pastor / il. Júlio Gil. [S.l.] : J. Gil, [D.L. 1951].
Poesia para a juventude : antologia / il. Júlio Gil. Lisboa : Serviço de Publicações da M. P.,1967.
O pirilampo do bairro : conto de Natal / Soledade Summavielle ; capa e il. Júlio Gil. [Lisboa] : Sociedade de Expansão Cultural, 1972.
A pista do medalhão quebrado / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil ; trad. de Maria Margarida Casola Vieira da Silva. Lisboa : Verbo, imp. 1985.
Poesia 1943-1990 / Júlio Evangelista ; estudo António Manuel Couto Viana ; il. Júlio Gil. Lisboa : Universitária 2001.
A ponte assombrada / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil ; trad. Maria da Fé Rodrigues Peres. Lisboa : Verbo, imp. 1987.
Porto : a aventura de um grande vinho / texto António Luís Ferronha ; il. Júlio Gil ; coord. João Osório de Castro. [Mafra] : ELO, D.L. 1997.
Portugal maior : livro de leituras portuguesas para o ensino técnico profissional / org. Augusto Reis Góis, Antonino Henriques ; colab. Virgílio Couto ; il. M. M. Calvet de Magalhães, Júlio Santos, Júlio Gil. – 12.ª ed.  Lisboa : Livr. Popular de Francisco Franco [deposit], 1964.
Pousada da rainha Santa Isabel : história das histórias de um castelo / Joaquim Vermelho ; il. Júlio Gil. Lisboa. Mafra : ELO, 1992.
Pousada de Santa Marinha da Costa / Barroso da Fonte ; fot. Francisco d'Almeida Dias ; il. Júlio Gil. Lisboa : ELO, 1995.
A quinta do portão vermelho / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1984.
As raízes de Angola / João Falcato ; il. Júlio Gil. [Lisboa] : Notícias 1962.
A raposa Terrível e a pata Capitolina / Patrícia Joyce ; il. Júlio Gil. Lisboa : Sociedade de Expansão Cultural, 1977.
O relógio perigoso / Franklin W. Dixon ; il. Júlio Gil ; trad. Ana Maria Rabaça. Lisboa : Verbo, imp. 1985.
Romance da gata preta : fábulas e outras poesias / Patrícia Joyce ; capa e il. de Júlio Gil. – 2.ª ed. Lisboa : Sociedade de Expansão Cultural, 1972.
Rumo à planície / Olga Alves ; il. Júlio Gil. Lisboa : Pórtico, [197-?].
O segredo do rancho das sombras / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1984.
A senha dos raptores / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1985.
O sinal das velas / Carolyn Keene ; il. Júlio Gil. Lisboa : Verbo, imp. 1985.
O tesouro da torre / Franklin W. Dixon ; il. Júlio Gil ; trad. de Maria Helena Lopes Ribeiro. Lisboa : Verbo, imp. 1983.
Tronco em flor... / João Carlos Beckert d'Assumpção ; il. Júlio Gil. Lisboa : Mocidade Portuguesa, 1944.
Vinhos e queijos portugueses : um guia muito prático / com base nas informações técnicas fornecidas por Virgílio Dantas e Décia Carreira ; il. Júlio Gil. – 2.ª ed. Lisboa : Verbo, 1982.
15 histórias da Idade Média / coord. Maria Adelaide Couto Viana ; il. Georges Pichard e Júlio Gil ; trad. Ricardo Alberty. Lisboa : Verbo, imp. 1984.

 CAPAS ILUSTRADAS

Aventura no céu de Marcelino pão e vinho : para os pais contarem aos filhos / José Maria Sánchez-Silva ; il. Lorenzo Goñi ; capa Júlio Gil ; trad.  por Ferreira Alves. Lisboa : Portugália, imp. 1957.
Os bem-aventurados Francisco e Jacinta : pastorinhos de Nossa Senhora / comp. do Padre Luís Kondor ; il. Mercês Gil e Júlio Gil. Fátima : Secretariado dos Pastorinhos, imp. 2009.
Era uma vez... um dragão : teatro infantil / António Manuel Couto Viana ; capa de Júlio Gil. [S.l. : s.n.], 1950.
Grandes portugueses / Agostinho Macedo...[et al.] ; il. Baptista Mendes...[et al.] ; capa Júlio Gil. Lisboa : [s.n.], 1962?].
Marcelino pão e vinho : para os pais contarem aos filhos / José Maria Sánchez-Silva ; il. Lorenzo Goñi ; trad. por Ferreira Alves ; capa Júlio Gil. –4.ª ed. Lisboa : Portugália, 1956.
Poesia / Tomaz de Figueiredo ; pref. de António Cândido Branco ; capa com desenho inédito Júlio Gil. Lisboa : Imprensa Nacional Casa da Moeda, 2003.


  
ARQUITETURA PORTUGUESA
As mais belas vilas e aldeias de Portugal / texto de Júlio Gil ; fot. de Augusto Cabrita.  Lisboa : Verbo, cop. 1984.
Os mais belos castelos e fortalezas de Portugal / texto de Júlio Gil ; fotograf. de Augusto Cabrita ; pref. J. Veríssimo Serrão. Lisboa : Verbo, cop. 1986.
Os mais belos palácios de Portugal / Júlio Gil ; fot. Nuno Calvet. Lisboa : Verbo, cop. 1992.
As mais belas cidades de Portugal / texto de Júlio Gil ; fot. Nuno Calvet. Lisboa : Verbo, cop. 1995.

Nossa Senhora de Portugal : santuários marianos / texto Júlio Gil ; fot. Nuno Calvet. Lisboa : Intermezzo-Audiovisuais, 2003.






P. M. 

2015/11/04

Júlio Coelho da Silva Gil






Júlio Gil,
                              nome completo Júlio Coelho da Silva Gil, nasceu em Lisboa, 24 de abril de 1924 e veio a falecer a 11 de abril de 2004, foi um ilustrador, cartoonista, arquiteto, pintor e escritor português.



Júlio Gil, em colaboração com os fotógrafos Augusto Cabrita e Nuno Calvet, publicou uma série estudos sobre arquitetura portuguesa, sendo o primeiro destes As mais belas vilas e aldeias de Portugal (1984). Em colaboração com o fotógrafo Nuno Calvet, escreveu Nossa Senhora de Portugal, Santuários Marianos. Entre outras, a publicação pos mortem, editada em 2014 - Azulejos da Igreja de São Lourenço – Matriz de Alhos Vedros[1], também da sua autoria.



Iniciou a sua carreira de cartoonista na “escola” da Mocidade Portuguesa, ao ilustrar as publicações oficiais da referida Organização. A revista Guião: cristandade, lusitanidade, ordem social em 1957 refere e homenageia Júlio Gil da seguinte forma:

“Em fevereiro de 1945, num catálogo da exposição de desenhos do filiado Júlio Gil escrevia-se: ‘Ilustrador de grande merecimento, dotado de uma maneira muito pessoal, revolucionária e presente, tem ilustrado centenas de assuntos, criando, inventando, desenhando às mãos cheias por livros, jornais e revistas. É, atualmente, aluno da Escola de Belas Artes de Lisboa e talvez caiba à Mocidade essa sedutora responsabilidade. O Júlio Gil está a começar – e bem. Não é ainda aquilo que queremos que seja – mas daqui a alguns anos, quando ele for o ‘arquiteto Júlio Gil’, seja de facto aquilo que queremos’.
12 anos volvidos, esta página do ‘Guião’ vem confirmar as esperanças que a Mocidade um dia depositou em Júlio Gil ao franquear-lhe as portas do Salão Nobre do Palácio da Independência para a sua primeira exposição individual.
Para os que não creem no futuro, para os que negam a obra da Organização, esta página é um fervoroso desmentido, um irrefutável argumento contra o azedo ‘dizer mal’ dos incrédulos da nossa terra.
 Agora redobram as centenas de ilustrações suas. E, como desejou o autor das linhas do catálogo, o arquiteto Júlio Gil continua a ser um nosso camarada, um artista da Mocidade.
Esta simples e pequena página – quantos desenhos tivemos de pôr de lado – não é, pois, mais do que um preito de amizade ao nosso primeiro artista; não um reconhecimento piegas, um elogio burguês de quem se sente aliviado por dizer que gosta dos seus desenhos; mas, antes, um reconhecimento franco, viril, com espírito M. P. - que é uma coisa que Júlio Gil faz transbordar dos seus desenhos – pela sua obra dentro da Organização e fora dela.” (Guião: cristandade, lusitanidade, ordem social, 1957, p. 7).


Júlio Gil, como verificamos, começou a dar os primeiros na sua arte de ilustrar, nas primeiras publicações periódicas da Mocidade Portuguesa, nomeadamente, em o Guião: revista para graduados, por tal, foi amplamente reconhecido pela Mocidade Portuguesa com um “um reconhecimento franco, viril, com espírito M. P.”



Na década de 50, como sabemos, o contexto artístico vive numa dualidade extremada. Por um lado, existem produçõesromânticas” que espelhavam ideias de folclóricos de felicidade (esboços de lides quotidianas) e, por outro, exibe-se o rigor das artes aplicadas, por exemplo na feitura de parietais e outro tipo de material pedagógico.


Neste contexto, o Estado Novo difundiu obras que tinham como objetivo prioritário a apologia do regime vigente, tendo como detentor as virtudes, a raça e a continuidade das glórias passadas, esta condicionante origina obras de caráter histórico e/ou apologético e, acima de tudo, o reforço das tendências moralizantes em detrimento da realidade vivida.



Júlio Gil, fortemente impregnado destes ideais, deixa transparecer nas ilustrações da revista Guião atitudes apologéticas e fortemente moralizantes, quer através de orações explícitas, quer através de evocações gloriosas. Para além deste aspeto, verifica-se que os traços dominantes espelham uma cultura dominada pelas imagens da What Disney, bem como pela BD que invadia a europa. Nesta linha estética de Gil aparece grandes nomes das artes portuguesas, tais como, Noronha da Costa, José de Lemos e Tòssan, entre outros.

“Júlio Gil das técnicas de impressão que marcam a expressão de muitos  ilustradores desta época. Grandes manchas de cor planas complementadas por um desenho de contornos negros que pretende acrescentar apenas alguns pormenores à imagem.” (Silva, 2011, p. 124)


As ilustrações de Gil são muito datadas, ainda assim, como afirma Susana Silva, são reconhecidas pelas suas “cores planas” acompanhadas com traços espessos (manchas) e outros mais finos pormenorizados.



Estas ilustrações que fazem parte da publicação periódica Guião: revista para graduados, ilustrações estas que, acompanham todo o percurso da revista, desde o seu começo 1949 (n. 1, 28 de maio 1949) até ao seu términos em 1953 (n. 22, fev. 1953).







Bibliografia:


Câmara Municipal da Moita. Apresentação do livro “Azulejos da Igreja de São Lourenço” [em linha]. Moita: Município da Moita, 2014. [Consult. 28 julho 2015]. Disponível em

Guião: cristandade, lusitanidade, ordem social. A. 1949-1953

Júlio Coelho da Silva Gil. Rolho: cursilhos de cristandade, Torres Vedras, Mafra [em linha]. N. 103 (mai./jun. 2004), p. 3. [Consult. 28 julho 2015]. Disponível  em

Julio Gil: um artista da Mocidade. Guião: cristandade, lusitanidade, ordem social. N. 66 (mai. 1957), p. 7

Silva, Susana Maria Sousa Lopes - A ilustração portuguesa para a infância no século XX e movimentos artísticos: influências mútuas, convergências estéticas [em linha]: [S.l.: Susana M.S.L. Silva], 2011. (Tese de doutoramento em Estudos da Criança (ramo de conhecimento em Comunicação Visual e Expressão Plástica). [Consult. 28 julho 2015]. Disponível em

 P. M. 





[1] No âmbito das comemorações dos 500 anos do Foral de Alhos Vedros, o presidente da Câmara Municipal da Moita e a comissão executiva convidam para a apresentação do livro "Azulejos da Igreja de São Lourenço Matriz de Alhos Vedros", de Júlio Gil.